“O Futuro” - Dramione
17 " - Parte 2 - Quarto capítulo - Sensações "
Notas iniciais
Draco Malfoy e Hermione Granger não se encontravam desde o ocorrido no trem e por mais que suas rotinas fossem totalmente diferentes e ambos quase não conseguissem se ver, um não conseguia tirar o outro da cabeça.
Era algo já habitual para a grifinória, porém algo bom e totalmente novo e repentino para Draco e por mais que ele tentasse esquece-la, Hermione sempre estava lá, no fundo da sua mente, o perturbando.
Os dias se seguiam normalmente e depois do fim das aulas, o loiro seguia pelo jardim ao encontro da atual diretora, onde ela apresentaria o dormitório que ele dividiria com o outro monitor. Contemplou o céu nublado e apressou os passos quando uma chuva intensa começou a cair do céu, começando a molha-lo rapidamente.
Com a vassoura em uma mão e ainda usando seu traje de Quadribol, virou o corredor e rapidamente reconheceu Minerva e um pouco mais atrás da mesma, aquela que não conseguia tirar da cabeça, desde o momento que abria os olhos.
Suavizou os seus passos e analisou com mais atenção sua ex-inimiga, percebendo que ela parecia um pouco assustada com a tempestade que começava a se tornar mais intensa com o passar dos minutos que se passavam.
Sorriu de lado, imaginando o quanto tal situação era irônica, afinal essa mesma garota foi capaz de lutar bravamente contra vários comensais da morte, e se encontrava nesse momento, assustada com os relâmpagos e os estrondosos sons que o céu fazia.
Quando se aproximou, notou que ela soltou um suspiro forte, como se sua presença a acalma-se e depois de cumprimentar as duas, Minerva os conduziu para dentro do dormitório, enquanto dizia algumas regras, a senha para adentrar no dormitório e os explicava das suas funções principias e os benefícios também.
E depois da saída da diretora, ambos permaneceram em silêncio, enquanto a luz dos relâmpagos iluminavam os dois, por conta da gigantesca vidraça da sala.
Draco a observava atentamente, enquanto ela lutava contra a vontade e a necessidade de pular nos braços dele, a fazendo esquecer totalmente da tempestade.
O loiro segurou o sorriso, quando ela deu um pulo por conta do relâmpago, quebrando o silêncio.
— Calma Granger – disse, a olhando de uma maneira engraçada. Era muito engraçado e surreal ver a mesma garota que lhe deu um soco no terceiro ano e que era tão corajosa, com medo de uma simples tempestade.
— Eu estou calma, Malfoy! – respondeu rapidamente, o olhando, se sentido mais calma enquanto tinha os olhos dele sobre si – Só não gosto muito de relâmpagos – confessou – E você não tem medo? – perguntou por fim, se sentado na poltrona, próximo a lareira, aproveitando o momento para começar a se aproximar de Draco.
— Meus temores são outros, acredite. São outros, muitos piores que uma simples tempestade – ele respondeu, engolindo em seco, olhando para o céu nublado – Vou tomar um banho, trocar de roupa – confessou com sinceridade começado a seguir em direção as escadas – Humm, você vai ficar bem aqui, sozinha? – perguntou de repente, se voltando para ela, a olhando um tanto curioso e com certa preocupação.
Hermione sorriu lindamente para o loiro, agradecida pela preocupação do mesmo. E pela primeira vez, Draco viu o belo sorriso que a mesma tinha.
— Vou ficar bem, não se preocupe – afirmou, ainda sorrindo – Humm, podemos nos tratar pelo primeiro nome? A partir de agora? – indagou, o observando atentamente e notou no rosto dele, a surpresa por tal pedido.
— Podemos ver isso com o tempo, Granger – disse por fim, subindo as escadas que o levaria para o banheiro do dormitório.
“Eu não estou no meu normal por Merlin! – dizia em pensamento enquanto seguia para o banheiro, trancando a porta com um estrondo e encostado as costas na porta, e mantendo os olhos fechados, se perguntava o que aquela garota estava fazendo consigo.
