“O Futuro” - Dramione
45 Parte 2 - trigésimo primeiro - capítulo - O Futuro Desejado" - Capitulo final!
Notas iniciais
Ambos se olhavam fascinados, totalmente apaixonados e simplesmente rendidos, como sempre estiveram desde a primeira vez que se viram em Hogwarts, há alguns anos atrás. Agora, se olhando, depois de longos 25 dias, que mais pareciam anos.
Tanto a grifinória, quanto o sonserino, perceberam que um era o reflexo do outro, de alguma forma. Contudo, suas casas em Hogwarts, o orgulho dela e infelizmente o preconceito que ele foi ensinado a apresentar, diante de qualquer bruxo ou bruxa, de família trouxa, os separou por muitos anos.
E a separação continuaria, se o passado não fosse de alguma forma para o futuro. E então, finalmente a vaidade, o orgulho daquela grifinória veio por terra, quando viu seu futuro ao lado, do único homem, que tinha certeza que jamais se envolveria.
Em silêncio, Draco a observou cair de joelhos na neve, enquanto ainda o olhava nos olhos. E perdido naqueles olhos castanhos, o loiro viu o medo e ao mesmo tempo alívio por ele estar bem, de alguma forma. Ela sabia que ele já estava ciente da viagem no futuro. E temia profundamente sua reação, quando estivesse em frente a ela.
E jurando nunca mais faze-la chorar e sofrer por sua causa, como fez por muitos anos, o loiro correu ao seu encontro, caindo de joelhos também, a abraçando com força. A neve, os cobrindo. Mas nada importava. Eles podiam congelar ali fora, não se importavam. Estavam nos braços um do outro, por fim sem segredos.
Hermione o abraçava forte, enquanto ouvia o coração do namorado golpear forte em seu peito e também sentia o cheiro dele, a acalmando. Já Draco, cheirava os cabelos castanhos com cheiro de morango da namorada, suspirando forte no processo.
— Eu sentir tanto sua falta, Hermione – ele murmurou rouco, se sentindo em casa, finalmente.
— Eu também. Fiquei tão preocupada com você, amor – o chamou carinhosamente, enquanto erguia os olhos e se perdia na imensidão cinza, que eram os olhos de Draco Lucius Malfoy.
E com as testas coladas, ambos entrelaçaram suas mãos, as apertando forte, como se dissessem. Eu estou aqui. Não vou te deixar nunca mais. Os lábios se tocavam brevemente, apenas apreciando a sensação de estarem juntos, de novo.
Ela movia sua mão direta pela nuca dele, matando a saudade do cabelo incrivelmente sedoso do namorado, enquanto o loiro apenas a mantinha próxima e com os olhos fechados, aproveitava os carinhos daquela grifinória que um dia, chamará de esposa.
E que toda sociedade bruxa e trouxa conhecerá, como senhora Malfoy. Se deixou sorrir bobo, esperando ansiosamente por esse momento. O dia em que dividirá uma casa e um compromisso duradouro, por toda uma vida, com Hermione Granger.
— O que foi? – ela perguntou, o vendo sorrir tão lindamente. Como sentiu falta, desse sorriso, que ele só mostrava a ela.
— Nada – disse antes de puxa-la, a beijando, a devorando lentamente. Em um beijo lento, apaixonante e sedutor demais.
As bocas se movimentavam com destreza, com urgência, enquanto ambos se apertavam, um contra o outro, presos um no abraço do outro. E em meio ao beijo, Hermione puxou o lábio inferior do loiro, o fazendo arfar e gemer quando ela voltou a colar sua boca na dele, explorando sua boca com a língua, com gosto de morango.
Quando se separaram, as bocas estavam vermelhas por conta do beijo e colando novamente suas testas, ambos permaneceram de olhos fechados, e movendo suas mãos pelo rosto do namorado, Hermione se deixou chorar livremente, sem vergonha e carinhosamente, Draco beijava as bochechas dela, por onde escorria as lágrimas.
Lágrimas, que ele conseguia agora compreender o porquê, finalmente. O futuro de ambos ainda estava salvo. E algum momento, ambos perceberam a presença de outras pessoas e se virando, Draco se deparou com Blásio, Theodore, Potter, Luna, Ginny e para sua absoluta surpresa e choque, seus pais.
Narcisa foi a primeira a quebrar o silêncio, correndo para abraçar o filho. Abraço que o loiro aceitou, apesar do choque de ver seus pais ali. Sua mãe o abraçava, o beijava, o analisava, chorava e lhe pedia perdão ao mesmo tempo, dizendo o quanto o amava e o quanto se arrependia das suas palavras, no último encontro. E aos poucos, foi compreendendo o que estava acontecendo ali.
