The Change In The Game
17 A gota d' água.
Notas iniciais
No dia seguinte, acordei um pouco atrasada. Arrumei-me rapidamente, escolhendo um vestido preto bem básico e saltos de cor roxa escura. Passei a minha maquiagem em um tom natural e logo desci. Cheguei na sala, Brennan estava sentada arrumando a sua bolsa.
CW: Bom dia.- Acertei o meu cabelo, descendo o último degrau da escada.
TB: Bom dia.- Respondeu, não me dando muita atenção.
CW: Onde está a Linds?
TB: Na cozinha.- Apontou.
Dei a volta na sala, andando até a cozinha.
CW: O que a moçinha ainda faz em casa?- Pus a mão na cintura, a olhando.- Seu ônibus já passou.
LW: Eu sei.- Virou-se para mim.- Mas, eu disse que não iria até que falasse com você.
CW: Pode falar.- A olhei diretamente.
LW: Por ontem, me desculpe. Eu fui egoísta, agi pior que uma criança. Desculpe.- Aproximou-se de mim, abraçando-me.
Correspondi ao seu abraço, com um sorriso no rosto. Ficamos por um tempo assim, até que escutei o bater da porta.
TB: Deixa, eu atendo.- Levantou-se do sofá, indo em direção à porta.
SB: Bom dia, Bones!- Sorriu, entrando na casa.
CW: Booth, o que você faz aqui?- Tinha saído da cozinha junto com a Linds, o vendo entrar.
SB: Eu vim saber se Bones precisa de uma carona.- Sorriu, olhando para ela.
CW: O Gil veio com você?- Perguntei curiosa.
SB: Não, ele foi direto para o departamento.
LW: Seeley Booth.- Falou, chamando a atenção dele.- Eu queria te pedir desculpas pelo meu comportamento ontem, não deveria ter descontado a minha raiva em você.
SB: Tudo bem, a sua mãe faz isso toda hora.- Ironizou, fazendo-a ri.
LW: Vocês dois já vieram a Las Vegas?
TB: Sim, uma vez.
LW: Mas, já andaram pela cidade?
SB: Estávamos ocupados demais fingindo ser um casal apaixonado.- Olhou para Brennan, que sorriu.
LW: Então é isso. Como um pedido de desculpas melhorado, eu acho que deveria mostrar a cidade para vocês, depois do turno de ambos, claro.- Aproximou-se deles, simpática.
TB: Seria ótimo, Linds.- Sorriu simpática, pela primeira vez que pudesse notar.
LW: Tem que saber se a minha mãe irá deixar.- Virou-se para mim, que estava calada, encostada no sofá.- E ai, mãe?
CW: Por mim tudo bem. Mas, agora.- Peguei a minha bolsa.- Eu tenho que te levar para escola.
SB: E, nós temos muito trabalho a fazer.- Booth pegou a bolsa de Brennan, entregando-a a na sua mão.
Passei na frente de Booth, junto com Linds, que ajeitava a sua mochila nas costas.
SB: Tão simpática e tão doce, tem certeza que ela é a sua filha?- Brincou, enquanto eu passei. O olhei, sorrindo.
Ele e Brennan vinham logo atrás. Com os braços dados e, a cabeça dela encostava-se a seu ombro. Andavam bem juntos, como um casal.
Entrei no meu carro e, Linds se sentou no banco da frente, jogando a mochila atrás. Brennan e Booth iam a outro, com ele dirigindo.
Dirigi em direção a escola dela, que por sinal já estava um pouco atrasada. Enquanto, Booth ia em direção ao departamento.
Cheguei a sua escola rapidamente, nos despedimos rápido e fiquei com o carro parado, até perde-lá de vista em meio aos adolescentes que estavam chegando. Depois dali, fui em direção ao departamento, dirigindo um pouco mais tranqüila. Estacionei na minha vaga, peguei a minha bolsa que estava no banco de trás e sai do estacionamento, rumo ao departamento.
Entrei, andando com firmeza em cima do meu salto alto. Arrumava o meu cabelo, entrando na sala onde já estava Gil, Booth e Brennan, ao redor dos ossos.
CW: Desculpe meu atraso.- Falei calma, chamando a atenção de Gil para mim. Ele me olhava tão fixamente que me deixava sem jeito e meio que incapacitada de encara-ló. Olhou-me da cabeça aos pés, completamente indiscreto.- O que você descobriu nesses ossos?- Referir-me à Brennan, aproximando-me dela, na intenção de que Gil perdesse a atenção em mim.
TB: O braço esquerdo tem uma fratura no cotovelo. E o antebraço direito tem outra.- Olhava os ossos.- Mas, nada tão grave, apenas uma batida forte.
GG: Idéia do que seja?
