“O Futuro” - Dramione

29 " - Parte 2 - Decimo quinto capítulo - Os dois lados, de uma mesma moeda "


Notas iniciais
Olha só, quem regressou, pessoal! Mil desculpas pela demora gente. Mas eu tive um problema no meu computador e a internet não queria pegar de jeito nenhum, eu quase fiquei louca por causa disso. Já tinha o capítulo pronto e não podia postar. E postar pelo celular, estava fora de cogitação. Contudo, finalmente conseguir concerta o erro e estou de volta. Finalmente! Esse capitulo está recheado de coisas boas, mudanças boas e situações engraçadas. E nos próximos capítulos, mudanças que serão um grande teste para nosso casal e também as primeiras consequências negativas com a viagem de Hermione ao futuro. Acho que é só isso, por enquanto, minhas lindas e meus lindos. Boa leitura e até o mais rápido possível. Ahh, domingo é meu aniversário; completando 22 aninhos, palmas para mim. Beijo.

Após muita insistência do namorado, Hermione finalmente aceitou que ele procura-se um detetive particular e que também pagasse pelos honorários do mesmo. Contudo, ela o fez prometer que assim que tivesse a quantia gasta, Draco aceitaria a devolução do dinheiro e ciente de que ela não aceitaria se não fosse assim, o sonserino fingiu aceitar as condições impostas pela namorada.

Ao retornarem para Hogwarts, os olhares da maioria dos alunos eram cheios de malicia, contudo o casal não deu a mínima atenção, pôs no momento, tinham preocupações maiores que o falatório desse bando de alunos desocupados e fofoqueiros.

Ansiosos com os N.I.E.M’s, a indecisão de Draco sobre qual profissão escolher ao final do ano letivo, e mesmo a grifinória ciente de que o namorado escolheria ao final, Hermione preferiu deixar o loiro tomar suas próprias decisões e ainda tinha a procura de um bom detetive, para encontrar o mais rápido possível os pais da mesma.

O domingo antes de retornarem para Hogwarts, o jovem casal tirou o restante do dia para dividir as áreas no mapa da Austrália, nas regiões que os progenitores da namorada poderiam ter fixado sua residência atual. E depois da divisão, era visto que era possível que os pais de Hermione estivessem em 3 áreas do país.

Eles poderiam estar em Sidney; por causa da profissão e o movimento intenso da cidade, algo que seria bom por causa da posição profissional que tinham.

Melbourne; por causa do seu estilo europeu, com edifícios e construções históricas. A cultura que também é muito valorizada e também por causa dos grandes parques, recheados de árvores e espaços verdes, que traziam tranquilidade e além disso, seus museus.

E por último; Perth, a cidade com um clima tropical, e a melhor relação custo-benefício para qualquer estrangeiro, que quer se fixar no país, até ter uma estrutura financeira melhor e procurar outra cidade.

E de fato, a segunda cidade, era sem sombras de dúvidas a melhor opção; segundo Hermione e o próprio Draco concordará com a intuição da namorada, afinal ela era a junção perfeita das qualidades e dos defeitos dos seus pais.

E depois de dividirem a área local que ambos estavam, o namorado entrou em contato com alguns detetives, no entanto, até o momento não conseguiu nenhuma resposta.

Granger assegurou que nenhum detetive sangue-puro iria tentar localizar qualquer casal nascido trouxa, porém, o sonserino não perdeu as esperanças; continuou tentando contratar um bom investigador, que se interessasse pelo caso em especial.

(...)

Hermione estava deitada no sofá, buscando por informações sobre a profissão que iria seguir, afinal conseguirá concretizar seu sonho de se tornar chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia, cargo que sempre desejou, desde dos seus 15 anos.

A porta foi aberta e passos denunciavam a aproximação de alguém e ciente de quem era, tirou o livro do rosto, se deparando com o namorado todo suado, usando seu uniforme da Quadribol da Sonserina, com uma vassoura na mão direita e os cabelos grudados na testa. Fez uma careta de reprovação.

