“O Futuro” - Dramione
30 " - Parte 2 - Decimo sexto capítulo - “Tudo em nome do amor”
Notas iniciais
Mais alguns dias tinham se passado e depois do ocorrido no campo de Quadribol, Potter, Zabini, Nott e Malfoy sempre que se encontravam trocavam meras palavras, como um cumprimento sutil, porém que demostrava uma modificação grandiosa, para duas casas que viveram tantos anos de rivalidade.
O casal aproveitou o sábado juntos. Largados na cama do sonserino, enquanto assistiam algum programa estúpido e sem nexo na TV, que Hermione conjurou, especialmente para ambos assistirem.
— Quanto você pesa? – Draco perguntou de repente, enquanto fazia carinho no cabelo da grifinória.
— Wow. É esse tipo de pergunta que você faz a qualquer garota que conhece? – perguntou se virando um pouco, para olha-lo nos olhos – Me diga, você quanto pesa – perguntou, sorrindo provocativa.
— Humm, estou a cerca de 115 quilos, de músculos – respondeu sorrindo orgulhoso e em seguida dando os ombros – E você, quanto pesa? – fez a pergunta mais uma vez, a olhando avaliativo.
— Eu acho que estou com 65 – respondeu baixinho, desviando o olhar. Não gostava de falar do seu peso. Aliás, que tipo de mulher gostava, por Merlin. Malfoy e suas perguntas fora de hora.
— É aceitável – comentou, se voltando para os carinhos no cabelo da mesma, que franziu a testa, se perguntando o que ele quis dizer com isso.
— Como assim aceitável? – perguntou, fazendo aspas com os dedos, se sentando na cama, o olhando.
— Bom, e que eu tenho algumas regras. E a primeira regra é; não namorar qualquer garota, que esteja acima de 70 quilos – respondeu, dando os ombros, escondendo o sorriso de satisfação ao ver a indignação de Hermione, perante suas palavras.
— Você é tão... tão idiota – o xingou, dando um muro no abdômen do namorado, o fazendo rugir de dor e com falta de ar.
E quando ela estava prestes a sair da cama, Draco foi mais rápido a deitando, a puxando para seus braços e no final ficou por cima da mesma, não a dando chance de fuga.
— Me solta, Malfoy – ordenou, tentando empurrá-lo de cima de si, mais era uma luta perdida.
— Não! – respondeu firme, abaixando a boca, para mais próxima do pescoço da namorada, puxando ar enquanto sentia o perfume que vinha dela. O cheiro de Hermione era viciante e agradável de uma maneira que marcava. Draco não admitia, mas poderia identificar a namorada no meio de muitas garotas, mesmo que estivesse vendado.
— Malfoy – conseguiu murmurar, sentindo os tremores de ansiedade, que começavam a dominar seu corpo.
— Seu cheiro é tão bom, amor – murmurou, contra o pescoço da mesma, beijando a pele sensível do pescoço em seguida, sentindo a namorada soltar um suspiro profundo, enquanto fechava os olhos com força.
— Draco – disse o nome dele, em um sussurro, antes de puxar a boca dele de encontro a sua.
O loiro sorriu satisfeito, antes de colar sua boca a dela, retribuindo o beijo na mesma intensidade. Hermione estava ousada, poderosa e por esse motivo, o sonserino a deixou conduzindo o beijo. Draco jamais imaginou que alguém pudesse derrubar seus muros, o fazendo questionar suas crenças, mas então ela chegou, ou melhor dizendo; Hermione Granger, se fez presente, como uma luz, que ele não poderia mais ignorar. Não mais. Porque ela brilhava, intensamente. Ela brilhava para ele.
O sonserino sentia tudo agora. A respiração dela, a pulsação forte, as batidas do coração contra o seu, que ele sabia que batiam igualmente, no mesmo ritmo. Sentia o toque das mãos dela e o cheiro que vinha da grifinória. Hermione dominava tudo. Granger era seu mundo.
