The Change In The Game
58 E agora?
Notas iniciais
A moça a olhou, com um sorriso em meio aos lábios.
Brennan arregalou os olhos, levantando-se da cadeira repentinamente.
- Isso não é possível! – Exclamou. – A minha mãe está morta! Eu mesma participei do seu caso!
Ela continuava a sorrir, deixando Brennan nervosa.
- Você nunca achou os “meus” ossos. Apenas um pouco de sangue sobre os meus “restos” e o analisou. – Falou. – Foi tudo uma grande farsa, só para eu ganhar um pouco de tempo.
- Tempo... Tempo para que? – A olhava confusa.
- Para me vingar do Max.
- Isso é uma confissão?
- Se você quiser que seja, é.
- Por que matar o meu pai?
- Ele mereceu. A culpa foi dele por eu ter deixado você e o seu irmão sozinho. — Contou. – Se ele não tivesse se comportado como um moleque rebelde, achando que poderia se tornar um dos super-heróis de revistas em quadrinhos. Pensando que poderia concertar quaisquer entrelinhas, erro do governo ou da justiça americana, se achando o homem imune com o seu riffler, tudo poderia ter sido diferente. – Deu uma pausa.
Brennan continuava a olha-lá, sem dizer uma só palavra.
- Nós poderíamos ter sido uma família. Talvez não a mais perfeita ou a mais feliz, mas mesmo assim estaríamos juntos. – O seu olhar carinhoso havia desaparecido. – Mas, o Max conseguiu se envolver em mais problemas e eu tive que fugir junto a ele, para que eles pudessem deixar você e o seu irmão em paz.
Eu tentei ficar perto de você até quando eu pude. Mas, as pessoas que estavam a nossa caça estavam começando a desconfiar, por isso tivemos que fugir para longe. Só quero que saiba que eu não me esqueci da minha Joy nem por um segudo.
- Não me chame de Joy! — Gritou, com lágrimas nos olhos. – O meu nome é Temperance Brennan. E eu sou uma antropóloga forense, apontada como a melhor do país. E isso que eu sou!
- Desculpe-me. – Falou olhando-a encantada. – E eu sinto orgulho por tudo que você conseguiu. Por tudo que você se tornou. Uma mulher linda e idenpendente.
Brennan não disse mais nada, apenas sentou-se novamente, evitando olha-lá nos olhos.
- Eu entrei aqui para fazer o interrogatório, já que a Senhora exigia a minha presença. Então vamos direto ao ponto. Você matou Max Keenan?
- Sim.
- Como você o convenceu a te encontrar?
- Eu disse que queria me reaproximar de você e pedi que ele viesse a Las Vegas me encontrar no bar em questão.
- Ele sabia que você estava viva?
- Há alguns meses atrás, sim.
- Como... Como esse crime foi feito?
- Eu o planejei durante anos, para que não desse nenhum erro. E esperei o momento mais oportuno que eu tive. A partir daí, o chamei em Las Vegas com o intuito de pedir a sua ajuda para que eu conseguisse voltar a sua vida. E ele veio. – Mexia as suas mãos, contando os mínimos detalhes. Sem pudor algum. – Então, eu o dopei e o levei apoiado em mim para o carro.
Fui em direção a uma cidade perto daqui, já havia alugado um galpão. Fiz tudo que eu sonhei em fazer em anos. Falar tudo que estava engasgado.
- Por que você fez todo esse jogo? – Perguntou. – Por que ter que separar o seu corpo e colocar em cada lugar que mexesse com a gente?
- Bom, eu soube que investigadores dessa cidade são os melhores do país. Eu não poderia me dá o luxo de ser descoberta tão cedo. Eu tive que segui-los alguns dias antes e saber um pouco de seus passados. Para assim então, consegui montar o meu objetivo. – Falara. – Desse jeito, eles iam pensar que era um serial killer ou algo do tipo e chamar a melhor antropóloga do país, aliás, do mundo. – Sorria, olhando para ela.
Brennan não esbanjava nenhuma reação, estava calada. Christine caminhava a sua mão pela mesa, alcançando a mão de Brennan.