— Você estava jogando ou brigando? – perguntou por fim com ironia. O loiro apenas revirou os olhos, com um sorriso travesso nos lábios.

— Não deveria me provocar, Granger – avisou a namorada, dando um passo para frente, ficando a mais um passo, próximo da mesma.

A grifinória levantou a sobrancelha em questionamento e rapidamente usou a lógica, interpretando as palavras do namorado e o passo dado por ele em sua direção.

— Eu acabei de tomar banho, Draco. Não se atreva – alertou o olhando fixamente e autoritária – Eu estou avisando, Malfoy – o alertou mais uma vez, quando ele apenas sorriu e deu mais um passo.

— Acho que vou arriscar – comentou a olhando, desafiadamente. Adorava vê-la assim, toda autoritária e mandona.

— Malfoy – tentou mais uma vez, agora colocando a mão na varinha, que estava do seu lado, fazendo o loiro olhar o artefato mágico, com cautela.

Ele sabia que ela seria capaz de usar a varinha, se tentasse mais alguma aproximação. E rendido, á contra gosto recuou. Fazendo Hermione sorrir orgulhosa. Granger adorava desarma-lo, sempre que tinha tal poder e autoridade para isso. Contudo, o sorriso que ela trazia consigo, morreu em seus lábios, quando a camisa do uniforme da sonserina, grudou na sua cara.

— Draco – gritou irada, tirando a camisa suja e suada do rosto e em troca, só escutou a gargalhada do namorado, antes dele tranca-se no banheiro. Fugindo do ataque, que ele saberia que viria.

Correu para cozinha, lavando o rosto, enquanto pensava em mil maneiras de mata-lo e ao retornar voltou-se para seus pergaminhos, porém agora em alerta, diante de qualquer aproximação sorrateira de uma certa serpente ardilosa.

A porta foi aberta e em silêncio, notou o loiro sair do banheiro, com apenas uma toalha enrolada na cintura, a olhando com malicia no olhar. Hermione sentiu as bochechas ficarem vermelhas, em questão de segundos. Malfoy só riu do embaraço da namorada.

— Se fosse outra garota, ela tentaria me agarrar – brincou cruzando os braços com diversão, a olhando.

— Outra garota não, Malfoy. Parkinson, as irmãs Greengrass – falou com ironia, não gostado nada do comentário feito pelo namorado – Porque esse comentário de repente? Está sentido falta das garras delas, em você? – perguntou fechando o livro com força, o olhando irritada.

Malfoy abriu a boca, chocado. Humm, ela estava com ciúmes de um simples comentário? Fora apenas uma brincadeira, mas a grifinória levou muito a sério. E por conta disso, o olhava com certa fúria no olhar.

— Humm, claro que não! – contestou depois de algum tempo, ainda surpreso com a atitude inesperada vinda dela – Prefiro suas mãos pequenas e macias em cima de mim – acrescentou e com passos rápidos, se retirou da sala, indo para o quarto, para trocar de roupa.

Enquanto trocava de roupa, fazia caretas, recordado a situação de alguns minutos atrás. Se sentou na cama, ainda confuso, quando foi surpreendido por uma coruja branca, na janela, que trazia uma carta, presa no bico. Deixou o animal entrar no quarto e depois de lhe dar um petisco, abriu a carta, e abriu um sorriso, enquanto lia o conteúdo do envelope.

— As coisas começam a dar certo, finalmente – comentou, sorrindo ainda mais e saindo do quarto, foi a encontro da namorada, que ele sabia que ainda estava na sala, estudando como sempre. Ela era para sempre, uma sabe-tudo.

(...)

— Eu realmente gosto de pega-lo de surpresa! – comentou para si mesma, enquanto voltava a atenção para seu livro.

A situação a alguns minutos atrás, fora somente uma performance, porém se saiu muito melhor do que tinha planejado. Quando ouviu passos vindo das escadas, voltou a fingir estar brava e em silêncio, observou Draco deitar-se por cima de si, a olhando profundamente. Hermione sentia que estava cedendo a ele.