A conclusão do seu pensamento, o fez perder o ritmo do beijo e se afastando, a olhou em total silêncio, tocando levemente nas bochechas da namorada, passando nos contornos dos olhos, subindo para as sobrancelhas tão bonitas e ao final do análise, voltou para os lábios, levemente vermelhos da namorada, por conta do beijo trocado.
“Ela é tão linda e minha”— pensou, se perdendo no olhar tão quente, mas ao mesmo tempo tão amoroso da grifinória. Hermione era sua luz. Agora ele via isso, claramente.
— Draco? – a doce voz dela, o chamou e aos poucos, voltando a si, se voltou a olha-la, profundamente.
— Humm? – murmurou, ainda a olhando.
“Droga, quando foi que eu cai de amores por essa garota? Quando, Draco?”
O loiro se perguntava, tentando recordar quando; foi no primeiro beijo? Na primeira vez que ela o tocou? No primeiro olhar? E a resposta veio, rápida e com a precisão de um feitiço, quando atinge o alvo, na primeira tentativa. “Quando Hermione, quis salva-lo, dele mesmo. Porque ela lutou, quando ele simplesmente já tinha entregado todos os pontos.
— Você está bem? – perguntou gentilmente, tocando a face do namorado, o fazendo fechar os olhos, ao seu toque. Um toque tão bom e tão gentil.
— Com você, sempre estou bem – respondeu com sinceridade, com a voz doce, ao mesmo tempo que sentia seu coração bater tão calmo sobre seu peito.
Hermione sorriu, antes de envolver seus braços ao redor dele, o abraçando com força, e na mesma proporção, Draco retribuía o abraço. “Eu te amo” essa pequena frase estava na ponta da língua do sonserino, e mesmo com a boca seca, cheia de vontade de pronunciar tais palavras, Malfoy sentia que não era o momento certo, ainda. Mas agora o mesmo sabia, finalmente. Amava verdadeiramente, Hermione Granger.
Só esperava que a sabe-tudo, conseguisse interpretar seus tímidos sussurros. Depois da conclusão e das afirmações dos seus sentimentos, Draco tentava mante-se no controle e não surtar, como provavelmente faria.
(...)
— O que você tem loira? – Blásio perguntou, enquanto Theodore esperava Malfoy responde-lo, os três estavam na biblioteca estudando, e preocupados observavam o amigo, olhar ao redor angustiado e sem conseguir se concentrar nos livros, a sua frente.
— Eu descobri algo muito importante – disse em um sussurro, como se estivesse prestes a revelar um segredo obscuro e que mais ninguém escuta-se.
— O que você descobriu? – Nott perguntou preocupado, afinal Draco vinha demostrando uma angústia infinita, a certos dias.
— Eu... Eu descobri que amo Hermione – conseguiu dizer por fim, sentido a garganta seca.
Theodore e Blásio, olhavam nos olhos cinzas do amigo, em total silêncio. Ambos trocaram um olhar, como se não acreditassem que Draco só foi capaz de descobrir isso, agora.
— Você só percebeu isso, agora? – Nott perguntou por fim, o olhando, avaliativo.
— Humm, sim – o loiro respondeu, confuso com o olhar de choque dos amigos – O que foi? – perguntou, se sentido cada vez mais perdido.
— Cara, você faz ideia do quanto mudou? Mudou por uma certa grifinória? – Blásio perguntou, esperando o amigo tentar falar, contudo Malfoy se manteve quieto.
— Draco, você fez coisas e tomou decisões que ninguém esperava vir de você. Desculpa, mas é a verdade – acrescentou, Thedoore diante da careta do amigo – Hermione fez você se apaixonar de verdade por alguém – completou, sorrindo compreensivo.
Draco demorou para entender sobre o que os amigos falavam, contudo lembranças das semanas, desde o primeiro beijo trocado com Hermione. Tudo lhe veio a mente. Como ondas que chegavam a margem da areia da praia e no final, retornavam ao mar, como eram para ser. Voltavam ao seu lugar de origem.
