“O Futuro” - Dramione
44 Parte 2 - trigésimo - capítulo - Reencontros"
Notas iniciais
Draco olhava para o homem a sua frente o avaliando, quando em questão de segundos, o próprio simplesmente foi lançado longe, caindo inconsciente aos seus pés. E olhando para a entrada da porta, alguém totalmente mascarado adentrou no local, sorrindo totalmente satisfeito para o seu oponente no chão, antes de olha-lo nos olhos profundamente.
O desconhecido que agora percebeu, ser pequeno demais para ser um homem, logo concluiu que era uma mulher de estatura média, deu um passo em sua direção, o sonserino arregalou os olhos, totalmente assustado.
Estava fraco demais para reagir e antes que pudesse sequer tentar dizer algo, sentiu seus sentidos se perderem e caiu na escuridão. Ao abrir os olhos, percebeu que estava deitado na cama, com uma garota, direcionando uma colher cheia de algo, que cheirava muito bem a sua boca e depois de 20 dias, se deixou ser alimentando.
Após se alimentar e estar satisfeito, também agora enxergando melhor, prontamente reconheceu a garota, a mesma sendo a garçonete da lanchonete, que esteve no beco Diagonal, antes de retornar para Hogwarts.
Lembranças imediatamente vieram a sua mente, recordando dela, falando sobre uma garota, que esteve a sua procurar também naquela mesma cafeteria, no mesmo dia. E por um momento se deixou sorrir bobo.
Agora por fim sabia exatamente, de quem a ela se referia naquele dia. Quem era a moça que lhe esperou tão ansiosamente na cafeteria, naquele dia; era Hermione. Sua Hermione Granger
— Era Hermione, naquele dia, não era? – perguntou, se sentindo um pouco mais forte, a olhando nos olhos.
Lary parou os curativos, devolvendo o olhar sorrindo. Sorriso, que afirmava que era Hermione, que esteve lá, naquele dia.
— Como está se sentindo, Draco? – perguntou suavemente, voltando a fazer os curativos no punho do loiro enfaixando sua mão direita machucada, cheia de cortes, que mostravam que ele tentará fugir várias vezes do cativeiro que Astória o levou.
— Sinceramente? Não sei, ainda estou confuso com tudo isso. E com o que Astória fez. Isso é uma loucura total – o loiro lamentou, sem acreditar no que a corvina fez por 20 longos dias.
— Algumas pessoas escondem bem sua personalidade – ela esclareceu tristemente, o olhando – Mais temo que a as atitudes de Astória, foram consequências sofridas na linha do tempo – explicou, ciente de que ele sabia sobre a viagem no tempo de Hermione para o futuro.
— Sim, eu também penso assim – concordou com a teoria dada por aquela garota tão cheia de segredos, mas que o livrou de Astória. Agora, finalmente poderia voltar para Hogwarts. Voltar para Hermione.
— Ela sente muito sua falta – comentou, percebendo que o loiro estava com o pensamento longe, provavelmente pensando em uma certa grifinória.
— Quem é você exatamente? – ele perguntou, se ajeitando na cama, ainda se sentido fraco.
— Vou lhe contar tudo Draco. Mas antes preciso que entenda, que tudo precisa ser mantido em segredo, pelo bem do seu futuro ao lado de Hermione – explicou, fazendo o loiro afirmar com a cabeça, aceitando os termos.
E então, Lary lhe contou sobre a briga do casal no futuro, sobre as palavras proferidas por Hermione, naquela fadada noite. A noite que mudou tudo, simplesmente tudo. Ele estava ciente, de que Hermione Granger, era uma bruxa poderosa, mas de alguma forma, trazer ela própria com 17 anos para o futuro, era demais.
Descreveu com detalhes, sobre a estadia dela, no futuro. Da determinação dele próprio no futuro para reconquistar a esposa e por fim, conseguindo ter sua sabe-tudo, mais uma vez, ainda que na fase adolescente.
— Então, como ela acordou um dia depois do suposto encontro de vocês, no passado, a linha do tempo que escrevia a história de vocês, foi apagada. Rompida, quebrada – Lary revelou algo, que não contou a própria Hermione, quando foi procura-la.
