Justiça por assinatura

Em 2035, o Brasil decidiu privatizar a segurança pública. O que começou como uma promessa de eficiência transformou a justiça em um serviço por assinatura: quem pode pagar recebe investigação, proteção e respostas; quem não pode se torna invisível para o sistema. Mortes são classificadas como falhas administrativas , crimes desaparecem dos relatórios e a verdade passou a ter valor de mercado. Diana Azevedo é uma investigadora autônoma licenciada de nível C, especializada justamente nos casos que ninguém quer assumir: baratos, inconvenientes e oficialmente irrelevantes. Cínica, inteligente e acostumada a sobreviver entre as brechas do sistema, ela não promete justiça aos clientes apenas explicações. Tudo muda quando uma viúva a procura após a morte suspeita do marido, um funcionário público que tentava denunciar irregularidades envolvendo contratos da segurança privatizada. O caso foi encerrado em menos de quarenta e oito horas como simples falha administrativa . Ao investigar, Diana descobre um padrão perturbador: alguém aprendeu a matar dentro das regras do próprio sistema. Sem gerar crime. Sem gerar culpa. Sem deixar rastros.
AnaBarrooos

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Escrito por
AnaBarrooos


Classificação 14+
Livro concluído
Publicado em 19 de mai. de 2026 19:55
Atualizado em 17 de jun. de 2026 18:51
24279 palavras

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