Seus pais, finalmente aceitaram e aprovavam, seu relacionamento com Hermione. E olhando para seu pai, viu no olhar tão igual ao seu, um pedido silencioso de desculpas e a aprovação do namoro com uma nascida trouxa. E juntos, todos adentraram no castelo.
Depois de muita insistência de Hermione e de sua mãe, que aliás se tratavam pelo nome, de forma carinhosa e respeitosa, ele aceitou se alimentar, apenas para agrada-las, afinal não estava com fome. Tinha comido algo, quando esteve no beco diagonal, onde foi comprar algo muito importante.
Colocou a mão sobre o sobretudo que guardava seu segredo, sentido a caixa e sorriu, enquanto observava sua mãe e sua namorada, conversando enquanto lhe forçavam a comer mais um pouco.
Depois de todos saíram do salão dos monitores, Draco seguiu para o banheiro, onde tomou um banho relaxante e parou em frente ao espelho, onde começou a fazer sua barba. Quando olhou no reflexo do espelho, se deparou com a namorada, escorada na porta, o olhando profundamente, com os olhos castanhos brilhando intensamente.
E sorrindo se aproximou, o abraçando pelas costas, passando os braços pequenos pela cintura do mesmo, enterrando a cabeça nas costas do namorado, enquanto se embriagava no cheiro que vinha do mesmo, puxando o ar com muita força.
Alguns minutos tinham se passado e ambos continuavam abraçados, nesta mesma posição, apenas sentido a presença um do outro. E segurando a mão da namorada, Draco a guiou para a cama, onde juntos, se deitaram e se olhando, continuaram calados.
Quando Hermione tentou se pronunciar. O loiro a calou, pressionando seus lábios nos dela, murmurando.
— Está tudo bem – ele afirmou, ciente sobre o que Hermione gostaria de falar ou se desculpar, mas o loiro a calou, a beijando na boca.
— Draco nós dois temos, que conversar... – tentou mais uma vez, contudo o loiro a silenciou mais uma vez.
— Por essa noite, eu só quero dormir abraçado a você, Hermione – murmurou, a abraçando com força — E nunca mais te soltar – finalizou e enterrando a cabeça no pescoço do namorado, a grifinória, o abraçou com força também e fechando os olhos adormeceu, sossegada finalmente, ao lado do homem, que amava e que sonhava construir um futuro.
Naquela noite, juntos finalmente, ambos compartilharam o mesmo sonho. Tanto ela, quanto ele, estavam há alguns metros de distância, observando, um jovem casal, de mãos dadas, um menino loirinho, de aproximadamente um ano, enquanto dava seus primeiros passos lentos, segurando ambas as mãos, ciente de que os pais, não o deixara cair nunca.
E olhando para trás por um momento, o jovem casal sorriu para Hermione e para Draco, cada um em seu sonho, ação que fez o loiro e a morena ofegar e o coração disparar.
Ali estava a prova. Sua família estava segura e garantida no futuro, de alguma maneira. Em meio ao sono, Hermione chorou e Malfoy sorriu. Suspirando forte, ambos finalmente cairiam na escuridão, do sono.
(...)
Hermione sentiu o vazio da cama e abrindo os olhos, procurou o loiro, contudo, não o encontrou e o desespero lhe abateu e quando estava prestes a se levantar desesperada, a voz rouca do mesmo lhe chamou e se virando na direção oposta, encontrou Draco, a olhando profundamente e abaixando o olhar, notou algo pequeno e brilhante nas mãos do loiro, que tremia levemente.
— Draco – a sua voz saiu como um sussurro, enquanto engolia em seco, ao mesmo tempo, que seu coração batia de forma frenética em seu peito.
— Eu amo você, Hermione – ele começou, segurando a mão delicada da morena, que também tremia — Apesar de estar ciente de que não mereço dividir uma vida com você, eu sou egoísta demais para deixar você ir, amor – explicou, sem tirar os olhos dos castanhos, que o olhavam com tanto amor – Hermione Granger, você aceita casar com esse homem diante de você, cheio de defeitos, mas que aprendeu a amar profundamente por sua causa? – perguntou por fim, engolindo em seco, temendo a rejeição.
Granger o olhou, com lágrimas escorrendo por seus olhos, enquanto o beijava na boca, gesto que foi rapidamente retribuindo.
— Sim, eu aceito me casar com você, Draco – murmurou, em meio ao beijo e sorriu, quando o loiro a ergueu nos braços e rodopiou eles, com ambos rindo.
Os dois estavam extasiados de amor e felicidade. Tudo que viveram, se encaminhou para estarem ali, naquele quarto, desarmados, apaixonados e rendidos, um ao outro. O loiro parou e a olhou nos olhos, ainda com ela nos braços.
— Você sabe que nunca, nunca vou deixar você partir, não é? – o sonserino falou – Você é minha, Hermione. Minha mulher, meu amor, minha vida – finalizou, colocando sua testa na da morena, que o abraçou com força, de novo.