— Ainda está brava e com ciúmes? – perguntou sorrindo, a olhando.

— Não estou com ciúmes – garantiu, mesmo estando por dentro morta de ciúmes – Você também não ria gostar se eu falasse de Ron e muito menos, de como ele me tocava – adicionou, o observando, fechar os olhos com força total, fazendo uma careta de desgosto, provavelmente imaginando a cena, bem diante dos seus olhos. E pela cara do loiro, a cena era horrível.

— De fato não é nada agradável – admitiu rouco, tentando conter a raiva, antes de dar a ela, um olhar de desculpa e culpa – Mas eu tenho duas boas notícias. Qual quer ouvir primeiro? A primeira ou a segunda? – perguntou sorrindo, beijando, um pouco acima do abdômen da grifinória, que fechou os olhos e levava sua mão involuntariamente aos cabelos dele, os puxando com um pouco de força.

— A primeira – pediu com a voz rouca, abrindo os olhos, o olhando intensamente.

— Hunmn, primeira boa notícia; eu sou seu. Inteiramente seu e isso não vai mudar – afirmou se aproximando mais, agora, beijando o pescoço da mesma, sentido o cheiro maravilhoso que vinha dela.

— Você está tentando me distrair, Draco – murmurou, se perdendo na sensação do corpo dele, colado ao seu, sentido o cheiro de sabonete e água que vinha do loiro.

— Um pouco – comentou sorrindo, antes de dar uma mordida no pescoço, a fazendo aperta-lo contra seu corpo. Hermione soltou um gemido fraco e tímido.

— E a segunda noticia – conseguiu perguntar, respirando fundo, tentando conter-se, antes que fosse tarde demais.

— Um detetive bruxo, que também é um nascido trouxa, aceitou o caso de procurar seus pais – relevou fazendo Hermione olha-lo profundamente.

— Isso é sério, Draco? – perguntou sem acreditar nas palavras proferidas pelo namorado.

— Sim, muito sério – afirmou, se sentando e a sentando também, antes de entregar a ela, a carta do detive Jonh Killis.

“Cara, Sr.Malfoy

Depois de ler sua carta e entender a situação da senhorita Granger, informo que terei um imenso prazer em ajuda-los a localiza-los seus pais na Austrália. E o mínimo que posso fazer por uma colaboradora tão importante no fim da guerra Bruxa, como Hermione Granger.

E tenho que lhe dizer, jovem Malfoy, eu estou verdadeiramente feliz por ver que o senhor traz mudanças, consigo. Sei um pouco da sua história e da sua educação. E um grande privilégio ver mudanças vindo de alguém, como o senhor. Torço para que o mundo bruxo também se modifique, conforme o senhor tem feito, meu rapaz.

Espero que possamos nos encontrar o mais rápido possível e trajamos juntos, uma rota, de onde eu posso começar meu trabalho de buscar por seus pais, Sra. Granger. Farei o meu melhor para localiza-los. Conte com minha total descrição no caso. Espero ansioso por seu retorno.

Jonh Killis”

Hermione saltou em Draco, o abraçando, o agradecendo por ele não ter desistido em momento algum e depois de marcar com o detetive em Hogsmeade, o sonserino passou a tarde inteira, recebendo os mimos da namorada. E bom, o loiro não tinha que reclamar dos beijos, dos abraços e dos carinhos que recebia.

Com a volta para Hogwarts, uma rotina foi estabelecida e por alguma razão, ambos não conseguiam dormir separados. Quando Draco não vinha deitar-se na cama com Hermione, a grifinória que ia se deitar na cama do loiro, e abraçados, ambos dormiam tranquilos e acordavam juntos, na maioria das vezes.

Quando o loiro acordava primeiro, ele costumava observa-la dormir ou quando ela acordava primeiro que o namorado, Hermione ficava o observando dormir tranquilamente e serenamente, com os braços ao redor do seu corpo, sempre a mantendo presa.

Apesar da rotina puxada, o casal sempre dava um jeito de estarem juntos e mesmo depois de um dia puxado e exaustivo, ambos ficavam na cama, conversando sobre o dia, um do outro, rindo e se beijando, ou trocando provações, afinal eles ainda eram; Draco Malfoy e Hermione Granger.

