The Change In The Game
57 Dupla surpresa.
Notas iniciais
Mais tarde no mesmo dia, Catherine retornou ao trabalho, afinal ainda tinha um grande caso pela frente.
- Obrigada. – Falou, entrando na sala de Gil.
Ele levantou a cabeça, jogando a caneta sobre a mesa.
- Por ter cuidado da Linds e a levado no tribunal. – Complementou.
- Não precisa me agradecer por cuidar da nossa filha. – Respondeu, abaixando a cabeça novamente.
Catherine ficou parada por algum tempo, parecia está tomando coragem para algo.
Fechou a porta, entrando na sala por completo.
- Depois de você ter ido ao tribunal e não ter me tirado da sua sala até agora, eu entendo que você tenha me perdoado. Estou certa? – Questionou, próxima a sua mesa.
- Não, não está. – Olhou-a diretamente. – Eu não posso perdoar você por guardar um segredo desses de um dia para o outro. Eu não consigo fazer isso.
Catherine olhou-o decepcionada, sabia que ele estava certo.
- E nós dois... Estamos bem?
- Sim, nós sempre ficamos. – Afirmou.
- Eu quero dizer... Nós dois juntos.
- O que você me disse ontem, quando eu estava indo embora da sua casa, é verdade? – Questionou, olhando-a diretamente. – Você me ama? Ou só estava com medo de passar a noite sozinha naquela casa enorme?
- É verdade. – Respondeu. – Eu amo você. Eu acho que eu sempre te amei.
Gil sorriu, levantando-se.
- Então podemos ficar bem. – Falou. – Com apenas uma condição.
- Qual seria? – Perguntou, olhando-o curiosa.
- Case-se comigo. – Sussurrou, aproximando-se dela.
- O que?! – Exclamou surpresa.
- Eu não posso simplesmente namorar a mulher a qual eu fui apaixonado durante anos e com quem tenho uma filha adolescente. – Disse. – Podemos ter tudo o que deveríamos ter tido anos atrás: Uma família. Só basta você dizer sim.
Catherine o encarava em silêncio. Estava surpresa e com um pocuo de medo. Havia sido sozinha por tanto tempo, tudo era apenas Lindsey para ela.
- Eu... Eu não sei o que dizer. – Falou baixo.
- É sim ou não. Não há o que pensar. – Declarou.
No momento em que ela iria dizer algo, Cam entrou desesperada em sua sala.
- Achamos a nossa assassina!
Catherine respirou aliviada, dessa forma teria mais tempo para pensar na proposta de Gil.
- Onde ela está? – Perguntou Catherine, dando um passo a frente de Gil.
- Ela está no interrogatório com o Booth. – Disse, saindo da sala.
Gil olhou em direção a Catherine, ansiando pela resposta.
- Vem! – Cobrou Cam, antes que ele dizesse algo.
Eles dois foram logo atrás dela.
Andaram em direção a sala de interrogatório, ficando atrás do vidro, onde Bones e Angela já estavam.
- O que ela disse até agora? – Perguntou Gil.
- Nada. – Respondeu Angie. – Ela se nega a falar com o Booth.
- Pediu advogado?
- Não. Ela disse que não precisa de um.
“Senhora Rhimes, eu posso passar o dia inteiro aqui, sentado, esperando que você me fale sobre o que aconteceu entre você e Max Keenan. Eu não tenho problema algum com isso.” – Falou Booth.
A mulher então voltou a olhá-lo e falou:
“ Já percebi que você é um homem paciente. Porém, eu não vou falar com você, eu não tenho nada à dizer a você. – Virou-se para o vidro - Só com a Dra. Temperance Brennan. Ela sim, eu tenho muito a dizer.”
Olharam para Brennan surpresos. Ela saiu da sala de trás do vidro, abrindo a porta da sala de interrogatório.
- Estou aqui, Senhora Rhimes. – Falou.
- Não é assim, querida. – Respondeu. – Eu quero ficar a sós com você.
- Está bem. — Falou, sentando-se de frente para ela.
- Bones... – Falou Booth, preocupado.
- Está tudo bem, Booth. – Disse o olhando.
- Você já pode ir, Senhor Booth. – Falou a mulher.
Ele a olhou e logo depois se virou, saindo da sala.
- Então, todas as suas exigências já foram feitas. A Senhora já pode começar a me falar o que aconteceu na noite em que a vitima morreu. – Disse, abaixando a cabeça e mexendo no arquivo do caso.
- Você realmente não se lembra de mim, não é? – Falou.
Brennan levantou a cabeça, olhando-a fixamente. Sabia que a conhecia, mas ainda não conseguia lembrar-se de onde.
- Eu imaginaria isso, Tempe. – Continuou. – Você era apenas uma menina, algumas memórias se apagam com o tempo. Mas, talvez isso, a faça lembrar-se de algo. – Abaixou a mão, alcançando a sua bolsa e pegando um suéter.
- Meu suéter. – Sussurrou, pegando-o da mão da moça.
Ela o olhava, com os olhos brilhando.
- Onde você conseguiu isso? – Perguntou. – Eu não o uso desde que tinha 15 anos...
- Eu tinha comprado de presente para você nos seus 12 anos. Porém, você era tão pequena, que só serviu na sua adolescência.
- Quem me deu isso de presente foi... Minha mãe. – Declarou.
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