Shiver

"Minha mãe era uma boa pessoa?" "Eu não teria como dizer, Eragon. Os eventos de sua vida foram complicados. Seria tolo e arrogante da minha parte aspirar julgar alguém que conheci tão pouco." "Mas eu preciso saber!" Eragon juntou as mãos, pressionando os dedos entre os calos nas juntas. "Quando perguntei a Brom se a conhecera, ele disse que ela era orgulhosa e digna, que sempre ajudava os pobres e os menos afortunados. Mas como ela podia agir assim? Como podia ser essa pessoa e ao mesmo tempo ser a Mão Negra?" BRISINGR, página 574
sandsphinx


Sinopse

Notas adicionais

Escrito por
sandsphinx


Classificação 18+
Livro concluído
Publicado em 26 de mai. de 2017 20:49
Atualizado em 13 de out. de 2024 20:35
189290 palavras

antonieta barbieri
Shiver.

O título faz jus ao nome. Um ciclo se fechou dentro do arco de sua personagem principal: Selena de Carvahall; e durante o trâmite para que acompanhássemos sua trajetória e crescimento, a sensação mais constante ao leitor é de arrepios perante a escrita tão milimetricamente calculada e bem desenvolvida de sua autora. Viemos em busca do passado da mãe de Eragon e Murtagh. Eu, embora não familiarizada com o canon desta saga, fui capaz de apreciar todo o talento de sandsphinx e sentir o mesmo que sentiria ao ler um original de fantasia. Esta é mais do que uma reles fanfic. Ela é, de fato, um conto. Um relato de uma personagem extremamente humana; Selena; e que dentre tantos outros que nos são trazidos por sandsphinx - tão interessantes e bem cercados quanto ela - nunca deixa de demonstrar o porquê é a protagonista de sua vida.

O leitor que por aqui se aventurar encontrará emoções vivas. Personagens por quem você não consegue evitar se apaixonar, mesmo que eles, às vezes, não mereçam - I AM LOOKING AT YOU MORZAN! - e serão premiados por uma autora que ama o que faz; respeita seus leitores e não aceita nada menos do que o mais brilhante aesthetic possível. Isto é Shiver. Um conto que merece ser lido. Estamos apenas na metade e mal posso esperar pelo que nos é guardado ♥
Ana Banana
Na minha quarta leitura de Shiver eu acabei percebendo que nunca tinha recomendado essa história fora do twitter e dos meus grupos de amigos (que, por sinal, me escutaram dissertar sobre personagens de Shiver mais vezes do que eu consigo contar nos dedos - bless them pela paciência), o que é simplesmente o pecado mais imperdoável que eu podia ter cometido.
Dizer que eu amo essa história e os personagens dela é subestimar a importância que ela tem pra mim, além de ser um insulto a autora - eu desafio qualquer um a ler Shiver e não se apaixonar. Se você não cair de amores pelos relacionamentos complexos e tridimensionais dos personagens, certamente vai quando ler as descrições de tirar o fôlego ou a prosa quase poética. Cada capítulo novo é uma emoção diferente e eu constantemente me encontro com saudades da história ou ansiosa por novos capítulos (um domingo com Shiver é, pra mim, imediatamente um bom domingo). É muito fácil de ver que a Júlia ama e é devotada a esses personagens - o trabalho e o carinho dela transbordam de cada palavra - e isso deixa essa história maravilhosa ainda mais encantadora.
Eu sinto que eu poderia falar sobre Shiver até cansar (Deus, e os meus amigos, sabem que sim haha) mas nenhuma recomendação minha chegaria aos pés do sentimento de ler Shiver pela primeira vez e se dar conta de que você encontrou algo muito especial, então vou deixar por isso mesmo.