Predestined Love
2 Você não está sozinha
Notas iniciais
– Nila! Nila! Nila acorda! -dizia Dilan.
– Hum... Que?
– Mãe! -ele gritou. — Ela acordou.
– Você está melhor minha filha? -estava preocupada.
– To mãe... Que horas são? -eu estava eu zonza com tudo aquilo, mas conseguia falar.
– Três e meia quase.
– Perdi aula? -a olhei.
– Sim. Filha você dormiu, desmaiou, sei lá, e ainda queria ir pra escola, achei melhor não te acordar! Aconteceu alguma coisa com você que você ficou desacordada até agora!
– Eu não sei mãe, só que vi tudo branco e depois apaguei.
– Você sonhou alguma coisa?
– Não, eu não sonhei, nem tive pesadelo, nem flash, nada! Dilan, como foi a aula hoje? Teve algo importante? Algum trabalho?
– Não, não se preocupe, só entrou uma aluna nova.
– Aluna? Qual o nome dela?
– Katherin Bloom. Fica calma, é só uma amiga.
– Hm... Vou para meu quarto. -disse desinteressada.
– Vai dormir? -Mamãe perguntou.
– Não, chega de dormir por hoje. -disse e subi.
Cheguei ao meu quarto tirei essa a roupa que eu estava e coloquei uma blusa de manga comprida larga com um shortinho. Liguei a TV e fiquei vendo um filme qualquer. Meu estomago roncou. Droga, passei muitas horas sem comer. Fui ao quarto de Dilan e perguntei se ele quer pizza, ele disse que sim. Desci e falei com minha mãe, ela também quer. Ela disse que ia ligar e falou para eu subir que quando chegasse ela chamaria Dilan e eu, e foi para cozinha.
No momento que ponho o pé na escada a campainha toca. Vejo Dilan descendo.
– Está esperando alguém? -perguntei.
– Esqueci de dizer que Kathe viria aqui para fazermos um trabalho, e você está no grupo com a gente, só nós três mesmo. Ela mora aqui do lado, sabia? -disse indo abrir a porta.
– Moradora nova né?
– Sim. -ele abriu a porta. — Oi Kathe, entra. -ele a abraçou. Até que ela era bonita, tinha um cabelo castanho chocolate que ia até o meio das costas bem liso e olhos castanhos, pele clara, assim como a minha.
– Oi Dy. -sorriu. — Você deve ser a Nila, né! Estava ansiosa para conhecer você. -riu e me abraçou.
– Oi, só para constar só eu chamo meu irmão de Dy. — sorri de lado.
– Ah, foi mal. -corou.
– Ok. Sobre o que é o trabalho? -perguntei.
– Alguma coisa de biologia. Vamos lá pro meu quarto, tá no meu caderno.
– Filha! — minha mãe me chamou. — Ah, oi, você é...?
– Katherin, prazer- sorriu e abraçou minha mãe, não gostei disso.
– Mãe nós vamos subir pra fazer um trabalho, quando a pizza chegar chama. -falei.
– Ta bom meu anjo, vão lá.
Subimos e falei para Dy pegar as coisas dele para o trabalho, pois faríamos no meu quarto. Quando ele foi pegar as coisas dele Katherin falou comigo.
– Hum... Nila, olha. Eu não estou aqui só com o propósito de fazer o trabalho. -revirei os olhos, sabia! — É que... -ela continuou. — Eu finalmente te encontrei, e precisava falar com você o mais rápido possível.
– Comigo? -protestei.
– Sim! Eu te conheço Nila, conheço sua família. Os observo há algum tempo já. Sou como você. -a olhei e pensei 'a mesma frase do sonho, vinda de outra pessoa.'
– Explique melhor. -pedi.
– Você é fogo, emoção, paixão, calor. Sei que está confusa, que não consegue controlar seus dons. Nila, você não está sozinha, existem outras pessoas assim.
– Você é...