Ao comprar os pares de brincos, os escolhendo a dedo, enquanto sorria bobamente. Revelar seus sentimentos, assim tão abertamente para ela, quando se viu louco pela mesma. A satisfação de querer ter um compromisso estabelecido com a grifinória. Enfrentar sua mãe, em nome desse sentimento que crescia mais e mais em seu peito.
E para completar ser renegado por seus próprios pais por causa do compromisso assumido com Hermione. Entrar em uma briga com o Weasley por ciúmes dela. Chama-la para um encontro e ainda por cima, aceitar ir ao mundo que foi ensinado a odiar e ainda querer retornar lá, mais vezes, o levou a um caminho sem volta. O levou ao caminho do amor.
— Hermione não só me ensinou a amar – explicou lentamente, como explica-se a si mesmo também – Ela fez algo muito maior do que isso. Ela me ensinou a viver – acrescentou – E eu não estou disposto a fazer isso sem ela – completou, os olhando.
Os amigos, olhavam para Draco em silêncio. Eles queriam zoar e tirar sarro com a cara do loiro, contudo, as palavras do amigo, os pegaram de surpresa e também os deixaram bastante emocionados, mesmo que não demostrassem.
E sem dizer, uma palavra sequer, ambos abraçaram o amigo, com força. Malfoy mesmo sem jeito, retribuiu o abraço.
(...)
Lary olhava para a carta, que se escrevia sozinha, a informando das consequências da viagem, inesperada ao futuro da senhorita Hermione Granger. Narcisa Malfoy se encontrava muito doente e o filho do casal; o pequeno Anthony começava a se afastar dos seus pais, criando uma bolha ao redor de si mesmo, se fechando, não permitindo, que ninguém se aproxima-se muito do seu mundo particular.
E aos poucos, com suas novas atitudes, se tornava uma versão do próprio pai, quando o sonserino era pequeno; rebelde, solitário e para completar a situação delicada, se afastava de tudo, que envolvia o mundo trouxa. Queria distância do mundo que convivia desde o seu nascimento, até a idade atual.
Era quase, como se o sangue dos Malfoys, que também corriam em suas veias, tivesse o afetando, o modificando e se revelando para o pequeno Anthony. O sangue dele, clamava pelo mundo bruxo. O sangue puro dele, queria pertencer ao mundo bruxo e ponto final.
“Fale com ela, imediatamente, Lary” as palavras finais do seu chefe, se encerrou autoritárias e um com certo pânico. Ele também estava assustado com as mudanças que aconteciam no futuro. Todos acreditavam que as mudanças viriam acontecer no passado, como aconteceu a princípio; com o rompimento do namoro entre, o Weasley e grifinória.
Theodore encontrando uma namorada, que era Luna Lovegood, o fazendo deixar de ser um solteiro convicto, como era no futuro. Mas as consequências aconteciam no futuro também. Afetando Anthony, principalmente.
Precisava urgentemente falar com Hermione. Lary precisava encontrá-la, privadamente e contar o que estava acontecendo, porém a grifinória nunca se encontrava, sozinha.
Ohh, droga, ela deveria ter escutando seu chefe e ter mandando Draco imediatamente para fora de Londres, mas não... Ela tinha que achar fofa a determinação da grifinória em ver o futuro marido, antes da hora. Eles não estavam prontos para se encontrarem, ainda.
— Droga, o que eu fiz – murmurou, colocando a mão no rosto, suspirando forte. A própria tinha sua parcela de culpa. A culpa não era totalmente de Hermione. Era dela, também. – Eu tenho que separa-los – disse com determinação e com certo pesar, ciente de que só dessa maneira, o filho do casal, não se destruiria e ao mesmo tempo, não destruiria o futuro dos seus pais.
Mais uma vez, a folha mágica se escreveu e temerosa, se aproximou, lendo o seu conteúdo
“O faça, depois da localização dos pais, dela. Granger precisará de apoio para passar por tal separação” gemeu com a afirmação, de que precisava realmente, separa-los, no momento.
E depois de guardar a folha, seguiu para a cafeteria, enquanto pensava em uma maneira de separa-los, mas sem machuca-los tanto. Mas como não sair machucados, depois de uma separação dolorosa e difícil. Era impossível!