(...)

Em pleno sábado, Granger o abandonou para passar o dia com as amigas, que segundo elas começavam a reclamar da dedicação exclusiva que ela própria estava dando ao sonserino e contra gosto e muito menos sem escolha, o loiro acabou por permitindo que ela ficasse o dia inteiro ao lado das duas amigas, o deixando só, ou melhor dizendo, quase sozinho.

Theodore que também foi abandonado, se juntou a ele e ainda trouxe Blásio consigo, a tirar colo. Depois de algum tempo entediados, os três decidirem ir ao campo, que estava vazio, praticar um pouco de Quadribol. No caminho enquanto conversavam, avistaram Harry Potter, andando sozinho, pelos corredores.

— Já que a ruiva está com as garotas, ele dever estar sozinho também – Zabini, comentou, enquanto os três diminuam os passos, observando o eleito.

— Que continue sozinho – o loiro comentou a princípio – O que foi? – perguntou, notando o olhar estranho dos amigos.

— Bom, Draco. Ele é o melhor amigo da Hermione, então eu acho que vai ser meio impossível não conviver com ele, de agora em diante – Theodore explicou, ciente de algo, que o loiro tentava ignorar o máximo.

A ligação de amizade e de irmãos que a namorada e ó testa rachada, construíram e tinham, até em tão. Nas longas conversas que tinham, nas madrugadas, antes de caírem no sono, a grifinória sempre ressaltava o carinho, a amizade e o amor de irmão que sentia por Potter. Era uma forma da namorada deixar claro o amor de irmãos, que ambos sentiam um pelo outro.

E de alguma forma louca, ele sabia que essa era a forma de Hermione lhe dizer que de determinada forma, Potter era seu cunhado. E era infelizmente, alguém importante, que sempre faria parte da vida dela e da dele também, de agora em diante.

Pôs a partir do momento em que a pediu em namoro, Potter, Weasley, a família Weasley e muitos outros amigos, viriam no pacote por querer namorar; Hermione Granger. O sonserino fez uma careta, com a conclusão.

“Droga, onde eu fui me amarrar”— pensará. – Eu estou tentando ignorar isso – comentou, mesmo sem sair do lugar.

O loiro queria ir embora, deixando Potter para trás, mas não conseguia. Pós ele sabia, que mesmo que o ignorasse aqui e agora, outra hora, eles se encontrariam. Eles dois agora, por ironia do destino, tinham uma ponte que os ligaria para sempre; Hermione Granger.

— Porquê não o chama para jogar com a gente? – Theodore sugeriu, fazendo Blásio concordar com ele, e fazendo Draco olha-lo, como se o amigo tivesse falado um absurdo, sem tamanho.

Um Malfoy e um Potter, juntos? Impossível. Eles iriam se matar, isso sim.

— Vamos lá cara, 4 é melhor do que três, jogando – Zabini comentou – Deixa das suas frescuras, Malfoy – acrescentou, diante do olhar irritado do amigo.

— Não vou chamar ninguém – disse firme, voltando a andar, deixando o grifinório para trás.

Theodore e Blásio seguiram atrás, tentando fazê-lo mudar de ideia. Mas o sonserino tentava não prestar atenção nas palavras dos amigos. Além de se humilhar, corria o risco de escutar o sonoro não do Potter. Como escutou há alguns anos atrás, no primeiro ano, para ser mais especifico. Não se rebaixaria de novo, para aquele idiota, de testa rachada.

— Draco, Hermione não vai gostar de saber que você não está aceitando o melhor amigo, dela – Theodore comentou em tom de chantagem, fazendo o loiro parar de repente e olha-lo, totalmente chocado.

Nott estava fazendo uma ameaça clara e evidente.

— Você não se atreveria – rosnou, olhando o amigo, raivoso e espantado.

