The Change In The Game
13 Uma quase amizade.
Notas iniciais
Caminhei até o laboratório, onde estava Hodges e Wendy.
CW: Preciso do laboratório.- Exigi, assim que entrei.
DH: Para que?- Tirou os seus olhos do microscópio, olhando para mim, curioso com o que havia na sacola.
CW: Não sei, o que você acha que se faz em um laboratório?- Ironizei, colocando a sacola acima da mesa.
DH: Gil sabe que você está aqui?- Aproximou-se de mim
CW: A pergunta é, ele deixa você chama-ló de Gil?- Virei-me para ele, o encarando.
WS: Ele permitiu que você mexesse no laboratório, sozinha?
CW: O que eu sou, uma criança?- Olhei para Wendy, colocando as minhas luvas.- Olhem para mim, acham realmente que eu peço a autorização de alguém?
DH: Deveria.- Suspirou.- Da primeira que ficou no laboratório, o explodiu. Da segunda, descobriu o seu pai biológico. E da terceira...
CW: Eu tenho certeza que você não vai querer terminar essa frase.- Falei séria, o interrompendo. Ele me olhava, em silencio.
WS: Eu não quero dizer que você precise da nossa supervisão, como se fosse uma novata. Eu só não quero que ocorra algo e, nós levamos a culpa. Ou até pior, sermos suspensos.
CW: Fique tranqüila, se ocorrer algum problema pode jogar a culpa toda em cima de mim. Sei que não será problema algum para o Hodges.- Encarei-o, que permanecia calado.- Vocês podem ir agora, eu tenho que começar.
WS: Tem certeza que não precisa de ajuda?- Caminhou em direção a saída, tirando o seu xaleco.
CW: Absoluta. Eu preciso fazer isso sozinha.- Sorri, pegando o meu xaleco, que estava pendurado na parede.
Os olhei saírem juntos e logo depois voltei a minha atenção ao laboratório. Coloquei o xaleco por cima da minha blusa e arrumei o meu cabelo, colocando os meus óculos depois. Aproximei-me da mesa, abrindo a sacola com cuidado. Peguei o pente primeiro, virei-me, em direção ao microscópio. Coloquei o pente ali e aproximei os meus olhos do mesmo. Procurava com total atenção fios de cabelo.
Minutos depois os achei, tirando os com a pinça, cuidadosa e pondo em um recipiente ao lado. Procurava as raízes com uma lupa, para então identificar o DNA.
Cerca de meia hora depois, acabei todo o processo e já tinha me organizado.
SB: Com licença, estou procurando uma mulher loira e um pouco nervosa, chamada Catherine Willows, conhece?- Falou da porta do laboratório. Olhei para ele e logo me virei. Ele riu, entrando na sala.- Pensei que você não estava afim de brigar hoje.- Sentou-se na mesa, ao lado do microscópio.
CW: O que faz aqui?- O olhei rapidamente, enquanto mexia no computador.
SB: Vim te ver, está muito quieto naquela sala. Já estava com saudades das suas encrencas, do seu sarcasmo, da sua ironia e claro, do seu jeito todo cheio de si.- Falava, enquanto balançava a perna. O olhei, sorrindo.
CW: O que você quer?- Falei tirando os óculos.
SB: Coloque-os novamente.- Apontou para mim.
CW: O que?
SB: Os óculos, eu gostei.- Desceu da mesa, aproximando-se de mim. Colocando os óculos nos meus olhos.- Agora diga alguma coisa quente.- Sussurrou, rindo.
CW: Você é mais pervertido que um garoto na puberdade.- Afastei-me dele, voltando a mexer no computador. Ele voltou a se sentar acima da mesa, olhando-me.
CW: O que você veio fazer aqui, além de espalhar a sua testosterona?
SB: Entregar um presentinho da Bones.- Pegou algo no seu paletó, chamando a minha atenção. Entregou um recipiente pequeno na minha mão. — Ela disse que não fazia parte do osso, pediu que trouxesse para o laboratório. Mas como você deve ter expulsando todos daqui, acho que terá que analisar.
CW: Isso parece tecido. — Peguei com a pinça.- É da parte do Hodges, mas eu consigo analisar. Agora eu tenho com o que comparar o DNA do Jon.- Falei esperançosa.
SB: Você se decidiu que essa vítima é o Jon, não é? Mesmo antes de ter todas as evidências.
CW: Sim.- Peguei o tecido, colocando em uma das maquinas.
SB: Isso tudo é para desafiar a Bones e mostrar que você é tão inteligente quanto ela ou para esfregar que estava certa esse tempo todo?
CW: Um pouco dos dois.- Sorri.
Ele continuou sentado ali, observando o que eu estava fazendo.
O dia passou mais devagar do que o de costume. Tinha ficado o dia inteiro dentro do laboratório, tentando analisar o DNA e comprovar que estava certa e Bones, pela primeira vez, errada. Booth não tinha ficado ali comigo, estava na sala junto com a Bones e Gil. Gil, que por sinal, estava estranho comigo, falando estreitamente sobre o caso e não deixando de jeito nenhum que eu me aproximasse dele e perguntasse o que estava ocorrendo.
SB: Ainda ai?- Falou, entrando no laboratório pela segunda vez no dia.- Provar que é melhor que a Bones, já está virando obsessão.
CW: Eu já estou terminando, só estou esperando o CODIS achar a combinação.- Virei-me para ele e logo depois recuperei a minha atenção no computador.
SB: E isso demora?
CW: Estou esperando há mais de 3 horas.- Respondi, pegando o café que estava acima da mesa em seguida.
SB: Pode se alimentar aqui?
CW: Não. Mas, eu não sigo as regras.
SB: Já era de se esperar.- Riu.- Quantos copos você já tomou?
CW: Parei de contar no quinto.
SB: Isso vai te fazer mal.- Aproximou-se de mim, tirando o copo da minha mão.- O que está acontecendo ai?- Agachou-se, a altura da minha cadeira, olhando para o computador.
CW: Ainda procurando o resultado.- Falei baixo.
Ficamos em silêncio por alguns minutos, até que a procura do CODIS foi concluída.
CW: Não batem!- Levantei da cadeira, passando a mão no rosto.- Esse não é Jon Hudson.
SB: Então...
CW: Brennan estava certa.- Completei a sua frase.
SB: É que ela é mais inteligente que você.- Falou sarcástico, bebendo o café que tinha tirado da minha mão.
CW: Não, ela não é.- Puxei o copo da sua mão, quase deixando cair café no seu paletó.- Eu estudei como ela, fiz faculdade como ela e trabalho com ela. Só temos teorias e métodos diferentes.
SB: Se você diz.- Ironizou. Olhei para ele com uma afeição séria, o fazendo sorri.
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