The Change In The Game
15 E agora você me defende.
Notas iniciais
Cheguei lá, demorei em estacionar, pois todas as vagas já estavam cheias. Tive que sair do local dá a volta no quarteirão, até encontrar uma vaga.
Voltando a escola, fui, praticamente correndo, em direção ao auditório. Entrei junto a Booth, sentando na fileira do meio. Linds já tinha me notado e, ficado com a afeição decepcionada.
Lindsey, que por sinal estava linda. Com um colãn rosa, maquiada e com o cabelo em um coque alto. Lembrando-me quando eu era da sua idade.
SB: Qual delas é a sua filha?- Perguntou, em meio ao barulho.
CW: Aquela!- Apontei, sorrindo.
SB: Ela é bem parecida com você e dança bem.
CW: É verdade.- Falei alegre.
Já estava no final da apresentação, todos se levantaram aos aplausos.
SB: Eu também tenho um filho.- Comentou, batendo palmas.
CW: É claro que tem.- Ironizei.
SB: O nome dele é Parker.- Sorriu ao falar.
CW: Filho seu com a Brennan?- Perguntei, olhando para ele.
SB: Não!- Respondeu assustado.- Por que todos acham que eu e a Brennan temos algo?
CW: Porque vocês são parceiros.
SB: Você e o Gil são amigos e trabalham juntos há anos, tem um caso?
Virei-me para frente, sem responde-ló. Acompanhei Linds com os olhares, vendo-a ir para trás do palco. Puxei Booth pela mão, saindo junto com ele em meio à platéia.
Do lado de fora da escola, ia em direção a parte de trás do auditório, procurando por Lindsey.
Enfim a encontrei, sentada, desfazendo o penteado.
CW: Você foi brilhante, meu anjo.- Falei sorridente, indo em sua direção. Ajoelhei, ficando a sua altura.- Você é a mais linda e mais talentosa de todas elas.- Falei em um tom carinhoso, quase um sussurro, passando a mão em seu cabelo.
LW: É, pena que você só viu o final.- Falou decepcionada, tirando a sapatilha.
CW: Eu sinto muito por isso, eu estava no laboratório o dia inteiro e acabei...
LW: Perdendo a hora.- Completou-me, evitando me olhar.
CW: Eu realmente sinto muito.- Coloquei a mão no seu rosto, o levantando, fazendo-a me olhar.- Prometo que na próxima, serei a primeira a chegar.- Falei cativante, tentando alegra-lá.
LW: É sempre assim. Você chega ao fim, me elogia, se desculpa e promete que não terá próxima vez.- Falou desconsolada.- Às vezes acho que se esquece que eu não sou mais aquela menina de 6 anos que você podia enganar, passar meia hora no parque e tudo ficaria bem.- Falou com razão, me deixando sem palavras. Levantou-se do banco em que estava sentada, ajeitando o seu cabelo que agora estava solto e pondo um casaco por cima do colãn.
Levantei-me logo em seguida, com o olhar fixo nela.
LW: Melhor irmos para casa.- Falou sem me encarar, acertando o casaco no corpo. Andava em direção a saída, praticamente empurrando Booth.
SB: Tal mãe, tal filha.- Brincou. Olhei séria para ele, indo logo atrás de Linds.
LW: Cadê o seu carro?- Olhou em volta do estacionamento.
CW: Tive que estacioná-lo um pouco longe daqui. Vamos ter que andar um pouco.- Aproximei-me dela, tentando parecer o mais carinhosa o possível, colocando a mão no seu ombro. Mas, ela não colaborava, logo se esquivou.
Booth vinha atrás, nos olhava um pouco de longe e, incrivelmente, em silêncio. Linds seguiu em frente, deixando que eu fosse logo atrás dela, para mostrar onde o carro estava.
Booth passou a minha frente, alcançando Linds e a puxando pelo braço devagar.
SB: Você não deveria falar assim com a sua mãe.- Repreendeu-a
LW: Quem é você?- Encarou-o assustada.
SB: Não importa quem eu sou. Eu estou falando que você deveria respeitar a sua mãe. Ela não chegou atrasada porque quis, ela estava trabalhando.
LW: Como sempre. Crimes são mais importantes do que a sua única filha.- Olhou-me.
SB: Não seja tola, ela te ama!- Exclamou- Ela saiu daquele departamento feito uma desesperada, quase trouxe o xaleco do laboratório junto. Dirigiu feito uma doida, tudo para estar aqui a tempo. Você merecia dar mais créditos à ela.
CW: Deixa Seeley.- O empurrei devagar, fazendo-o soltar o braço de Lindsey.- Quando chegarmos em casa, conversaremos.- Olhei para Linds, que não deu muita importância.
Continuamos a andar, em silêncio até chegar a vaga onde estava o meu carro. Linds abriu a porta de trás, enquanto Booth entrava no do passageiro e eu, no do motorista.
LW: Esse cara vai com a gente?
CW: Olha, eu entendo que você esteja brava comigo, mas não desconte nos outros.- Virei-me para ela, enquanto colocava o cinto.- Não é esse cara, o nome dele é Seeley Booth e está trabalhando comigo por um tempo.- Ela ficou quieta, ajeitando-se no banco de trás.
Booth olhou rapidamente para mim, sorrindo. Continuei a dirigir, em direção a minha casa. Não demoramos muito para chegar.
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