— Cara, é só uma tentativa de aproximação. Se ele não aceitar, pronto – Zabini comentou fazendo Nott concordar com o comentário – E além do mais, vai estar claro para Hermione, que é o Potter que não quer tentar viver em paz com você – acrescentou, ciente de que conseguiu mexer com o loiro.

— E além do mais, você e ele conversaram quando você estava na mesa da grifinória – explicou, relembrando do choque de todos no salão, observando Potter e Malfoy sem trocar insultos, ameaças ou varinhas, em cima um do outro.

— Okay – aceitou por fim – Vai lá chamar ele, Theo – sugeriu, aguardando o amigo se mover, contudo, o outro não saiu do seu lado – O que foi agora? – perguntou, começando a ficar irritado de novo.

— Você que é o namorado da melhor amiga dele, então é mais conveniente você ir chama-lo – esclareceu, sorrindo cinicamente.

— Sua namorada também é amiga, dele – revidou, contudo Theodore não deu atenção.

— Amiga, não melhor amiga – Blásio, deu efeito a palavra melhor, o olhando.

E depois de uma discussão de 5 minutos e quase algumas trocas de feitiços, entre ele e os outros dois, o sonserino regressava, xingando os amigos e as próximas gerações dos dois infelizes, enquanto retornava pelo percurso feito, avistando Potter um pouco mais a frente. Aumentou os passos e quando conseguiu alcança-lo, chamou a atenção do mesmo, coçando a garganta.

— Algum problema, Malfoy? – Harry perguntou, um pouco confuso, afinal o loiro demostrava que queria lhe falar algo e tinha uma agitação fora do normal – Aconteceu alguma coisa com Hermione? Ou com Ginny? – perguntou preocupado, pós sabia que só por essas razões, o sonserino lhe conduziria a palavra.

A conversa na mesa da grifinória foi uma exceção por causa de Hermione, ele tinha certeza.

— Humm, não. Elas estão bem, não se preocupe – disse, antes de coçar a garganta – Eu gostaria de lhe perguntar uma coisa – conseguiu dizer por fim, a seguir ambos ficaram em silêncio, se observando e também bastantes constrangidos com a situação.

— Ahh, pode perguntar – sugeriu sorrindo levemente, esperando a pergunta se relacionada a alguma coisa de Hermione.

— Eu e os meninos estamos indo jogar Quadribol, então eu e eles, queríamos saber se você não quer ir também, com a gente – perguntou rápido, muito agitado com a situação – Sabe como é. 4 é melhor do que três – completou, tentando sorrir.

Harry olhava para o loiro. De fato fora pego de surpresa. Draco Malfoy estava a sua frente, o chamando para jogar Quadribol? E o mais estranho, era que ele próprio estava seriamente tentado a aceitar o convite vindo do namorado, da melhor amiga.

— Tudo bem – conseguiu dizer por fim, encontrando a voz, que parecia ter sumido – Eu vou buscar minha vassoura e já encontro vocês – explicou, se despedindo do loiro, com passos rápidos, indo buscar a sua vassoura, enquanto pensava na situação.

“Que coisa de louco” ambos pensavam.

Enquanto Harry voava para o sétimo andar, indo buscar a vassoura e Draco indo para o fim do corredor, encontrar os amigos. E depois de os contar que Potter aceitou o convite, os três ficaram esperando. E depois de 5 minutos, o grifinório se aproximou, de onde os três sonserino estavam.

— Um leão no meio das cobras – Theodore comentou, quebrando a tensão, fazendo os quatros rirem.

— Já imaginou viver essa situação, Potter? – perguntou Blásio, colocando o braço ao redor do ombro do mesmo.

— Humm, não! – admitiu, ajeitando os óculos, rindo também.

— Você quase foi uma cobra, Potter. Não se esqueça – o loiro comentou, fazendo Harry fazer uma careta, enquanto relembrava.

— Passado. Vamos deixar tudo no passado – comentou, ciente de que os três entenderiam o duplo sentido das palavras vindas do eleito. E mesmo sem dizer nada, os sonserinos estavam agradecidos pelas palavras, vindas de Potter. Muito mais Draco, isso ele tinha que admitir.

