Shiver

77 Capítulo 77


Notas iniciais
como prometido, aqui está o capítulo 77 também! esse contando com conteúdo inapropriado para menores, então quem não gosta pode se sentir a vontade para pular tudo depois que eles começarem a se beijar. para quem gosta, aproveitem!

Selena se permitiu um banho longo e muito quente, e então passou bastante tempo em frente à penteadeira em seu quarto, escovando seus cabelos castanhos até que estivessem secos e caindo sobre seus ombros em cachos muito macios. Só então vestiu seu robe vermelho pesado sobre a camisola, os pés dentro de sapatilhas delicadas, e subiu as escadas da torre à procura de Morzan.

O encontrou no último andar, de pé diante de seu dragão, os olhos fechados e a testa encostada nas escamas vermelhas. Selena chegou a hesitar antes de bater muito levemente no batente da porta com os nós dos dedos, e aguardou enquanto Morzan recuava alguns passos e o dragão passava por ele para alçar voo e deixar a torre. Seu Cavaleiro o observou ir, parando na beirada do piso que se abria para a noite, uma mão na parede ao seu lado, e não pareceu se incomodar quando Selena se juntou a ele.

Em vez disso, passou um braço ao redor de sua cintura e a puxou contra si, e ela deixou que o silêncio se prolongasse apenas um pouco antes de perguntar, “Você está bem?”

Morzan confirmou com a cabeça. “Sim. ”

Ela apenas assentiu também, recostando a cabeça em seu ombro. Pensou um pouco, e tentou, “Onde seu dragão foi?”

“Caçar,” veio a resposta, a voz de Morzan baixa e muito macia. “Ele não deve voltar antes do amanhecer.”

“Ah,” Selena disse baixinho, entendendo. “Achei que você talvez fosse querer voar um pouco. Para relaxar, ou espairecer, ou só organizar um pouco os pensamentos. Eu iria junto, se você quisesse.” No que ele não respondeu de imediato, continuou, “Você chegou a dormir pelo menos um pouco na noite passada?”

Ele riu pelo nariz, seu sacudir de cabeça quase descrente. “Mas também não tive qualquer intenção de tentar.”

Fazia sentido, ela supunha. “Eu estou bem, você sabe,” disse mesmo assim. “Nem mesmo um arranhão. E Jaime vai ficar bem, também, apesar de tudo.”

Morzan sorriu um pouco. “Ele está bravo comigo.” Ao ver o franzir das sobrancelhas de Selena, explicou, “Eu falei com ele hoje à noite, e disse que não queria mais que ele fosse à cidade sozinho, especialmente não depois do anoitecer. Ele não gostou muito.”

Selena estudou seu rosto por um instante.

“Eu não gostaria também,” disse, quase repreensiva, mas mantendo seu tom suave. “Ele é atacado e você o pune por isso?”

Morzan chegou a revirar os olhos. “Não o estou punindo por nada, só garantindo que continue vivo. Diferente do que houve com você hoje, foi sorte ele ter sobrevivido ontem, e eu, pelo menos, não estou disposto a arriscar sua vida à toa. Ele pode chamar quem quer que estivesse vendo para vir aqui. Torna as coisas mais complicadas, mas dificilmente impossíveis, e é melhor que a alternativa, você não acha?”

Selena o olhou pelo canto dos olhos, sem se convencer por inteiro. “Suponho que sim.”

O polegar de Morzan traçando carícias pequenas em sua cintura. “Você tem certeza que está bem, Sel?”

Ela se limitou a encolher os ombros.

“Não aprecio que Fäelan me queira morta, mas não é como se isso fosse algo novo. Hoje foi...” Uma pausa curta. “É sempre assustador perceber que um grupo de homens foi enviado para te assassinar, suponho, mas não é como se eu houvesse acreditado realmente que aqueles tinham qualquer chance. Acho que Aleifar estava certo quando disse que Fäelan só queria te provocar. Se eu tivesse morrido, seria ótimo, mas ele não estava exatamente se esforçando. Você não acha...” Hesitou, sem saber a melhor forma de se expressar. “Jaime consegue fazer seu trabalho sem sair da torre, então é mais fácil mantê-lo seguro. Só que não há propósito algum em eu ser a Mão Negra se não puder nunca sair do seu lado.”

Morzan voltou o olhar para a cidade lá embaixo, as casas pequenas apenas pontos de luz brilhando na escuridão, seus olhos ambos muito escuros na penumbra. “Não.”

“Então...?”

“Suas missões não são todas perigosas da mesma forma, e você sabe se cuidar. Só precisaremos tomar algumas precauções adicionais.”

“Certo,” Selena concordou, ouvindo a própria voz muito baixa. Olhou para Morzan novamente, e era um pouco difícil lê-lo em momentos como aquele. Desceu um dedo pelos padrões bordados em sua camisa vermelha, o subir e descer de seu peito muito estável por baixo, e então entrelaçou os dedos nos dele. “Acho que já vou descer,” disse. “Você vem também?”

