The Change In The Game

18 Enfim, o que ele sente.


Notas iniciais
A parte que começa a estragar quem pensa que Catherine e Booth (!) serão um novo shipper da fanfic.

Andei até a minha sala, que ficava ao final do corredor. Logo que entrei, Gil abriu a porta, a fechando em seguida.

GG: Você não pode sair daquele caso.- Virou-se para mim.

CW: Só não posso, como eu sai!- Falei, mexendo na minha bolsa, de costas para ele. Ele venho até mim, puxando o meu braço, fazendo-me me virar para ele.

GG: Eu preciso de você, como eu sempre precisei.- Falou olhando nos meus olhos.

CW: Por que? Você tem a Brennan, a melhor antropóloga do mundo.- Imitei a voz dela, em um tom debochado.

GG: Catherine, ela só está nos ajudando em um caso. Precisamos dela, e você sabe disso tanto quanto eu.

CW: Não, eu não preciso dela para nada. Em todos esses anos de carreira, eu vi corpos das mais diversas formas e estados e nunca tive que chamar uma pessoa tão chata, metida e que se acha superior à todos nós de outro estado. E também, nunca precisei de um agente federal.- Soltei o meu braço das sua mão, afastando-me dele.

GG: Antes tínhamos a Terri, hoje não a temos como chama-lá mais, Precisamos de outras profissionais e você aceitando ou não, é fato que a Brennan é a melhor nessa área.

CW: Terri, foi bom você me lembrar dela.- Ironizei, virando-me novamente para ele.- Se não a temos mais, a culpa é sua! Por causa daquele seu ridículo romance com ela, a perdemos.

GG: Eu não tive nada com a Terri.

CW: É claro que você teve!- Insisti, com a voz exaltada.- Um homem solteiro, inteligente e tão bonito como você, porque iria ficar sozinho enquanto ela tentava seduzi-ló?- Falei inconformada.

GG: Eu não devo satisfações da minha vida amorosa para você, assim como eu nunca cobrei da sua. Mas, se quer realmente saber, eu te digo. Eu sou apaixonado por você, é por isso. Eu não dormi com a Terri, poderia, mas eu não fiz isso. Porque eu amo você, eu sempre amei você, Catherine!- Gritou, como se estivesse perdido noção das suas próprias palavras. Fiquei em silêncio, o olhando sem ter o que dizer. Ele abaixou a cabeça, passando a mão entre os cabelos, como se ainda não acreditasse o que estivesse dizendo a mim.

CW: Você o que?- Sussurrei, há uma certa distância dele.

GG: Eu amo você.- Falou ao mesmo tom, levantando a cabeça devagar.- Eu te amo demais.- Aproximava-se de mim, olhando-me fixamente. Passava a mão no meu rosto, o acariciando. Aproximava o seus lábios do meu, quando eu me esquivei, indo em direção a minha mesa.

Gil me olhou confuso, sem saber porque eu tinha recuado. Ficou em silêncio, apenas observando os meus gestos.

Peguei a minha bolsa, a colocando no meu ombro. Virei-me novamente para ele, o olhando nos olhos.

CW: Quando você voltar a si, nós vamos conversar.- Falei um tanto grossa, saindo da sala e o deixando ali, desconsolado com a minha falta aparente de sensibilidade.

Seguia para entre os corredores, em passos longos e firmes. Ia em direção à saída, sem ao menos, olhar para sala onde Brennan estava.

SB: Catherine!- Falou, com o café na mão, saindo do laboratório.

CW: O que você quer?- Respondi grossa.

SB: Ei, lembre-se da nossa trégua.

CW: Não estou para brincadeira hoje, você sabe disso.

SB: É, eu sei. Eu queria falar sobre Brennan.

CW: Se você falar que é o jeito dela é assim, que eu tenho que me acostumar, vai se arrepender.- Falei séria, acertando a minha bolsa.

SB: Não, eu nem vou me meter entre vocês duas. Eu só quero saber se você deixará a Lindsey sair com a gente hoje.

CW: Sim, eu não vou levar esses problemas, o que ocorreu hoje aqui para a minha casa. Eu consegui me resolver com ela hoje de manhã, não vou a proibir de nada.

SB: Tudo bem.- Sorriu.- Já vai para casa?

CW: Sim, não há nada que eu deva fazer aqui.

SB: Então, saiu mesmo do caso?

CW: Sim, não posso competir com a Brennan.- Respondi, o deixando calado.

Segui adiante, indo em direção a saída sem mais interrupções ao meio do caminho. Cheguei ao estacionamento, entrando no meu carro, abrindo a porta do motorista e jogando a bolsa ao lado. Olhei para trás, dando ré e saindo dali.

Notas finais
Gil deixou de ser banana, ou quase. Enfim, o que acharam disso? Ele enfim revelou o que sente, mas ela parece não se importar tanto. Parece fria, ou melhor, congelada. Por que isso, hein? Comentem!