O eleito estava deixando claro, que tudo que os quatros viveram, as brigas, as diferenças e as rivalidades, de agora em diante eram um passado, que todos queriam esquecer daqui em diante. Um mero passado, que não podia ser mudado.

O futuro era o que mais importava por agora. Depois da divisão do time, os quatros começaram o jogo, que a princípio fora aproveitado só entre eles, contudo logo chamou atenção, pôs não era todo dia que se via, sonserinos e um grifinório, interagindo juntos.

E logo, um grifinório, como Harry Potter e sonserino natos, como; Draco Malfoy, Blásio Zabini e Theodore Nott, jogando um jogo amigável e divertido, sem rivalidades. Estavam apenas jogando. Jogando, como se fossem amigos.

As arquibancadas ficaram lotadas; sonserino, grifinórios, Lufanos e Corvinais. Todos observavam, os quatros garotos, chocados e chocadas. E mesmo ciente de todos, abaixo deles, o quarteto continuou jogando, se divertido, rindo e se provocando. Apesar de tudo, ainda eram leões e serpentes. Inimigos desde o surgimento de Hogwarts.

Só que agora, era uma provocação amigável e divertida.

(...)

Quando as três garotas estavam saindo do dormitório, depois de uma tarde inteira de conversas, brincadeiras, risos e um dia de produção, limpeza de pele, entres outras coisas, as bruxas se deparam com o salão principal praticamente vazio. Algo estranho, pôs muitos estudantes passavam a maior parte da tarde ali, conversando e comendo.

Ao se aproximarem de uma aluna do 5º ano, da Corvinal e perguntar o que estava acontecendo, a garota explicou que todos foram assistir; Blásio, Theodore, Harry e Draco, jogavam Quadribol.

As três arregalaram os olhos, chocadas com a informação e depois da garota afirmar mais uma vez, as bruxas correram para o campo, querendo ver a situação com os próprios olhos, afinal era difícil demais de acreditar na informação dada.

Ao se aproximarem, elas recuperavam o folego perdido, por conta da corrida até o campo e olhando para o céu, realmente se depararam com os seus namorados, em cima das suas vassouras e Blásio, jogando Quadribol.

— Isso realmente está acontecendo? – a ruiva perguntou, olhando para as amigas e outras duas, admitiram que sim, com os olhos ainda vidrados nos garotos.

— Eu acho que sim, mas mesmo assim é difícil de acreditar – a sabe tudo comentou, observando Draco e Harry conversando em cima das suas vassouras.

— Vamos, eles estão descendo – a loira comentou e em silêncio, as garotas se aproximavam dos namorados, que estavam de costas, enquanto conversavam.

— Meninas – Blásio disse sorrindo, sendo o primeiro a notar a aproximação das mesmas.

Os outros três se viraram, o constrangimento de Draco e Harry era evidente, fazendo Hermione e Ginny sorrirem, antes de se aproximarem, os abraçando e dando um selinho demorado nos seus companheiros, tentando deixá-los mais tranquilos. Algo que funcionou, porquê ambos relaxaram rapidamente.

— Luna, eu também quero beijo – Theodore comentou, fazendo biquinho, fazendo a loira revirar os olhos, antes de se aproximar o beijando também.

— Hey! Eu ainda estou aqui, okay? Tenham um pouco mais de consideração pelo solteiro da turma – Zabini pediu, fazendo os 6 rirem, da cara de desgostoso do moreno.

— Então, arrume logo uma namorada – Theo sugeriu, fazendo o mesmo fazer uma careta, com a possibilidade de namoro.

— Não, obrigado. Eu estou bem solteiro; aliás, o que me lembra de dois certos sonserino que só queriam curtir também – provocou se citando aos amigos, que se encolheram diante do olhar de Luna e de Hermione sobre si.

Harry e Ginny só sorriam, divertidos. Zabini gostava de colocar os amigos em algumas enrascadas.

— Isso foi antes – ambos disseram juntos, olhando furiosamente para Blásio, que sorriu ainda mais.

