Somnium: O Homem Sem Rosto
Somnium: O Homem Sem Rosto

Somnium: O Homem Sem Rosto

Sinopse

Relato pessoal. O "homem sem rosto" apareceu para mim pela primeira vez quando eu tinha 4 anos. Por muito tempo eu quis entender essa aparição mas nunca encontrei nada de relevante na internet. Porém, recentemente num canal do YouTube assisti a um vídeo em que algumas pessoas relataram praticamente a mesma coisa que eu vivi. Foi só então nesse vídeo que eu descobri que o "homem sem rosto" é conhecido como The Hat Man Shadow.
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O Homem Sem Rosto

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O verão de 1989 prometia ser o mais um entre tantos. Seis amigos, prestes a deixar a escola para trás, decidem escapar da rotina e das despedidas agridoce com uma viagem improvisada. O destino: uma cabana isolada, cedida pelo tio de Adam, escondida nas profundezas da floresta de Blackwood Hills. Um lugar perfeito para beber, rir e aproveitar a juventude, longe de tudo e de todos. O isolamento parece um paraíso. A van velha de Noah cruza a estrada de terra, o lago reflete a luz do sol poente, e a promessa de dias tranquilos os recebe. Mas a floresta de Blackwood não é apenas um cenário silencioso. Ela é antiga, ciumenta, e tem suas próprias regras.

Clara dá aulas de português para estrangeiros e faz magia desde pequena. Joana só sabe da primeira parte. Até aparecer para um café dizendo que visitou a escola onde a amiga trabalha, numa cidade que não aparece no mapa. A primeira pista está num material didático: alguém está ensinando pessoas comuns a encontrar lugares mágicos sem explicar o que vão descobrir. Os percursos levam a uma biblioteca fechada, documentos alterados e moradores que não querem ver suas casas transformadas em cenário de exercício. Com a confiança da amiga abalada, Clara precisa descobrir quem está distribuindo aquelas instruções e por quê. E explicar há quanto tempo vinha deixando Joana do lado de fora.

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Durante anos, Lídia Sampaio considerou os cães da rua dos Jacarandás um atentado à convivência civilizada. Por isso, quando uma manhã amanhece sem um único latido, sua primeira reação é agradecer. A gratidão, entretanto, dura pouco. Em Vila Olaria, animais começam a desaparecer, marcas inexplicáveis surgem nas paredes e certas casas passam a abrigar espaços que jamais deveriam existir. Enquanto os moradores procuram explicações suficientemente razoáveis para continuar suas rotinas, Lídia descobre que há inconveniências muito piores do que uma vizinhança barulhenta. Entre o horror sobrenatural, o absurdo cotidiano e a melancolia das pequenas ausências, o conto investiga aquilo que aprendemos a ignorar, sobretudo quando seus avisos se confundem com os ruídos habituais da vida.