Livros e fanfics
Recomendado por Assilem
Assilem
Oi, Mare!
Eu demorei muito para fazer essa recomendação, eu admito. Sempre me denominei como sua fã, mas nunca demonstrei isso (e talvez você não gostasse de mim por esse motivo); nunca comentei e a recomendação só veio agora. Mas veio, e isso é o que importa. E espero mesmo que goste dela.
A pergunta que sempre paira, ao realizar uma recomendação, é: “por que você recomenda essa história?”. E posso citar mil porquês para recomendar Obscure Grace, mas, afinal, o que importa não é o que EU acho que seja, e sim o que É. Por isso, vou dizer o que Obscure Grace é (para mim).
Um refúgio seria o adjetivo perfeito. Um refúgio da realidade, das religiões, das crenças marcadas. É um mundo (ficcional, mas um mundo) que nos permite fugir. Das coisas maçantes do cotidiano. Obscure Grace desafia os contextos religiosos e psíquicos das pessoas – seria, a morte, um desafio? Seria, o Céu, um jogo infernal? E teria como, por acaso, colocar traços de comédia em algo com esse tema? Mare di Stelle responde, com a publicação dessa original, um “sim” para todas essas perguntas. Perguntas que desencadeam outras: afinal (eu li essa frase em algum lugar), o bom não é dar respostas, e sim provocar perguntas. Se não se convenceu, o meu objetivo foi alcançado: você precisará ler para saciar essas interrogações. Se você se convenceu, o meu objetivo foi alcançado mais uma vez: você precisará ler, porque é algo tão raro e perfeito, que não pode ser ignorado.
Cada personagem – por pior que sejam as suas piadas ou desempenho no Céu – consegue nos conquistar. Nos cativar, literalmente. Então você não consegue se desvencilhar disto: ama-os, e, mais que tudo, ama sua criadora. Mare nasceu com um brilho inexplicável, uma vocação, um talento para ser amada. É impossível não ver as coisas boas nela; e de tão boas, ofuscam as más, que todos têm. Eu acredito, sim, que o autor influencie na qualidade da obra. O enredo também nos cativa: é um frenesi magnífico. O misto de temas, tipologias e contextos faz-nos tomar uma paixão imensa por tudo isso, por Cibele, Rafa, Will, Lis... e então, quando percebe, a história te cativou por si só. Já dizia Saint-Exupéry: “és responsável por aquilo que cativas”; logo, sê responsável por Obscure Grace. Responsabilidade pode, sim, tornar-se amor.
A construção de cada detalhe nesta história de tirar o fôlego me impressiona. A história dos personagens, toda uma construção/desconstrução de um novo Céu; tornando maus os bons, bons os maus. Isso trás uma moral subliminar, implícita nas entrelinhas: é errado julgar apenas pela denominação. Só porque é ceifeiro, não quer dizer que seja um ladrão de almas. Porque é anjo, não quer dizer que seja um bondoso santificado. E isso pode ser bem adotado na vida real; e deve ser. Proposital ou não, Mare, isso foi genial, e deu uma dose de realidade para Obscure Grace. Como se fosse um livro de auto-ajuda implícito ali.
Costumo estruturar as recomendações por: críticas técnicas, opiniões próprias e detalhes adicionais. Mas Obscure Grace não me permitiu fazer isso – não apenas pela ortografia genial ou pela carisma esplêndida da autora, mas pela qualidade geral deste conjunto de palavras, empenho e talento. Não é a mais emocionante de todas, mas talvez seja a mais emocional, das que faço. Porque Obscure Grace é isso: a diferença, o ponto amarelo-canário dentre os cinzas, o divergente entre realidade x ficção.
Que Lis Pé-de-Azeitona (que mais ninguém kibe o apelido, amém!) tenha uma longa jornada pela frente. Que, viva ou morta, seja feliz! (Até porque, essa é a única história que conheço onde tudo se baseia na desgraça na vida da protagonista ~o que não é um spoiler, pois acontece de cara~, que conhece o Céu, que é um lugar ruim e há humor nisso; feliz a Lis será, com certeza! [ela tem que ser fe-lis]). Que Cibele continue sendo uma ruiva oblíqua e dissimulada, toda maluca; que Rafa continue sendo um banana, todo desconcertado perto da Cibele; que Will ajude muita gente na morte, e claro, continue sendo o Senhor Ceifeiro lindo da Lis; que o Traste fique legal e que Mare, transformando ou não essa história num livro (um livro que se tornará famoso, incrível e amado), seja muito feliz em toda a sua vida e que tudo dê certo para ela.
Mare di Stelle, devo tudo a você. Obrigada por presentear aos leitores com a sua história tão perfeita, do jeitinho que ela é. Nunca se abale.
Se somos um mar de estrelas, você é a mais brilhante da minha maré.
(1) MAS / (2) MAIS
(1) “Mas” indica uma ideia contrária, sendo substituído por “porém”. -> Ex: Frequentava a faculdade, mas era vagabundo.
(2) “Mais” é o contrário de “menos”; então, basta substituir por “menos” para ver se está correto. -> Ex: eu preciso de mais farinha. (= de menos farinha)
(1) TÃO POUCO / (2) TAMPOUCO
(1) Referindo-se à quantidade, equivale à “muito pouco”. -> Ex: Havia tão pouco pão.
(2) Quer dizer “também não”. -> Ex: Ela não gostava de comprar, tampouco se divertia ao sair.
Recomendado por Senhorita SM
Senhorita SM
Como levarei mais tempo do que disponho, pois queria escrever uma recomendação no mesmo nível da história, e ainda me falta muito conhecimento para um desempenho. Sem mais delongas, você leitor, precisa ouvir.
Quer conhecer um gato super fofo, ranzinza, durão, que aparenta autossuficiência? Está no lugar certo. E um rival por acaso canino, mais doce e quieto. Sendo que essa personalidade forte do primeiro reflete bem a de sua dona. Tanto quanto a personalidade do segundo se assemelhar a de seu dono. Com esses dois humanos trabalham uma galera animada. Murilo, um personagem misterioso que vai se mostrando. Juliana sempre humorada e de personalidade forte. Felipe, sempre animando e sendo oposto da discrição. Décio, sempre metido nas aventuras dos amigos. Falando assim é difícil saber, pois só lendo, o quanto é divertido acompanhar essa turma. Com informações sobre tecnologia, atualidades, serve como uma aula de expressões e ainda tem um glossário. É preciso dizer mais?