— E você é meu, Draco – disse firme, sussurrando no ouvido dele – Meu marido, meu amor e meu futuro mais esperado – completou o beijando na boca e em silêncio, o puxou para cama.
— Sua feiticeira! Eu deveria ter fugindo de você na primeira vez, que tentou se aproximar de mim – brincou, enquanto observava a namorada e sua futura esposa tirar a camisola.
Hermione sorriu perversamente, enquanto o calava, com a boca, o fazendo suspirar forte, sentido seu corpo ser despertando pelo desejo que só aquela grifinória conseguia despertar em si. E o mesmo acontecia com a jovem bruxa.
Dentro dela, o desejo estava crescendo, levando um certo torpor nas pernas e no ventre, quando percebeu que ele a desejava também. A bruxa e bruxo se despiam, pensando enquanto o futuro se mostrava promissor e traria para ambos, uma felicidade completa.
— Você está procurando encrenca – o homem comentou, perto do ouvido dela, enquanto as unhas da morena, o arranhavam nas costas.
Granger sorriu. Era excitante flertar assim. Agora, os olhos castanhos soltavam faíscas ardentes, tão devastadoras como as carícias que ele fazia com a boca em seu pescoço.
Hermione escutava os próprios gemidos, sentia a onda de desejo avançando mais, cada vez mais. Suas mãos sobre o corpo dele foram ficando mais ousadas. As carícias do sonserino, agora a atormentavam, pois ansiava pela posse viril e total, dominando-a, afinal.
— Diga que me ama — pediu ele, olhando-a febrilmente, os lábios quase colados aos dela.
— Eu te amo, amo com todas as minhas forças. Amor. Por favor... – pediu, sentido que iria explodir a qualquer momento.
— E que me quer — insistia ele, o olhar cheio de dúvida, tão tenso que ela teve medo.
— Você sabe... – a mesma disse, o olhando nos olhos.
— Diga! – o loiro exigiu firme, contemplando a pele suada, o cheiro que vinha da namorada e se perdendo nos olhos castanhos, que o guiavam. Ainda era inacreditável para ele ter Hermione Granger ao seu lado, depois de tudo que aconteceu na vidas de ambos, mas ali estava ela, o aceitando em seus braços por toda a vida.
— Quero você! — falou completamente dominada pelo incrível magnetismo dele. Abraçou-o e puxou-o para ela. — Eu te amo tanto, que poderia morrer por você.
Então, a respiração dele tornou-se mais pesada, enquanto, murmurava loucas palavras de amor e paixão, coisas que ela nunca, sonhara ouvir, até que afinal seus corpos famintos chegaram a explosão do êxtase tão intensamente que ficaram exaustos, nos braços um do outro.
(...)
— Será que seremos sempre assim felizes? – a sabe-tudo perguntou, se virando para olhar nos olhos dele.
— Isso é só o começo, Granger. Você me fez passar por maus pedaços, minha adorada e geniosa sabe-tudo. Se eu fosse menos forte, teria desistido de tudo há meses – comentou brincando, lhe mordendo a orelha.
Os braços dela se apertaram em torno dos ombros dele e beijou-lhe o pescoço, apaixonadamente.
— Mesmo...? – perguntou, temendo que ele realmente tivesse desistindo do futuro de ambos, na época que esteve nas garras de Astória, passando por momentos bem difíceis, por causa do segredo, que ela lhe escondeu.
— Não — respondeu Draco sorrindo, enquanto ela o provocava com a ponta da língua. — Não desistiria nunca. Preciso de você para ser feliz – confessou, a beijando no rosto demoradamente.
Entregues à sua louca paixão, eles se beijaram. Granger sentia-se cada vez mais envolvida pela magia das carícias dele.
Mas a maior alegria era a de saber que ele a amava e lhe perdoava pelo segredo guardado. Um amor tão duramente conquistado.
A felicidade desse jovem casal, estaria baseada num misto de respeito, afeição e desejo, e na completa entrega um ao outro. Um era o futuro do outro, e isso lhe bastavam no momento.
Cada passo a partir de agora, seria compartilhado juntos. Estavam ansiosos para ver Anthony, decorar a casa, escolher os móveis, viverem juntos, mas no momento a única prioridade era serem felizes, unidos, de mãos dadas. Um casal perfeito, cheios de defeitos, aliança no dedo, sem medo de errar!
Imagina?
Se o nosso filho for a sua cara
Tiver os meus olhos e o seu nariz
Se a nossa filha tiver seu sorriso
Ah meu Deus, eu vou ser tão feliz
Nas férias de janeiro, ir à uma praia
Na de julho irmos a outro país
A gente vai pulando qualquer coisa chata
Percebeu, a gente vai ser tão feliz!
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