The Change In The Game
23 I'm a whole lotta trouble.
Notas iniciais
No dia seguinte, acordei entre lençóis claros por cumprido algumas partes do meu corpo, aliás, dos nossos corpos. Estava deitada sobre o peitoral de Gil, com os seus braços entrelaçados em mim.
Tirei os seus braços cuidadosamente em torno do meu corpo, levantando com a mão apoiada em seu peitoral. Olhava-o para ele com um olhar doce, pensando em acordá-lo, porém pensei que era melhor deixa-ló dormir mais um pouco. Levantei da cama, enrolada nesses mesmos lençóis, indo em direção ao banheiro.
Entrei no box, deixando a água cair sobre mim. Encostei a cabeça na parede, em total silêncio, nem mesmo percebia o banheiro enchia-se de fumaça por causa da água quente.
Sai minutos depois, enrolada na toalha, procurando um roupa em meu closet. Optei por uma calça preta, um pouco larga e uma blusa de manga curta, com um pequeno decote. Coloquei um salto, não tão alto, da mesma cor da calça. De volta ao banheiro, penteava o meu cabelo, ajeitando-o. Em seguida, passei uma leve maquiagem.
Voltei ao meu quarto, olhando Gil e percebendo que ainda estava em um sono profundo. Calmamente, aproximei-me dele, ajoelhando-me e acariciando o seu rosto.
CW: Eu sinto muito.- Sussurrei, dando um breve beijo em seus lábios, limpando o batom em seguida.
Ele mal se moveu, virei-me, saindo do quarto. Com passos firmes e um olhar decidido.
Desci as escadas e me deparei com Lindsey, sentada no sofá tomando o seu leite.
LW: Bom dia, mãe!- Falou, olhando para mim.
CW: Bom dia.- Respondi, descendo o ultimo degrau da escada.- Cadê a Brennan?
LW: Ela acabou de sair, foi para o departamento.
CW: Ótimo.- Peguei a minha bolsa no sofá.- Já está pronta para ir à escola?- Perguntei com as chaves do carro em mãos.
LW: Sim.- Levantou-se do sofá, colocando a mochila nas costas. Foi em direção a cozinha, colocando o copo que acabará de tomar leite lá e depois, voltou a sala.- Não vai comer nada?
CW: Não, eu deixo isso para fazer no departamento.- Segui em direção a porta da frente, a menina vinha logo atrás de mim.
Saímos de casa, entrando na garagem. Lindsey entrou no banco do passageiro, jogando a sua mochila no banco de trás. Já eu, entrei no bando do motorista.
Colocamos o cinto e eu liguei o carro em seguida. Saia da garagem, fazendo o percurso em direção a sua escola e logo depois indo em direção ao trabalho.
Cheguei ao departamento, andando apressadamente em direção a minha sala. Agia normalmente, andava normalmente, porém olhava para os rostos de todos que vi, naqueles corredores, perguntando para mim mesma, se algum deles sabiam ou desconfiava entre mim e Gil. Poderia ser paranóia ou excesso de cuidado.
Entrei na minha sala, fechando a porta sem passar a chave. Joguei a minha bolsa acima da minha mesa. Olhei para a mesa temporária de Brennan e percebi que ela ainda não havia entrado ali.
Sentei-me na ponta da minha mesa, arrumando-a e percebendo que tinha algumas papeladas equivalentes ao caso ali. Arrumei-as, pois como eu disse a Gil na noite anterior, antes de tudo aquilo ocorrer, eu voltaria ao caso. Dando o melhor de mim para conseguir conviver temporariamente ao de Brennan, até o fim do mesmo.
Estava distraída, que mal percebi o barulho da porta se abrindo. Não fiz questão de me virar, pensei que poderia ser Brennan ou Booth. Porém, essa especulação foi embora, quando senti a mão dessa pessoa, tocar a minha perna e sentir a sua respiração profunda próxima ao meu rosto.
CW: Gil.- Sussurrei, virando-me para ele por completo. Percebi o seu lindo sorriso fechar, quando estava próximo a me beijar.
