Curitiba, 07 de fevereiro de 2018.

De tanto engoli-la, a dor transbordou.

O abraço gelado do vazio me abordou,

Em volta de mim, apenas a escuridão.

Dizem-me que há um caminho a seguir,

Não posso confiar no meu coração

Eu até poderia contar com seu faro

Se todos aqueles pedacinhos de mim

Não estivessem espalhados por aí

Procurando pela alegria que já se foi

E não diz nem se e quando volta,

mas as lágrimas me vencem e a dor jorra,

modesta, cristalina e impávida,

enquanto cai a noite e eu faço poesia

com os retalhos do meu coração,

esperando que quando o sol voltar

todo o meu ser ainda saiba o que é amar.

By Mary