Uma batida de seu coração, e então outra, antes dele encontrar seu olhar. “Sim. É claro que sim.”

Selena o puxou pela mão ao descer as escadas circulares até o quarto dele, já mais quente que o espaço aberto acima, lanternas sem chamas iluminando o ambiente e a cama enorme parecendo tão macia quanto ela sabia que era. O deixou ir ao parar para tirar seu robe e abandoná-lo dobrado sobre o encosto da cadeira, porém, antes de se abaixar para tirar também as sapatilhas. Viu pelo canto do olho Morzan se sentar na cama para remover os próprios sapatos, e então se recostar contra os travesseiros, as pernas entendidas à sua frente.

“Acha que Alexis já conseguiu recuperar a boa vontade de Georgei?” Selena perguntou, distraída, ao se sentar ao lado dele, e sorriu um pouco quando Morzan riu pelo nariz.

“Alexis tem Georgei na palma da mão,” ele devolveu com pouco caso. “É sempre a mesma coisa com ela. Encontra um nobre jovem, bonito e muito capaz, normalmente de uma família relativamente rica e influente. Sempre um tanto arrogantes, sempre cheios de cavalheirismo vazio, confiantes demais em si mesmos. Normalmente já relativamente experientes no que diz respeito a outras mulheres e também um pouco irreverentes, e então ela os doma e os molda para que sejam exatamente como ela prefere. Fica com eles por alguns meses ou anos antes de procurar o próximo, a depender de quão interessantes eles realmente sejam por baixo disso tudo. Lex se importa mais com suas damas do que com seus amantes, é claro, mas não é que não goste deles.” Uma pausa. “Pessoalmente, eu os acho inteiramente insuportáveis.”

Selena riu de verdade daquela vez. “Não sei,” disse, baixinho. “É verdade que foi um pouco estúpido, mas achei também um tanto galante, a forma como ele se colocou em perigo por ela.”

Morzan lhe lançou um olhar um tanto descrente. “Um pouco estúpido? Georgei acreditar que Alexis precisaria de sua proteção, ou que ele tivesse mais chance do que uma dos Treze? Ele pode até ser um espadachim excelente, mas não passa disso. Não tem qualquer substância.”

“Ele estava emburrado antes disso,” Selena contou, achando graça. “Porque havia pensado que ela fosse passar o dia apenas com ele. Mas Alexis realmente não parecia muito preocupada.”

“Como eu disse.”

De fato. Selena pendeu a cabeça para o lado, se permitindo examinar seu rosto com mais cuidado, e ainda o achava impossivelmente bonito. Os cabelos escuros compridos e tão macios, os olhos de cores diferentes, o desenho elegante de seu nariz, os lábios cheios.

Ofereceu-lhe um sorriso quase travesso, e talvez Morzan houvesse antevisto o que ela diria a seguir. “E você, Lorde Morzan?” Selena perguntou, mais divertida. Ele talvez não estivesse no estado de espírito para brincadeiras, mas talvez também fosse o caso de apenas precisar de uma distração para esquecer um pouco assuntos mais sérios. “Como escolhe seus companheiros?”

Ele quase sorriu, embora seu ar ainda fosse todo muito quieto. “É importante que sejam atraentes, é claro,” respondeu, devagar, a estudando de volta com calma, e estava olhando apenas para seu rosto, mas era difícil não corar. De perto, ele tinha cílios escuros muito compridos, o contraste diferente com o olho preto e o azul. “Mas mais do que isso, precisam ser interessantes o suficiente para que sejam boa companhia. Se for algo minimamente duradouro, precisam ser inteligentes e competentes, para que sejam capazes de me acompanhar no que for necessário.” Ele estava muito próximo. “Normalmente me entedio com certa facilidade.”

“É?” Selena perguntou, quase num sussurro, ouvindo a própria voz soar um pouco sem ar.

“Não sempre,” Morzan disse, e a beijou.

Ela suspirou contra ele, erguendo uma mão para enroscar os dedos em seu cabelo escuro, o polegar acariciando a curva de seu maxilar e atrás de sua orelha. A mão de Morzan se fechando ao redor de seu pulso, mas sem apertar de fato; ela se afastou um quase nada para conseguir vê-lo melhor.

Ele inclinou a cabeça, o chamado discreto. “Venha aqui,” pediu, a voz deliciosamente baixa, e Selena obedeceu, se aproximando para passar uma perna por cima das dele e se sentar em seu colo. Apoiou braços em seus ombros, ao redor de seu pescoço, e, daquele ângulo, o via de cima. Morzan desceu uma mão por suas costas, parando na altura de sua cintura, a outra bem-posicionada em sua coxa. “Houve um lado bom no dia de hoje,” ele disse, e ela precisou franzir as sobrancelhas, embora ainda sorrisse um pouco.

