Livros e fanfics

Recomendado por azoo

azoo
O primeiro que devem saber: embora seja uma história recheada de uma crítica representada através de sátiras e zoações, o autor realmente esclarece esse assunto consumado que há por essas bandas. Abordando o tema que parece ser oriundo de paradigmas que estão intrinsecamente ligados ao ganho descomunal de reviews, aquele clichê de garota nerd x badboy, com patricinhas, starbucks, tendências suicidas e tudo mais, a estória pode, sim, ser algo para se refletir, mesmo com a acidez nas entrelinhas - e de uma forma tão cômica que me faz querer morrer de rir. Não julgo ninguém que escreve ou lê esse gênero batido, mas acredito que há muito mais histórias por aí que, além de possuírem isso, sendo trabalhado de forma mais sucinta e coesa, também contam com plot-twists perfeitos. E, ademais, há histórias que com um enredo tão instigante, com suspense, mistério e reviravoltas, que às vezes são sobrepujadas pela torrente da mesmice que é a maioria dos contos que vemos por aqui. Isso pode ter, no final das contas, ficado parecido com um apelo ou uma reflexão, mas, em minha concepção, é exatamente este o objetivo da Fic: tentar esclarecer o que muitos não conseguem - ou querem - enxergar.
(1) À-TOA / (2) À TOA

“Tia, essa é fácil! À-toa, com hífen, não existe! rsrsrs”
Caro ninja noob, infelizmente, existe sim, e veremos como:
(1) Significa desprezível, inútil. -> Ex: Ela era alguém à-toa. (Inútil)
(2) Significa “a esmo”, inutilmente (note que é a forma da ação enquanto, o de cima, caracteriza algo). -> Ex: Vivia à toa na vida.

(1) À VONTADE / (2) AVONTADE / (3) A VONTADE

(1) "À vontade" demonstra a maneira da ação, mostra que ela foi feita comodamente. -> Ex: Podem ficar à vontade.
(2) WAT? "Avontade" non ecziste!
(3) "A vontade" pode ocorrer nos demais casos. Ocorre quando NÃO se demonstra o modo da ação. -> Ex: A sua vontade sempre era mais forte que a sua razão.
Obs.: "à-vontade" também existe, e é um substantivo masculino. Ou seja, quase sempre, estará precedido por um artigo masculino (o, um) e é o nome que se dá ao sentimento de se sentir à vontade. -> Ex: O à-vontade dele me deixava perplexo.

Recomendado por Napolitana

Napolitana
É o seguinte, eu não tenho o hábito de recomendar histórias. Não porque eu seja esse poço de exigência, nem porque as histórias que eu leio não mereçam. Mas existe um elemento importante para que eu consiga me inspirar de verdade: a identificação. Quando um leitor se identifica com uma história, do modo que preferir, do modo que conseguir, acontece uma espécie de magia, uma bonita e estranha, que o obriga a continuar sentindo exatamente o que o autor quer causar. E isso pode parecer ruim, ficar a mercê das palavras de outra pessoa, mas na verdade eu acho que é o que todos nós buscamos numa boa ficção. Quis dizer isso antes de tudo porque, talvez, você seja como eu e não leia uma história só porque alguém lhe disse que é muito boa. Talvez você precise de provas maiores. Talvez não seja o bastante para lhe convencer nem quando eu lhe disser sobre como a história é abordada de forma curiosa, lhe surpreendendo de repente. Ou sobre como a autora se preocupa em preencher as lacunas de mistérios sutilmente, criando novas dúvidas em seu lugar, tecendo uma teia de dramas que te deixam ansioso. Talvez nem mesmo quando eu diga que é incrível (e até invejável, não nego) o tanto de criatividade que está impregnado em cada detalhe da história. Cada elemento curioso e diferente que vão contra todas as ideias que geralmente temos de Céu e Inferno, Deus e Anjos, Mortos e Vivos... Se, e somente se, eu estiver certa e você não se deixar convencer por somente por isso, há ainda a maravilhosa questão da identificação. Convido-o a experimentar personagens muito interessantes, que despertam nossa empatia e/ou raiva. Pensar como é estar no lugar de Melissa é agonizante, mas é a situação de Will que me deixa mais nervosa. Para quebrar as expectativas de um paraíso perfeito, Obscure Grace, por Mare di Stelle. PS. A autora é muito gente boa!