The Change In The Game
16 Ciúmes? Não. Isso não faz o seu tipo.
Notas iniciais
Coloquei o meu carro na garagem, vendo Lindsey sair primeiro e entrar logo pela porta dos fundos. Enquanto eu e Booth, saímos e ficamos na garagem.
SB: Ela é muito rebelde.- Olhou para a porta, que a menina havia acabado de bater.
CW: Não, ela não é. Só está muito furiosa comigo.
SB: É verdade o que ela disse? Que você sempre chega atrasada nas suas apresentações?- Perguntou curioso.
CW: Sim. É por isso que eu fiquei quieta, ela estava com total razão. Eu sou uma mãe solteira, desde sempre. Eu quero que a minha filha tenha tudo que eu não tive na sua idade, tudo que eu lutei demais para ter. E isso não é possível se eu não ter que sacrificar uma coisa.- Falei calma, o olhando.
SB: Eu te entendo, eu realmente te entendo.- Suspirou.
TB: Booth?- Perguntou, ao abrir a porta dos fundos.- O que você aqui?
SB: Nada demais, eu já estava indo embora.- Virou-se para Brennan.- Boa noite, meninas.- Sorriu, olhando rapidamente para mim.
Saiu pela porta da garagem e, em seguida, logo a fechei. Desencostei do meu carro, passando por Brennan e entrando pela porta dos fundos. Ela veio logo atrás de mim, seguindo-me até a sala.
TB: Você e o Booth saíram?- Perguntou, encostada na porta.
CW: Tecnicamente.- Respondi, jogando a minha bolsa no sofá.- Isso é algum problema para você?
TB: Para mim? Não!- Exaltou-se – Não te culparia por ter uma queda por Booth. Ele é um homem muito bonito, sexy e dá uma sensação de perigo de que algumas mulheres gostam. Inteligente, engraçado, divertido, carinhoso.- Falava em um tom mais calmo do que o normal, me fazendo estranha-lá.
CW: Eu não tenho uma queda por ele.- Olhei para ela, sorrindo.- Não saímos como um encontro. Ele só me acompanhou até a apresentação de balé da minha filha.
TB: Apresentação de balé?
CW: É. – Respondi, ainda estranhando o seu interesse.- Falando nisso, a Lindsey subiu?- Perguntei, mudando de assunto.
TB: Rapidamente.- Respondeu, encostando-se no sofá.
Dei a volta e, antes de subir as escadas, virei-me para a Brennan.
CW: E para deixar bem claro, eu não tenho uma queda pelo Booth.- Respondi, a fazendo me olhar. Logo depois, subir as escadas rapidamente.
Acalmei-me, diminuindo os meus passos quando cheguei no corredor. Agora andando devagar, até a porta de seu quarto. Abri-a lentamente, vendo a menina sentada, arrumando as suas coisas para deitar.
LW: O que você quer?- Perguntou, grossa.
CW: Eu quero conversar com você.
LW: Amanha a gente se fala, eu estou cansada.- Jogou-se na cama, subindo o edredom.
CW: Não, tem que ser agora.- Sentei-me na ponta da sua cama.- Sobre hoje, eu não tenho como me explicar há não ser com os argumentos que você já conhece desde que era uma criança. Eu estava trabalhando desde cedo no laboratório, eu tive alguns problemas para identificar um DNA e isso levou o dia inteiro. Quando eu dei por conta, já tinha passado da hora em estar lá, na primeira fila, vendo a minha garotinha.- A olhava diretamente, enquanto falava.- Eu te peço desculpas, mais uma vez em todos esses anos, eu repito que sinto muito. Não posso prometer que isso nunca mais acontecerá, pois seria mentira. Você sabe que eu posso ser chamada a qualquer hora do dia para estar lá dentro.
LW: Claro, pessoas mortas, crimes terríveis são mais importantes do que eu, a sua única filha.
CW: Não fale assim, eu amo você.- Sussurrei.- Nada é mais importante na minha vida do que você. Linds, você é o motivo de todo esse trabalho duro que eu tive todos esses anos. Eu quero te dar o melhor, eu quero te dar tudo que eu não tive quando eu tinha a sua idade. Eu não quero que você tem que ser igual a mim, que tenha que começar a trabalhar com 16 anos, enfrentar humilhações.
LW: Se você se importa tanto comigo, por que você não larga esse emprego?- Questionou.- Você é dona de cassinos, você tem partes importantes em outros. Não precisa trabalhar mais como uma CSI.
CW: Eu acho que já falamos sobre isso, eu não largar tudo para cuidar dos cassinos do seu avô. Todos eles o mataram aos poucos, atraíram todos os inimigos imagináveis e inimagináveis. Eu não quero isso para a nossa vida.- Levantei-me da cama.- Eu entendo o quão brava você pode estar comigo, eu realmente compreendo isso. Você tem todo o direito, quantas vezes eu cheguei atrasada para te buscar na escola, para ir a uma apresentação de balé, para ir a uma peça. Mas, nada disso foi porque eu quis, nada disso foi porque eu estava te evitando ou te ignorando. Acredite ou não, o que eu mais quis todos esses anos foi estar presente em todos os seus eventos escolares, na sua vida em si. Poder chegar cedo do trabalho, ter folgas decentes, sair com você nos finais de semana. Mas, infelizmente, isso não pode acontecer. E eu realmente espero, que não seja tarde demais para nós duas.- Aproximei-me dela novamente, ajoelhando a sua cama e beijando a sua testa.- Eu amo você, meu anjo. Eu te amo demais.- Levantei-me em seguida, indo em direção a porta. Virei-me, com um sorriso no rosto, vendo que ela continuava a me olhar.
LW: Eu também mãe.- Falou baixo, quase um sussurro. Entendi aquilo como se os meus insistentes pedidos de desculpas fossem finalmente aceitos.
CW: Durma bem.- Sai do seu quarto, fechando a porta.
Virei-me para o corredor, vendo Brennan ir à caminho do seu quarto. Fiz o mesmo que ela, entrei no meu quarto. Fechei a porta e fui direto para o banheiro, onde tomei um banho longo. Sai de lá, vestida e, prendendo o meu cabelo.
Fui em direção a minha cama e, não demorou muito, logo dormi.
Fale com o autor