“E qual foi ele?” perguntou de volta.

“Você ficou extraordinária nas roupas emprestadas de Alexis,” Morzan respondeu, e Selena corou de verdade dessa vez.

“Fico feliz que alguém tenha achado que sim,” disse baixinho, quase num resmungo, e sacudiu um pouco a cabeça quando Morzan riu. “Prefiro vestidos.”

“É seu direito,” disse ele, já se aproximando para beijá-la de novo. Seus lábios contra os dela, contra sua bochecha, descendo por seu pescoço e pelo começo exposto de seus ombros; sua respiração fazendo cócegas sobre sua pele. “Mas tornou voar em meu dragão um pouco mais fácil, não achou?”

Selena estava tendo certa dificuldade em se concentrar em suas palavras. “Um pouco,” teve de concordar, e então adicionou: “Mas meus vestidos são feitos para isso também. E mulheres usando calças é coisa dos elfos.”

Morzan se afastou um pouco para vê-la melhor, os olhos díspares brilhando. “Às vezes eles têm as ideias certas,” comentou, divertindo-se. Ergueu uma mão para acariciar sua bochecha com o polegar, e desceu então por seu pescoço, talvez apertando apenas o suficiente para sentir o sangue correndo por baixo, as batidas rápidas de seu coração. Tinha as pontas dos dedos ainda um pouco frias. “Nós aproveitamos o que é interessante, e descartamos o resto.”

“Muito pragmático,” Selena disse, a voz fraca. Os dedos de Morzan brincando com o decote de sua camisola, ameaçando empurrar o tecido para baixo, e ela se adiantou a ele, tomando o tecido macio de sua camisa vermelha nas mãos para puxá-lo para cima. “Posso?”

Depois de mais de um ano e meio com ele, depois de aprender a navegar a corte ao seu lado e depois de dezenas de missões como sua Mão Negra, não era que ela precisasse perguntar. Mas a palavra tão curta fazia com que os olhos de Morzan escurecessem impossivelmente, e com que a própria Selena tivesse vontade de encolher um pouco os dedos, abrindo mão do controle para sentir aquele contorcer de desejo dentro de si.

A concordância de Morzan quieta, escondida na curva de seu sorriso divertido, e ele permitiu que Selena puxasse sua camisa para ajudá-lo a tirá-la, desvencilhando os braços das mangas com facilidade. Não lhe deu muito tempo para apreciar a vista, porém — a trouxe para perto para beijá-la novamente, um braço forte ao seu redor, a outra mão subindo por sua perna, dessa vez por baixo de sua camisola, o contato direto com sua pele delicioso.

Entre os dedos de Selena, os fios do cabelo de Morzan eram muito macios. Ele os havia cortado há pouco tempo, mas seu cabelo continuava comprido, e ela o preferia dessa forma: gostava de poder segurá-lo, até mesmo puxá-lo se quisesse, e gostava de saber que podia correr os dedos entre os fios escuros, brincando com eles como Morzan às vezes brincava com os dela.

Selena desceu a outra mão de seu ombro para espalmá-la em seu peito, encolhendo então um pouco os dedos e deixando escapar um sopro de riso quando Morzan deixou de beijar seus lábios para beijar seu pescoço, sua respiração fazendo cócegas em sua pele sensível. Dessa vez, permitiu que ele empurrasse para baixo sua camisola, estremecendo de leve ao sentir o ar fresco contra sua pele exposta, e suspirou baixinho quando Morzan tomou um de seus seios na mão, apertando apenas o suficiente para provocá-la.

Com os olhos fechados, Selena pendeu a cabeça para trás. Morzan traçava círculos sobre sua coxa com o polegar, abaixando o rosto para beijar seus seios, e ela não poderia evitar se entregar a ele por completo, todas as preocupações momentaneamente esquecidas. Gemeu baixo quando ele alcançou o ponto entre suas pernas, a acariciando e então a provocando lentamente com um dedo, o rosto já erguido para que pudesse beijá-la de novo.

Ela afundou os dedos nos cabelos negros de Morzan, puxando com força suficiente para que ele sentisse, e em resposta ele se afastou para vê-la melhor, os lábios entreabertos e os olhos díspares ambos muito escuros. Não deixou de mover os dedos por um único instante, o ir e vir de seu polegar deixando para trás uma sensação ardente que às vezes lançava tremores por todo o corpo de Selena; percorria seu rosto com os olhos, e algo que viu o fez ameaçar sorrir.

“Não está me imaginando vestindo calças, está?” Selena perguntou, a voz fraca.

Ele riu de verdade dessa vez, o som baixo e delicioso, e sacudiu a cabeça. “Isso é melhor.”

