O tempo é moldado por várias linhas. Elas se entrelaçam pelo caminho, criando aos poucos no tecido a história de nossas vidas, entrelaçadas a outras pelo que sempre nos parece uma sequencia aleatória, mas que no final conclui seu objetivo em um quadro completo que sempre nos é vedado apreciar. E nessas linhas entrelaçadas estão nossos erros e acertos, sempre perto demais para que possamos ignorar, mas longe o bastante para que não possam ser evitados. Esquecer é impossível, e corrigir está fora de nosso alcance. Por isso nos agarramos no que está a nossa volta, e quanto mais afetados por nossas falhas, mais nos iludimos pensando que um dia nos veremos livres delas, acreditando numa falsa sensação de paz que nosso coração insiste que poderemos alcançar se deixar alguém se aproximar o bastante, proferindo com ardor que as palavras que nos dizem são verdade e tudo que temos que fazer é nos deixar guiar, pois sua esperança sempre se mostra cega as suas cicatrizes e remendos. E tudo que podemos esperar do tempo é que ele tenha nos ensinado alguma coisa, pois a estrada parece sempre igual demais para termos certeza de já ter aprendido algo.
Em primeiro lugar, muitíssimo obrigada por ter se proposto a ler os meus "rabiscos". Quando recebi a notificação no e-mail de que havia um comentário novo, um pouco do desânimo que eu estava sentindo passou, pois receber um comentário aqui no Nyah é sempre algo emocionante e aqui percebo que os leitores sempre tratam os textos com uma atenção maior, como é o seu caso, então é justo te responder, embora esteja um pouco envergonhada por não ter um argumento à sua altura porque suas observações foram bem contundentes.
É como se numa comparação até um pouco boba da minha parte, a vida fosse uma colcha de retalhos e o tempo fosse a agulha cuja linha nos é invisível aos olhos, mas vai tecendo nossos dias conforme as nossas experiências. Alguns pontos são mais fortes do que os outros e é como se cada pedacinho dessa colcha quando tirado (no caso de esquecer que você disse é impossível) apagasse também a sabedoria que a experiência ruim trouxe, não é verdade?
É como se você precisasse passar por um dia de muita chuva para dar valor a uma tarde de sol (citei esse exemplo porque gosto de dias mais ensolarados, nem quentes nem frios demais rsrs) e é o mesmo com a alegria porque quando você passa por uma tristeza muito grande adquire o entendimento de que a alegria provém das coisas simples (apesar de parecer clichê falando assim) e também quando encaramos a vida sob outro prisma.
E que enquanto estivermos aqui, o tempo nos ensine tudo o que precisamos saber para sermos pessoas melhores para o mundo. Acredite que seu comentário foi como um raio de sol numa manhã de inverno, aqueceu o meu coração. Muitíssimo obrigada.
Cara Sweet Mary,
O tempo é moldado por várias linhas. Elas se entrelaçam pelo caminho, criando aos poucos no tecido a história de nossas vidas, entrelaçadas a outras pelo que sempre nos parece uma sequencia aleatória, mas que no final conclui seu objetivo em um quadro completo que sempre nos é vedado apreciar. E nessas linhas entrelaçadas estão nossos erros e acertos, sempre perto demais para que possamos ignorar, mas longe o bastante para que não possam ser evitados. Esquecer é impossível, e corrigir está fora de nosso alcance. Por isso nos agarramos no que está a nossa volta, e quanto mais afetados por nossas falhas, mais nos iludimos pensando que um dia nos veremos livres delas, acreditando numa falsa sensação de paz que nosso coração insiste que poderemos alcançar se deixar alguém se aproximar o bastante, proferindo com ardor que as palavras que nos dizem são verdade e tudo que temos que fazer é nos deixar guiar, pois sua esperança sempre se mostra cega as suas cicatrizes e remendos. E tudo que podemos esperar do tempo é que ele tenha nos ensinado alguma coisa, pois a estrada parece sempre igual demais para termos certeza de já ter aprendido algo.
Muito peculiarmente,
Juliet Bertrand.
Cara Juliet Bertrand,
Em primeiro lugar, muitíssimo obrigada por ter se proposto a ler os meus "rabiscos". Quando recebi a notificação no e-mail de que havia um comentário novo, um pouco do desânimo que eu estava sentindo passou, pois receber um comentário aqui no Nyah é sempre algo emocionante e aqui percebo que os leitores sempre tratam os textos com uma atenção maior, como é o seu caso, então é justo te responder, embora esteja um pouco envergonhada por não ter um argumento à sua altura porque suas observações foram bem contundentes.
É como se numa comparação até um pouco boba da minha parte, a vida fosse uma colcha de retalhos e o tempo fosse a agulha cuja linha nos é invisível aos olhos, mas vai tecendo nossos dias conforme as nossas experiências. Alguns pontos são mais fortes do que os outros e é como se cada pedacinho dessa colcha quando tirado (no caso de esquecer que você disse é impossível) apagasse também a sabedoria que a experiência ruim trouxe, não é verdade?
É como se você precisasse passar por um dia de muita chuva para dar valor a uma tarde de sol (citei esse exemplo porque gosto de dias mais ensolarados, nem quentes nem frios demais rsrs) e é o mesmo com a alegria porque quando você passa por uma tristeza muito grande adquire o entendimento de que a alegria provém das coisas simples (apesar de parecer clichê falando assim) e também quando encaramos a vida sob outro prisma.
E que enquanto estivermos aqui, o tempo nos ensine tudo o que precisamos saber para sermos pessoas melhores para o mundo. Acredite que seu comentário foi como um raio de sol numa manhã de inverno, aqueceu o meu coração. Muitíssimo obrigada.
Com carinho,
Mary ♥