— Humm, mudando de assunto, viu só cunhada, seu melhor amigo e namorado, conversando amigavelmente – Blásio comentou, fazendo Potter e Malfoy bufarem, ciente de que não queriam falar sobre isso.

— Vi sim. E eu adorei – acrescentou, sorrindo orgulhosa para os dois, que sorrirem de leve para ela.

— Cunhada? – a ruiva perguntou, confusa, com a referência feita a amiga.

— Sim, afinal Draco é nosso irmão, o que nos torna, cunhados da sabe-tudo – Blásio explicou, sorrindo para Hermione, fazendo um coração com as mãos. A sabe-tudo, riu.

– Então, se Harry se considerar irmão da Hermione, que dizer que ele é cunhado do Malfoy? – Luna perguntou, olhando para cada um.

— NÃO! – ambos gritaram em coro, com horror nos semblantes, fazendo todos rirem, menos os dois envolvidos, nesta ideia louca e absurda.

— Cara, eu acho que sim, afinal ele é o melhor amigo da Hermione – Theodoro entrou na provação, fazendo o loiro e o moreno bufarem mais uma vez.

— Você tem que aprender a conviver com o Potter, afinal – acrescentou Blásio, sorrindo provocativo.

— Porque você não vai embora em? Aqui só tem casais – revidou, sorrindo zombeteiro para o amigo.

Zabini o olhou quieto. Contudo, sorriu ainda mais. Definitivamente, aqueles dois sonserinos gostavam de fazer Draco perder a cabeça, Ginny, Harry e Luna pensavam.

— Aceite loira, vocês precisam se darem bem por causa de Hermione – Blásio acrescentou sorrindo, observando o loiro ficar ainda mais irritado.

Quando Harry estava prestes a falar algo, a ruiva tomou a frente.

— Então, isso quer dizer que eu e você, precisamos ficar amigos, Malfoy – Ginny disse, atraindo a atenção de todos.

— Nem em seus sonhos, Weasley-fêmea – disse firme, olhando a ruiva.

— Vamos lá, Draco – disse, se soltando de Harry, segurando o braço livre do sonserino, que a olhou, como se ela fosse louca – Temos que competir com essa amizade de Harry e da Hermione – acrescentou, ciente de que mexeu com os instintos de competição do loiro.

— De jeito nenhum. Agora larga meu braço – tentou se soltar, mas ela continuou segurando o braço dele – Solta – ordenou e quando conseguiu, saiu em disparada, com a ruiva atrás de si, enquanto os outros seguiam atrás, rindo da situação.

— Obrigada por isso, Harry – Granger agradeceu, ciente de que o amigo entendeu o sentido, das suas palavras. Harry deu um sorriso calmo.

— Na verdade, foi ele que me chamou para se juntar a ele, então... Acho que é a ele, que você tem que agradecer – comentou, sorrindo ao ver Ginny se pendurar nas costas do loiro, rindo orgulhosa por ter conseguindo.

— Hermione! – Draco gritou por ajuda – Potter tira sua namorada de cima de mim – pediu, ou melhor ordenou, enquanto a ruiva ria.

— Ela parece gostar de você, Malfoy – provocou, sorrindo.

— E quem não gosta de mim, Potter? – revidou, fazendo todos revirarem os olhos.

— Um Malfoy, é para sempre um Malfoy – Harry e Hermione disseram juntos, antes de irem ajudar o loiro, com a ruiva.

E depois de conseguir, todos se despediram e seguiram caminhos diferentes, com Potter confessando a Ginny, que Malfoy não era tão insuportável assim. E do outro lado, Malfoy admitia a mesma coisa para a namorada, que sorriu e abraçada a ele, seguiam para o dormitório.

Notas finais
E então, galerinha, o que acharam do capítulo em si? Me contém tudo, o que acharam. Cada parte favorita, cada parte fofa e é claro, o que vocês acham que serão as consequências negativas, que virão a acontecer com a viagem ao futuro. Estou aberta a críticas, elogios, sugestões. Fiquem a vontade e até a próxima! Abraço.