The Change In The Game
12 Só em guerra.
Notas iniciais
JH: Você acha que é o Jon?- Falou baixo olhando-me fixamente, deixando rolar lagrimas pelos os seus olhos.
CW: Eu não sei.- Respondi no mesmo tom que ele.- Vamos manter a calma.- Coloquei a minha mão no seu ombro, o olhando diretamente.
JH: Nosso pai nos abandonou quando ainda éramos crianças e, nossa mãe morreu anos depois. Ele foi que cuidou de mim, foi ele que conseguiu esse emprego aqui.- Olhou ao redor.- Eu não tenho mais ninguém no mundo. Eu só tenho 15 anos, não quero passar a minha vida toda no circo, eu quero ser alguém. E, além disso, Jon é tão novo, só tem 21 anos, tem muito que fazer. Eu não posso perde-ló assim como perdi a minha mãe.- Desabafou.
CW: Espera um segundo.- O interrompi.- Jon tem apenas 21 anos?
JH: Sim, por quê?
CW: Por nada.- Falei pensativa.
SB: Catherine!- Chamou-me, andando em minha direção, segurando uma sacola, possivelmente com os pertences de Jon.
CW: Se tivermos alguma novidade sobre o caso, você será o primeiro, a saber. — Olhei para Josh, com um sorriso simpático e fui em direção à Booth.
Saimos lado à lado. Coloquei a evidencia no porta-malas e, entrei no banco do passageiro, enquanto Booth entrava no do motorista.
SB: E então?- Colocou o cinto.- Ainda confia naquele Bill?
CW: Confiança... Eu não tenho nem em mim mesma.- Sussurrei. Colocando o cinto também.
SB: Esse Jon pode ter tentado te roubar, afinal, ele é um mágico viciado em jogos. Bill tomou uma providencia como ele mesmo deixou bem claro ontem, que só protege o seu dinheiro.
CW: Isso tudo faz sentido. Mas, por que dividir o corpo? Porque não, sei lá, desaparecer com ele.
SB: Como você se sente com essa situação toda?
CW: Eu não sei o por quê dessa pergunta. Mas, enfim, eu me sinto destruída. Esse homem pode ter morrido no meu cassino e eu posso ser culpada por uma vida bem dura do Josh sem o irmão.
SB: Viu?- Sorriu.- Ai está a resposta da sua pergunta.
CW: Como assim?- Perguntei confusa.
SB: Bill pode ter mandado o matar, esquartejado e separado o corpo para que nós pensássemos que foi um serial killer ou imitador e, nós, principalmente você, ficássemos bem longe do Eclipse. Assim além dele livrar a barra dele, proteger o dinheiro e o cassino, ainda te pouparia desse sentimento de destruição.
CW: Você não é tão estúpido quanto eu pensava.- Ri, batendo no seu ombro.
Ele riu, ligando o carro e saindo dali.
CW: Uma parte de mim quer que esse seja o Jon para que acabe logo esse caso. Mas, a outra, quer que esse corpo continue não-identificado.
SB: Por quê?- Olhou-me rapidamente. — Já sei, não quer que eu vá embora!- Brincou.
CW: Não é isso. — Respondi.- Aquele menino é tão novo para ficar sozinho no mundo, sem ter com quem contar. Eu vi nos olhos dele que o que ele mais deseja é sair do circo e ser alguém com uma profissão melhor. E para isso, ele precisa do irmão ao lado dele, já que é a única pessoa que sobrou na sua vida. — Falei olhando para a janela. Booth ficou em silêncio, apenas me escutando. — Eu lembro também, dele ter comentado que o Jon tem 21 anos.
SB: 21? Mas, a Bones estimou a faixa-etária entre 50 e 64 anos.
CW: Brennan pode ter errado.
SB: Bones nunca erra, pode ter certeza.
CW: Ela é humana, não é perfeita e nem nada. E faz parte da nossa profissão errar e resolver o erro logo depois.
SB: Você não a conhece como eu.- Insistiu.- Nesses 4 anos de parceria, eu nunca a vi errar nem o nome da vitima.
CW: Sempre tem uma primeira vez para tudo.- O olhei rapidamente, o mesmo havia se calado.
Seguíamos em frente, à caminho do departamento. Chegamos alguns minutos depois. Saiamos do carro, do estacionamento juntos.
Seguíamos pelos extensos corredores em direção à sala, onde Brennan estava junto com os seus ossos.
SB: Temos mais encomendas!- Apontou para a sacola que estava na minha mão.- Duas pernas, fresquinhas.- Brincou.
Coloquei a sacola acima da mesa, abrindo-a devagar. Booth, Brennan, eu e Gil estávamos em circulo, olhando aqueles ossos curiosos.
GG: Onde vocês encontraram?
CW: Circo Du Soleil, fomos chamados lá mais cedo e chegamos agora.
TB: Circo, Booth?- Encarou-o.- Espero que você não tenha visto palhaços.
CW: Na verdade, ele quase matou um,
TB: Isso não me surpreende, ele foi mandado para o psicólogo por atirar em um carrinho de sorvete em que havia um palhaço.
CW: Agora me diz como um homem do FBI, que já foi aliado do exercito americano, possui Coulrofobia?- Ri, um pouco surpresa.
SB: Eu não tenho medo de palhaços, eu só me sinto desconfortável perto deles. Eles não são bonzinhos, com aqueles sorriso de orelha à orelha.
TB: Não precisa se justificar Booth, você não é o único. Medo de palhaços vem desde tribos antigas, quando alguns canibais se vestiam com roupas estranhas, maquiados com corantes tirados da natureza. Agora, você sendo tão ligado a ficção que a televisão lhe oferece, é mais comum ainda ter esse tipo de medo.- Falou tranquila, o olhando diretamente.
SB: Obrigado Bones, me sinto muito melhor.- Sorriu. Ela sorriu também, ficando um tempo nessa troca de olhares.
GG: O que há na sua sacola, Booth?- Perguntou, os interrompendo.
SB: Uma escova de dente e um pente.
GG: Por quê?
SB: Isso faz parte do caso.- Entregou a mim.- Quando nós estávamos lá, descobrimos que um garoto, Jon, tinha sumido há cerca de 3 dias, mais ou menos o tempo que esses ossos podem estar por ai.
GG: Essa é a única conectividade no caso?- Perguntou duvidoso
CW: Não.- Intrometi-me.- Jon também é um viciado em jogos, e o seu irmão, disse que o seu cassino preferido é o Eclipse. E como nós sabemos, o segundo osso foi encontrado lá.
GG: Acha que o Bill tem algo a ver com isso?- Virou-se para mim.
CW: Eu espero que não.- Suspirei.
TB: Espere, você disse “garoto”? — Olhou para Booth? — Eu fui bem clara quando disse que era um homem de faixa etária entre 50 à 64 anos.
CW: Falou, mas eu discordo da sua teoria.- Intrometi-me, a olhando fixamente.
TB: Não é uma teoria, são fatos!- Retrucou.
CW: Você fez exames para comprovar os seus “fatos”?- Continuava a encara-lá.
TB: Eu não preciso disso, eu nunca erro.- Respondeu, inconformada com a duvida de como ela fazia o seu trabalho.
CW: Querida, sempre há uma primeira vez.- Sorri sarcástica, puxando a sacola da mão de Booth, saindo da sala, deixando Brennan a me olhar.
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