Não a impediu quando ela desceu uma mão por seu abdômen, sentindo o contorno de seus músculos até chegar ao volume enrijecido sob suas calças, fechando o punho ao redor dele na medida que o tecido lhe permitia. Selena satisfez-se ao notar a mudança no ritmo de sua respiração, e enganchou um dedo nos cordões que prendiam a calça no lugar, desfazendo o laço com facilidade.

Morzan deixou de tocá-la para se posicionar sob ela, a reacomodação rápida, e Selena escondeu o rosto em seu pescoço ao se abaixar sobre ele, o lábio mordido e não inteiramente capaz de conter o próprio gemido. Se deu um instante curto para se acostumar antes de se afastar para olhar para ele, olhos nos olhos ao começar a se mover.

Com os braços ao redor do pescoço de Morzan, ela ganhou ritmo com facilidade, apertando as unhas contra seus ombros sempre que ele atingia o ponto certo, perdida no que faziam, no som suave da respiração de Morzan contra seu ouvido, rasa e instável. Nos beijos que ele plantava em sua bochecha, perto de sua orelha, e na pele sensível do começo de seu pescoço.

“Sel,” Morzan murmurou, o apelido tão curto e tão fácil, e passou um braço por trás de suas costas para virá-los na cama, a deitando no colchão para que ela pudesse enroscar as pernas ao seu redor enquanto ele continuava a se mover.

Ele subiu as mãos de sua coxa e sua cintura para percorrer seus braços e finalmente as firmar em seus pulsos, os erguendo acima da cabeça de Selena para prendê-los contra o colchão, e ela não pôde esconder o modo como sua respiração falhou, presa em sua garganta por um instante mínimo, antes de Morzan se abaixar para beijá-la mais uma vez.

Seus lábios contra os dela, e então trilhando beijos pela linha de seu maxilar, e Selena fechou os olhos, se entregando inteiramente às sensações. Morzan firmou melhor o aperto em seus pulsos para conseguir segurá-los com apenas uma mão, descendo a outra para acariciar seus seios, e acelerou o ritmo de seus movimentos, fazendo com que os gemidos de Selena saíssem mais altos e mais frenéticos.

Ele se ergueu sobre ela, uma mão ainda segurando seu pulso, a outra firme em seu rosto, sem lhe dar nenhuma escolha além de olhar para ele. Morzan tinha os olhos díspares impossivelmente escuros e a testa úmida de suor, os cabelos negros caindo ao redor de seu rosto, a respiração rápida saindo por entre os lábios cheios, e foi algo em seu olhar que fez com que ela gritasse, arqueando o corpo enquanto ele continuava a estocar com força, controle parecendo também lhe escapar.

Um instante, e outro, e Morzan também se desfez, se permitindo cair sobre ela com o que se pareceu com o começo de um gemido, o rosto escondido em seus cabelos castanhos. Selena sentia o próprio corpo muito gasto, ainda trêmulo, e Morzan se permitiu um momento antes de beijar seu rosto e se erguer um pouco, apenas o suficiente para olhar para ela.

“Sel,” ele disse novamente, o começo de um sorriso na curva de seus lábios, e ela deixou a respiração escapar num sopro de riso.

“Oi,” respondeu, e Morzan riu também, o som muito baixo e muito suave.

Ele se afastou, se deitando de costas no colchão, o subir e descer de seu peito ainda acelerado enquanto ele se ocupava em subir e fechar as próprias calças, e Selena aproveitou o momento para se sentar, ajeitando também sua camisola. Entrelaçou os dedos nos da mão que ele lhe ofereceria, e permitiu que ele a puxasse para deitar sobre seu peito novamente.

Enroscando as pernas nas dele, Selena refletiu sobre o feitiço que deveria fazer, teoricamente, mas já se sentia sonolenta demais, e costumava sempre deixar para a manhã seguinte de toda forma. Afundou-se um pouco mais contra Morzan, o contato com seu corpo muito confortável, correndo um dedo por seu peito em uma carícia que era apenas uma resposta ao movimento das pontas de seus dedos em seu cabelo castanho.

O tempo escorrendo lento, o som suave de sua respiração. Selena ergueu um pouco os olhos para ver seu rosto, e era difícil se preocupar naquela cama tão morna. “No que está pensando?” perguntou, quase num murmúrio.

“Nada demais,” veio a resposta, acompanhada de um sorriso muito pequeno. Ele se aproximou para beijar o topo de sua cabeça. “Tente dormir, Sel,” foi o que acabou dizendo, sua voz muito macia. “O dia de amanhã promete ser longo.”

Ela riu baixinho, entendendo, mas também sem se sentir capaz de se incomodar muito. “Está bem,” disse, apenas, aninhando-se contra ele e fechando os olhos.

Notas finais
espero que tenham gostado! nos vemos nos reviews ♥