Por mais que quisesse permanece no banheiro, debaixo do chuveiro, tentando clarear sua mente, uma parte de si, rugia querendo se assegurar que Hermione estava bem, afinal ainda chovia muito e os trovões se tornavam ainda mais intensos.
E tomado pelo impulso, desligou o chuveiro, colocou sua habitual calça de dormir e saiu do banheiro, passando a camisa branca por sua cabeça, não olhando para a frente. E foi nesse momento que sentiu seu corpo se colidir contra outro, um pouco menor e um pouco mais quente que o seu.
Quando finalmente a camisa passou por sua cabeça, abaixou os olhos e se deparou com os habituas olhos castanhos, o olhando profundamente em uma aproximação absurda.
— Me-me desculpe, Malfoy! – pediu desculpas gaguejando, e involuntariamente seus dedos tocaram o abdômen e o peito, um pouco musculosos do mesmo, enquanto ainda o olhava, esquecendo completamente dos trovões no céu.
Draco sentia sua pele esquentar ligeiramente, onde os dedos delicados dela tocavam. Ele se via hipnotizado pelos belos olhos castanhos, ao mesmo tempo em que sentia o sangue percorrer mais rápido por suas veias, acelerando seus batimentos cardíacos consideravelmente.
Nunca sentiu isso antes e um tanto assustado com a vontade repentina de beija-la, ao olhar para os lábios pequenos e convidativos da mesa, se afastou bruscamente, se encostado na porta do próprio quarto, enquanto Hermione também se encostava à porta do próprio quarto e um tanto ofegantes com os corações acelerados, ambos se observavam em total silêncio.
As gargantas estavam secas, os corações acelerados e com os corpos desejando por mais alguma aproximação, entretanto, tanto ela quanto ele se viam confusos e perturbados com as sensações novas que experimentavam.
Quando lhe vejo, tudo para!
Não tenho certeza de quando isso começou
Um dia você se aproximou de mim, como um sonho
Meus sentimentos ficaram abalados
Eu senti que era o destino!
E em silêncio, ambos viraram as costas e entraram em seus quartos, se jogando nas suas camas, tentando entender o que estava acontecendo. E por mais que Hermione entende-se e quisesse que isso acontecesse o mais rápido possível, viver e sentir na pele, tais sensações era assustadoramente muito melhor, sem sombras de dúvidas.
Em meio a tudo que estava acontecendo, ela sorriu. O teria outra vez!
Durante os outros dias, ambos evitavam ao máximo qualquer encontro casual, porém, era algo impossível de se fazer, afinal ambos dividiam o mesmo dormitório e querendo ou não, se encontravam nos horários das aulas e nos encontros semanais que ocorriam entre os monitores chefes e os demais monitores.
— Por que diabos, você olhar tanto para a mesa da Grifinória, Draco? – Theodore perguntou finalmente.
Fazia alguns dias que sentia o amigo diferente e muito perturbado. E quando o nome de Hermione Granger era mencionado, o loiro sempre estava em alerta, ao mesmo tempo com o corpo rígido, como se almejasse negar algo urgentemente.
Draco suspirou forte.
— Só observando, Theodore – disse simplesmente, dando os ombros, se voltando para a comida, ciente do olhar do amigo.
Fechou os olhos por um momento, recordando do calor da pele da jovem bruxa, do cheiro bom que vinha dela e da sensação dos dedos pequenos e macios da mesma, sobre seu próprio corpo, o fazendo estremecer, como nenhuma garota foi capaz de fazer antes.
Aquela garota estava, o enlouquecendo. O fazendo perder a cabeça e quando a viu saindo da mesa da grifinória, ele sabia precisamente para aonde ela iria. Ele queria respostas e só ela, o daria.
Afinal, desde o encontro com ela, à mesma praticamente não saia dá sua cabeça, o fazendo perder o autocontrole das suas ações, vontades e pensamentos.
Draco Malfoy iria descobrir que tipo de feitiço Hermione Granger, usou em si. Ah, ele iria descobrir!
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