O loiro prendeu a respiração, diante da revelação. Por um triz, ele e Hermione, não ficaram juntos. Por um triz, ambos estariam separados para todo sempre. Se odiando ou melhor, se esquivando do sentimento, que no fundo, lá no fundo, era o mais puro e profundo amor.
E ele provavelmente agora estaria casado com alguém, sem ama-la, para satisfazer os desejos dos seus pais. E sem se importar chorou, agradecendo por aquela grifinória ter lutando por ele, mesmo o próprio a rejeitando tantas e tantas vezes.
(...)
— Você disse que ela tinha que ficar longe de mim, por um ano inteiro, certo? – ele a questionou, enquanto se aproximava da cozinha, a encontrando, com poções para serem ingeridas por ele.
Lary sorriu por um momento, sabendo que uma hora, o sonserino a questionaria.
— Sim, mas Hermione não conseguiu ficar longe de você. E convenhamos, você não facilitou os planos dela, Draco – finalizou, piscando, ciente de que o loiro não deixou a morena se afastar de maneira alguma.
O sonserino sorriu, relembrando essa época. O período em que ela tentou se afastar, no entanto, ele não deu chance a mesma, disso acontecer.
— Quando vou poder voltar para Hogwarts? – perguntou, depois de alguns minutos em silêncio.
— Quando você se curar das feridas e ganhar um pouco de peso – a mesma explicou, ciente de que Hermione piraria se visse o namorado neste estado deplorável. E aceitando a decisão dela, o loiro esperou pacientemente seu retorno para Hogwarts.
(...)
Hermione, as garotas e os garotos retornaram profundamente desolados para Hogwarts, por fim conseguiram localizar o esconderijo de Astória, contudo quando chegaram ao local, encontraram o lugar vazio, sem nenhum sinal do sonserino.
Pressionaram Greengrass, porém, a mesma afirmou que a última vez que viu o herdeiro dos Malfoys, ele estava ali, no esconderijo. E depois de chamarem as autoridades, todos cogitaram um sequestro de verdade.
Lucius e Narcisa exigiram uma resposta, o mais rápido possível, enquanto Hermione observava toda a situação, lutando contra as lágrimas, se sentido ainda mais culpada, pelo o que acontecia com seu namorado.
— Não foi sua culpa – Thedore afirmou se aproximando, da mesma, segurando nos ombros da grifinória, tentando conforta-la, de alguma maneira.
— Eu não disse nada – Granger afirmou, tentando ser forte, dar uma de durona, mesmo estando destruída por dentro.
— E nem precisa, Hermione. Sua expressão facial já diz por si só – completou – Você escondeu muitas coisas, mas fez isso por medo da reação do Draco, quando descobrisse tudo – esclareceu, tentando tirar um pouco do peso, que a mesma segurou por tanto tempo sozinha.
— E quem garante, que ele não está me odiando neste momento? – perguntou, limpando as lágrimas com violência do rosto.
— Eu tenho plena certeza que ele não está com raiva de você – afirmou – provavelmente ficou no começo, mas não está mais – completou, beijando a testa da mesma, a deixando sozinha em seguida, com seus pensamentos.
E olhando para o céu, Granger pediu que Theodore estivesse certo sobre a raiva de Draco, sobre o segredo, que ela teve que ocultar. Mas alguns dias se passaram e com isso, Hermione sofria mais.
E caminhando pelo jardim de Hogwarts agasalhada, tentava se manter forte por todos seus amigos, seus pais, pelos pais do namorado, que se aproximaram com o passar dos dias e principalmente por ele.
Olhava para o céu da tarde, onde caia neve, quando escutou passos, se aproximando. Gemeu frustrada. Os meninos, não a deixavam sozinha por muito tempo e irritada, se virou, pronta para expulsar, Harry, Theodore ou Blásio.
— Eu quero ficar sozinha, por Merlin... – se virou e paralisou diante da visão na sua frente. Há alguns metros, lá estava Draco, com uma barba rala sobre a face, com profundas olheiras, com um sobretudo preto e com um cachecol sobre o pescoço, a olhando profundamente, com os olhos embaçados de emoções.
— Draco – murmurou o nome dele, baixando, enquanto tudo se paralisava ao seu redor.
— Hermione – e depois de longos 25 dias, Granger o ouviu dizer seu nome carregado de uma emoção profunda. E ela fechou os olhos, saboreando seu nome, sendo pronunciando por ele.
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