Quando ele tentou continuar de certa forma o que tinha ocorrido ontem a noite, não me deixe levar novamente. Esquivei-me do seu beijo, saindo da mesa.
GG: O que houve?- Perguntou, virando-se para mim, um pouco assustado.
CW: Eu acho que não devemos dá continuação a isso.- Olhava para o chão, sem coragem de encara-ló.
GG: Por que?- Perguntou assustado.
CW: Bom, você é o meu chefe, por mais que a nossa relação seja amistosa. E você, conhece as regras desse laboratório, elas são bem claras quanto a isso.
GG: Você não as segue!
CW: Talvez por que as que eu não obedeço, não colocam o meu emprego em risco.
GG: Podemos conter esse risco. Podemos manter isso em segredo até o fim desse caso e depois eu posso me mudar de turno.
CW: Não é tão fácil assim.
GG: É, é sim.- Interrompeu-me, aproximando-se de mim. Levantou o meu rosto, fazendo-me olhar nos seus olhos.- Quando o amor é verdadeiro, não existe barreiras que não possamos ultrapassar juntos.- Sorriu, aproximando o seu rosto do meu, tentando me beijar novamente. Porém, mais uma vez, consegui me esquivar.
CW: Você está certo, porém isso é quando os dois são apaixonados, não somente um.- Sussurrei, o olhando diretamente. Dava para perceber que essas palavras que acabará de serem ditas foram as que tiveram mais peso para ele. Gil, ficou intacto, afastando-se de mim.- Eu não amo você, não do jeito que você espera.- Repeti, só para que ele tivesse certeza.
GG: Então...- Fez uma pequena pausa, esperando a ficha cair.- Por que? Por que dormiu comigo?
CW: Você disse coisas que nenhum homem me disse todos esses anos. Você foi tão gentil e carinhoso, somente nas palavras.- Aproximava-me dele, colocando a mão no seu peitoral.- Eu não consegui resistir aos seus encantos, aos seu charme.- Sussurrei.
Ele não ficou nem um pouco satisfeito com a explicação. Tirou a minha mão sobre ele, indo para o lado da mesa da Brennan.
GG: Eu não entendo! Você poderia ter dito tudo isso ontem, poderia ter me dispensado, expulsado da sua casa. Eu ficaria bem, eu chegaria hoje, agora, bem. Mas, não... Você teve que brincar comigo, Catherine!- Falou um pouco mais alto, inconformado. — Você teve que me dá esperanças, teve que corresponder aos meus beijos, aos meus toques. Pior, você teve que continuar aquela noite.- Olhava com ódio para mim.
CW: Eu não entendo o motivo de você está tão bravo! Eu nunca disse que te amava, nunca! Você deveria saber disso, para quem me interpretou tão bem ontem, deveria saber que eu sou incapaz de amar outro homem novamente.- Falei no mesmo tom que ele.- Eu gostei de ontem, realmente gostei. Eu me senti como não me sentia há 16 anos. Eu não queria que tivesse um fim, mas teve. E hoje, hoje foi preciso encarar a realidade. E a realidade é que você não deveria ter acostumado comigo, eu sou problemática demais. Você não consegue me agüentar.- Ele ficou em silêncio por alguns segundos, encarando-me
GG: Você continua a mesma, a mesma de 16 anos atrás. Que estúpido eu fui ao acreditar que você realmente mudou.- Falou baixo.- Não terá terceira vez. Não mesmo.- Foi em direção à porta, a batendo com força ao sair.
O observei sair, andando desolado pelos corredores. Sentei na ponta da mesa novamente, levando as minhas mãos à cabeça. Em um gesto um pouco desesperado.
Sabia que era errado ter feito o que fiz à ele, porém não pude me controlar. Naquele momento não sabia o que fazer, não sabia como encara-ló novamente todos os dias entre os corredores daquele departamento. Como esconder isso da equipe em todos os casos. Saia lágrimas dos meus olhos, não de tristeza, porém de raiva e nervosismo. Sabia que havia coisas inacabadas.
Fale com o autor