É tão simples gostar de mim Tão fácil, mas tão complicado. Porque eu sou simples. Mas também sou complexa. Sou cheia de qualidades, mas também sou cheia de defeitos. Se a gente brigar, apenas me dê um abraço surpresa, ou simplesmente me dê um tempo sozinha. Se a gente tiver muito feliz continue fazendo dar certo, ou simplesmente corte um pouco o clima. Afinal, tudo em excesso não é bom. Bem que eu gosto de excesso... Não gosto de tudo certo, a bagunça me tranquiliza. Amo silêncio, mas quando é pra fazer barulho, deixe comigo! O barulho da chuva me acalma ou me irrita, depende do meu estado de espírito. O silêncio da praia me acalma de certa forma, seus barulhos detalhados: o som do mar batendo contra uma rocha, ou o barulho do vento, ou me irrita as vezes, detesto a areia. A propósito, detesto o vento na minha cara. Amo escrever quando estou triste, detesto que falem comigo quando o faço. Amo sorrisos e gosto de observar o olhar das pessoas, principalmente se eu gostar de como me olha, ou como olha qualquer coisa. Gosto de expressões estranhas, elas me fazem rir. Gosto de música Não, não! Amo! Muito. Não tem música que me defina, nem palavras, nem nada. Sou apenas eu. Complicada? Sim. Mas se prestar bem atenção sou até bem fácil de entender. Não, definitivamente não. Gosto de cantar no banho e fazer caretas no espelho, gosto de tirar fotos, de mim ou de qualquer coisa que me encante. Gosto como que para cada palavra exista mil e uma definições. Gosto de ler, não qualquer coisa, mas várias coisas. Gosto de ouvir melodias lentas quando escrevo e estou entristecida, gosto de melodias agitadas quando escrevo e estou irritada. Tenho pavor de sentir dor. Sou chata pra comer, mas se me oferecer comida devoro tudo que vejo pela frente. Tenho fobia de aranha, passo até mal. Tenho medo. Medo, medo, medo. De quê? De muitas coisas. Tenho medo de nunca ser reconhecida, ou que o dia que alguém reconheça meu eu nunca chegue. Tenho medo da morte, mas sei que isso pode mudar. Tenho medo do tempo, pois a cada segundo vou envelhecendo, e não quero envelhecer, mas também não quero ser nova pra sempre. Não suporto a dor de perder alguém que gosto, amo. Já não suporto ver quem amo doente ou algo parecido, sofro mais que a própria pessoa. Desde que nasci sempre fui independente, e não importa quanto tempo passe, sempre serei. Aos dois anos, sim, dois anos; peguei uma oncinha que tinha uma alça de enfeite e pendurei no bracinho, fui à porta de minha casa e falei mamãe! pota! rua!. Hum, enfim Até os meus dez anos eu fui quem minha família quis que eu fosse. A partir dos onze, quis fugir de tudo e todos, a adolescência estava perto Depois doze, treze, quatorze, quinze, depois dezesseis e Finitamente, uma pena. Queria ser eterna, mas também não quero. Não gosto de ouvir a verdade, ninguém gosta; mas de vez em sempre faz bem. Eu não tenho motivos pra estar escrevendo esse texto que era pra ser mínimo e agora nem sei mais onde estou. Romance já foi um dos meus gêneros preferidos, hoje fico enjoada, alguns se salvam. Gosto de mulheres, os homens são amigos! Não gosto muito de gente, digamos que não sou tão sociavel até que falem comigo. Mas confesso que na maior parte do tempo me sinto sozinha. E mais uma vez não sei porque estou escrevendo isso tudo. Acho que só sou uma menininha que acha que não é indefesa procurando atenção. Procurando atenção, não querendo chamar atenção. Não é a mesma coisa, é? Isso foi retórico. Tenho feito muitas perguntas retóricas ultimamente. Talvez porque não haja ninguém que as possa responder, ou que haja, mas que não se importe. E eu continuo escrevendo. Por que não paro? Isso intriga a mim mesma, enfim, tchau.
Ah! Mais uma pequena coisinha Gosto de beijos, mas não gosto que forcem quando percebem que não quero. Beijos são bons, e há tantos tipos de beijos. Não sei porque estou falando isso, mas e ai? Quem vai impedir? E por Deus! Quem vai ler isso tudo? Só um texto de uma escritora maluca. Se é que sou uma. Uma escritora, porque maluca sei que sou, não é? Não sei Escrevi tanto Mas isso não chega nem perto de tudo que sou, e que quero falar a meu respeito, quero que me conheçam. Poderia escrever um livro, ainda sim não seria o suficiente. Vou escrevendo o que vai aparecendo em mente. Hum Gosto de filmes, amo muito mesmo filmes, sou capaz de ficar muito tempo vendo filmes, estamos falando de umas semanas sabe Mas que pequena coisinha grande! Às vezes eu mesma me surpreendo com o que e quanto escrevo. Ah! Me irrito muito, muito, muito fácil! Muito. Mesmo! Não tenho paciência com nada, cappuccino me acalma. E eu amo cappuccino. Também sou muito sensível. E eu odeio com todas as minhas forças decepcionar alguém, pois sei como dói. O problema não é doer, é que incomoda, sabe? HUM. Gosto como as árvores balançam, gosto do barulho delas, gosto do abrir das flores, amo peônias, principalmente brancas, gosto de rosas brancas e tulipas brancas, gosto do branco e como ele parece não significar nada quando, na verdade, significa tudo. Gosto muito de conversar, mas também gosto de ficar calada Enfim, um livro? Talvez um dia. (Luara Alvarez)

  • ID: #460343
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  • Entrou em 15 de abr. de 2014, 13:19
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