– Sou tudo o que a natureza me permite ser. Me adapto à situação que me convém. Ao momento. Eu morava em uma casinha na floresta com meu avô, ele era como eu, me ensinou tudo que sei. E cada um de nós tem uma missão. Mas você Nila, você é diferente. Você não tem noção de quanto poder tem!
– Desculpa, é muita coisa para associar, podemos conversar outra hora?
– Claro, fiquei assim quando meu vô tentou me explicar as coisas. Ah e mais uma coisa. Esse seu ciúme do seu irmão, da sua mãe... Faz parte. Você é pura emoção Ny. -sorri de lado. — Não quero e não posso ser sua inimiga Nila, temos que ser amigas, logo os outros virão para te ajudar tenho que te preparar!
– Depois conversamos Kathe. -insisti e olhei para a porta, Dilan estava nos olhando boquiaberta.
– Você pode ficar invisível? -eu e Kathe nos olhamos e começamos a gargalhar. — Para gente! Sério! Isso é muito legaaaaaaaaaaaaaaaaaal! — disse nos fazendo rir mais e sentou ao nosso lado.
– Para Dy, que ridículo! — disse ainda rindo.
– Aaah! — fez cara de tédio.
– Dilan, respondendo a sua pergunta... — Kathe ainda estava rindo. — Dependendo muito da situação eu posso sim.
– Sério? — agora eu que perguntei ficando séria do nada, fazendo os dois começarem a rir, logo os acompanhei.
(...)
Passamos o resto da tarde conversando e fazendo trabalho. Comemos a pizza e depois Kathe teve que ir embora, a levei na sua casa que realmente ela ao lado da minha, disse que tinha se mudado há uma semana mais ou menos. Ela pediu que só eu a levasse, entendi o recado e fui.
– Nila, não conte mais nada em hipótese alguma que você sonhar, sentir, ver, de agora em diante, nem para Dilan nem para Lory. -disse diretamente.
– O que? Por quê?
– Porque eles saberão de tudo na hora certa. Você precisa estar preparada para tudo que está por vir.
– Kathe? Já chegou? — escutei uma voz masculina lá dentro.
– Você não disse que mora sozinha? -perguntei e tentei ver através dela, uma luz do que me parecia ser a cozinha estava acesa.
– Ahn... Já Conan! — disse virando e abrindo mais um pouco a porta para que eu entrasse. Assim que entrei vi um garoto. Ele estava sem camisa, deixando amostra seus músculos. Tinha cabelo loiro bem claro, estava bagunçado, parecia que tinha acabado de acordar. Seus olhos de um verde tão escuro, que se não tivesse prestando atenção diria que eram pretos. Tão branco quanto Kathe, e eu. Engoli em seco. Ele... — Nila, Conan é meu irmão. Desculpa não te falar antes, estava esperado que viesse aqui agora. — a olhei.
– Ele também é como nós?
– Sim. — ele respondeu. — Você é emoção, Kathe se molda pela natureza, e eu... — Conan olhou para irmã, como se pedisse para que ela falasse por ele.
– Conan é ambição, desejo, seu dom: turmalina.
– Turmalina? Como assim?
– Senta, — Conan pediu. — olhe para meus olhos e me dê suas mãos. — ele falava calmamente.
Fiz o que ele pediu, sentei no sofá e olhei em seus olhos, assim que lhe dei as mãos me senti calma. Senti como se nada mais importasse, sem problemas, sem frustrações... Então fechei os olhos, percebi que ele estava me transmitindo flash's.
Ele estava sozinho num simples quarto, se olhando no espelho. Então sua pele começou a brilhar vagarosamente, seus olhos de um verde escuro agora eram como pedras preciosas. Turmalinas verdes.
Quando largou minha mão, dei um longo suspiro encostando as costas no sofá e o olhando. Aquilo não era nem metade do que ele fazia, sabia disso.
– Ele é como um calmante pra você Nila, será muito útil no seu treinamento.
Eu continuava o olhando e ele à mim. Sentia como se precisasse dele, como se ele fosse uma droga que sumisse com meus problemas.
Ouço um grito.
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