Naquele retrato mental que fiz de você, seus olhos castanhos têm um punhado de estrelas e quando seus lábios se curvam para um sorriso, todo o céu se ilumina.

Então, você me pergunta: por que você está tão triste?

Por mais que eu me esforce além da conta para viver no presente, alguns espinhos ainda estão fincados em meu coração que ainda o fazem sangrar. Não significa que eu não te ame ou não seja grata por esse presente maravilhoso que Deus me concedeu. Tenho meus momentos de fraqueza, quando me sinto menor que uma concha e quero caber lá dentro, na escuridão, porque a tristeza chegou a tal ponto que até de chorar eu já me fartei.

Às vezes eu choro por dentro refazendo minha vida e imaginando como ela seria se eu tivesse feito umas escolhas no lugar de outras.

Mas... e se nesses caminhos eu não me encontrasse com você, de que cor seria meu mundo?

Até te conhecer, ele era cinza. Hoje, eu enxergo as cores ainda em nuances pálidas, mas vejo de longe o horizonte onde meus olhos se perdem.

Naquele retrato mental que em tempos de ausência não mata a sede que eu tenho de você, te guardo com o esmero de um sonho que vivo acordada.