Crônicas de um caderno engavetado

Deus não me concedeu asas de verdade para voar, mas me privilegiou com a dádiva de percorrer qualquer lugar do mundo através das palavras, seja como leitora ou como (aspirante a) escritora. Lapidar a sincronia entre imaginação e ação requer esforço redobrado e árdua dedicação, no entanto apesar de laborioso e nem sempre recompensador, esse processo também pode ser bastante divertido e os caderninhos que cultivamos estão sempre aí para compartilharmos com ele nossas ideias mirabolantes para aquela história que tem tudo para ser nossa obra-prima, abriga aquele poema de coração partido que a pessoa amada nunca vai ler, aquele pensamento que brotou em sua mente enquanto você estava no ônibus.
Os caderninhos registram o passar do tempo, o florescer da nossa escrita, o fenecer da inocência, delimitam o tempo com ou sem o cabeçalho porque quer gostemos quer não, o tempo não para e nós não passamos incólumes às mudanças do mundo, até porque dentro de nós a mudança acontece, prova disso é que nosso gosto literário se refina, o sossego nos apetece mais que uma balada cheia de gente e música alta, nosso gosto musical muda, mas aquela sede de contar histórias e transformar sonhos em realidade, não. Ela apenas ganha um foco, um quê da realidade, uma nova roupagem.
Este é um simples caderno de pensamentos e poesia que se contrapõe ao título porque não quer ficar engavetado, almeja conquistar o coração de algum leitor de alma sensível e o título, uma homenagem a uma prosa poética que infelizmente perdi para sempre.
Classificação 16+
Poesia Amizade Angst
Mary


Sinopse

Notas adicionais

Escrito por
Mary


Classificação 16+
Livro em andamento
Publicado em 7 de abr. de 2017 19:47
Atualizado em 7 de nov. de 2018 22:15
23654 palavras

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