Assustada, Bones tirou a sua mão rapidamente. Olhou para a sua mãe enojada, levantando-se em seguida e dando as costas para a mesma
- Eu fiz tudo isso para mostrar o quanto eu amo você. – Declarou, antes que ela saísse.
Ela paralizou, porém não olhou para trás. Saiu da sala, batendo a porta. Passou pela porta da sala de vídeo, sem ao menos olhar para quem estava lá dentro. Apenas seguia os corredores, sabe-se lá para onde.
Booth a observou, passando a frente de Gil, até que Catherine segurou o seu ombro.
- Deixa que eu vou falar com ela. – Sussurrou.
Booth a olhou indeciso, porém não a contrariou.
Catherine seguia o corredor, na mesma direção que Brennan. Olhava para as salas e laboratórios a sua procura, até vê-la no vestiário, sentada, batendo na porta de seu armário.
- Ei. – Falou Catherine, sentando ao seu lado. – Como você está?
- Bem. – Respondeu, encarando o chão.
Catherine deu uma pausa por um tempo, pensando no que dizer.
- Sabe... Eu sei o que você está sentindo.
- Sua mãe matou o seu pai? – Perguntou, olhando para ela.
Parecia desesperada para saber como outra pessoa que havia passado por isso se sentiria.
- Não. – Disse. – Mas, ela me escondeu a vida inteira quem era o meu pai. – Disse. – Eu só descobri quando eu roubei uma evidência e testei o sangue do Sam Braun com o meu. – Respondeu. – Quando eu digo que sei o que você está sentindo, eu digo o jeito de como você perdeu o seu pai. Eu sei que você o negou depois dele ter se desculpado e tentando melhorar, eu sei que você queria que ele ficasse longe de você e ao mesmo tempo não queria isso. Eu fiz o mesmo.
Brennan virou-se a ela, olhando-a com atenção, pela primeira vez.
- Lembrou-me que 5 horas antes da sua morte, nós tivemos uma briga terrível, no qual ele me deu um tapa no rosto. Eu estava tão desesperada, com tantos problemas e quando se está assim, sempre tem que arranjar alguém para jogar a culpa. E esse alguém foi ele. – Continuava. – Ele estava longe de ser inocente, mas também não merecia ter sido tratado da forma que eu o tratei. Negando tudo que era oferecido a mim, mesmo quando eu estava passando por sérias dificuldades. Esquecendo o meu grau de parentesco e o vendo como o resto de Las Vegas o via: Um homem milionário, porém muito medíocre. O julguei até o último momento de sua vida. Porém, quando ele caiu sobre mim, morrendo lentamente com o tiro que tinha tomado nas costas, todo esse julgamento, pensamento, ódio, rancor e a culpa que eu jogara nele, havia desaparecido. E tudo que restava era o meu desespero, o meu choro, o meu arrependimento. – Contava, relembrando cada momento daquele dia.
- Como você fez para superar tudo isso? – Perguntara.
- Nunca se supera, só se acostuma com o tempo. – Respondeu. – Você pode ser uma mulher inteligente, independente, mas não conhece as pessoas e os seus sentimentos. Você precisa de alguém Brennan, todos nós precisamos. Você não pode se fechar para o mundo, não pode pensar que é superior a ninguém e que sempre, sempre, vai conseguir resolver os seus problemas por si só. Você precisa se libertar, parar de ser tão racional. Enfim, precisa amar e aceitar que é amada. Precisa dá uma chance ao Booth. Aceitar que ele é o cara certo para você. Aceitar que ele a ama mais que tudo, aceitar o que ele tem a te oferecer. Aceitar que ele vai acordar todos os dias do seu lado com o intuito de te reconquistar todos os dias de sua vida, fazer com que você o ame e nunca mais negue isso. Aceitar que ele vai te completar e fazê-la feliz como jamais você foi.
Brennan não se atrevia a dizer mais nada. Ficava olhando para Catherine, sem interrompê-la, sem corrigi-lá, sem tentar começar uma briga.
Catherine também não disse mais nada. Simplesmente se levantou, saindo do vestiário, deixando a Brennan ali, sentada, organizando os seus pensamentos.
Notas finais
Ps: Fanfic caminhando para o fim. Mas, não fiquem tão contentes, que vocês não vão se livrar de mim facilmente, eu já to escrevendo a outra.
Fale com o autor