TB: Não, eu não sei nenhum objeto que pode ter feito isso com o braço dele.
SB: Mas, eu sim.- Respondeu, chamando a atenção de todos nós.- É um rifle.
CW: Um rifle? Como pode ter tanta certeza?
SB: Eu já fui um atirador de elite. Sei que dependendo do tipo de rifle, temos que apoiar o cotovelo no chão, manter os olhos na mira e o outro braço, puxar o gatilho. Mas, quando se faz isso com um pouco de força do que o normal, pode puxar a arma para trás, fazendo o cabo do rifle bater no braço direito e o cotovelo sair do chão.- Explicou.
TB: É aceitável a teoria do Booth. Mas isso ainda não nos faz saber quem é essa pessoa.
SB: Mas, diminuíra muito. Não há muitas pessoas possuem um rifle em Las Vegas.
TB: O que te faz pensar que essa pessoa mora aqui?
SB: Ninguém vem a Las Vegas para morrer, vem para se tornar eterno.
CW: Porém, nem todos conseguem. E os que não conseguem, muito acabam parando na mesa do Dr. Robbins.
GG: Mesmo assim eu vou pedir para a Wendy checar e ver quem tem posso de arma nessa faixa etária, fora da cidade.- Falou aproximando-se da porta, olhando-me novamente. O encarei, disfarçadamente, até perde-ló de vista entre os corredores.
O esperamos voltar, cerca de 30 minutos depois, já com os resultados em mão.
SB: E ai, quantas pessoas?- Perguntou curioso.
GG: Nenhuma.- Jogou os papéis na mesa, nervoso. Os peguei, lendo atentamente.
CW: Isso não é possível!- Exclamei, surpresa.
TB: Não me sinto surpresa, armas de grande porte são caras para se registrar. Há muitas pessoas, ainda mais homens nessa idade, com armas ilegais.
SB: Será que vocês cientistas nunca olham para o lado positivo?- Nos repreendeu. – Sabemos que é um homem entre 50 e 64 anos, que sabe atirar. Ele pode ser um policial ou um militar aposentado, ou um bandido bem cauteloso e da moda antiga.- Falava enquanto nos olhava.
TB: Quando não envolve ciência, Booth é um homem muito inteligente.
SB: Obrigado, Bones.- Sorriu, entusiasmado com o elogio.
CW: Ok, isso diminui muito as nossas buscas. Porém precisamos de mais, muito mais.
TB: A única coisa que precisamos, é transportar esses ossos para o Jeffersonian.- Falou olhando para a mesa.
CW: O que?- Olhei para ela, surpresa.
TB: Com a vinda desse resultado, temos certeza de que o foco não é mais Las Vegas. É melhor levar os ossos para o Jeffersonian, lá temos equipamentos e pessoas mais capacitadas.
GG: Mas os ossos estão aparecendo aqui.
TB: Essa seria a nossa pequena conectividade.- Explicou.- Todos os ossos que caso aparecessem aqui, seriam enviados para lá.
CW: E nos tirar do caso?
TB: Vejo isso como o favor. Vocês podem continuar as suas vidas aqui e eu e Booth em Washington. Além do mais, não teremos que conviver juntas.
CW: Isso não está certo!- Interrompi-a – O caso não é de vocês, Gil só a chamou para nos ajudar. Vocês não podem simplesmente sair daqui com todas as evidências, resolver tudo em um outro estado, como se nós, em Las Vegas não existíssemos.
TB: Se isso a incomoda tanto, coloco o seu nome no relatório.
CW: Não é disso que eu estou falando! Eu não agüento mais o seu ar superior, achando que é melhor do que todos aqui.
TB: Eu realmente sou. Eu sou a melhor antropóloga do mundo, sou uma excelente escritora.
CW: E uma terrível pessoa.- A completei.- Eu não sei como você lida com a sua equipe, seus estagiários em Washington, mas não pode chegar aqui e querer fazer o mesmo com todos nós. Você não manda em mim. Não pode chegar simplesmente e dizer que vai levar tudo para fora do estado e esperar que eu aceite isso como um “ favor”, como se eu precisasse de algo vindo de você. Eu estou de cansada disso. Eu estou cansada de você, da sua hipocrisia, do seu tom superior, da sua inteligência.- Falei, enquanto a olhava fixamente. Ela continuava a me encarar. Já Gil e Booth, não falavam nada, apenas cruzavam os seus olhares. Virei-me para Gil, como se estivesse pedindo para ele dar um basta naquela situação, mas ele continuou calado, me deixando desapontada. — Façam o que quiser, eu estou fora disso tudo, eu estou fora desse caso.- Falei em um tom normal, sem me exaltar, mas com um olhar de raiva para Brennan que não se importava ou fingia não se importar.
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