(...)
Hermione e Draco seguiam pelo beco Diagonal, para o caldeirão furado, onde encontrariam, John. Ao adentrarem, ignoraram o olhar curioso de todos e se aproximaram da mesa, onde um homem, usando um terno simples e de cabelos loiros, acenou brevemente, os chamando a atenção, mas sem fazer muito alvoroço.
O homem se levantou e brevemente, apertou a mão de cada um, antes de sugerir que se sentassem em um lugar mais reservado. E após, conseguirem uma mesa totalmente reservada e afastada dos olhares curiosos, Hermione explicou ao detetive, suas sugestões e onde os pais poderiam estar.
John exaltou mais uma vez a inteligência da grifinória, fazendo a mesma corar e o namorado, a beijar na bochecha demoradamente, totalmente encantando. A sabe-tudo entregou uma fotografia dos pais e depois de informar ao jovem casal, que partiria para a Austrália, amanhã mesmo, agradeceu pela foto, pelas informações, que seriam necessárias, os garantindo, que os deixaria a par de tudo.
Draco o entregou, uma quantia suficiente para o mesmo se hospedar em um hotel, ou pousada, para alugar um carro local, para poder se locomover melhor, sem atrair muita atenção e dinheiro para recursos comuns, como roupas, comida e outras coisas necessárias.
— Bom, acho que é só, por enquanto – disse por fim, se levantando, apertando a mão da jovem bruxa e do sonserino – Farei o melhor para localiza-los o mais rápido possível – garantiu sorrindo confiante.
— Obrigada por aceitar o caso – agradeceu, muito emocionada. Já estava perdendo as esperanças quando John, entrou em suas vidas. A dando esperança mais uma vez.
— É o meu trabalho, Srtª. Granger – garantiu, se sentido bem por poder ajudar alguém tão especial como a moça, que foi tão importante para o fim da guerra bruxa.
— Se precisar de mais dinheiro é só me informar por carta – o sonserino explicou e confirmando com a cabeça, John se despediu, seguindo para seu destino; fazer suas malas e partir para Austrália. Tinha um trabalho a fazer.
— Ele vai acha-los, tenho certeza – Draco garantiu, a abraçando forte. Fazia qualquer coisa para vê-la feliz. Era capaz de tudo por aquela sabe-tudo, irritante.
— Eu sei que vai – disse com o coração cheio de esperança – Obrigada, amor – agradeceu, o abraçando forte também.
— Não precisa me agradecer – garantiu – Vamos dar uma volta? – sugeriu, se afastando a olhando nos olhos, antes de limpar as pequenas lágrimas nos olhos castanhos – Acho que já está na hora do mundo bruxo, se acostumar a nós ver juntos – completou, sorrindo orgulhoso e feliz.
— Vamos sim – aceitou a sugestão do loiro e segurando a mão do namorado, o deixou guia-la para fora do caldeirão furado, observando todos os presentes, de olhos arregalados e bocas abertas.
Ambos saíram rindo e ignorando o olhar de todos, a sua volta, caminhavam pelo beco diagonal, trocando beijos e abraços, atraindo olhares por onde, passavam. Em especial de uma garçonete da cafeteria, que estava caminhando pelo beco, pensando no que estava prestes a fazer daqui a algum tempo; causando a separação do casal.
Eles eram tão lindos juntos. Tão perfeitos, tão completos. Seu coração se apertou, e suspirando forte, voltou para dentro da cafeteria. Se sentia uma monstra, mas era necessário; era o futuro de Anthony que estava em jogo.
Talvez... Se ela pudesse contar a eles, tanto Draco quanto Hermione tentariam achar uma solução. O papel mágico brilhou “Não é o momento” gemeu, detestando seu chefe ainda mais. Nunca o vira, mas já o odiava.
Ele só sabia escrever nesse papel e dar ordens, parecia não demostrar que se importava com o que estava prestes a fazer com Draco e Hermione. Eles estavam planejando a separação de um casal apaixonado.
Um casal que tinha um futuro já escrito, mas tiverá que sofrer grandes e intensas modificações.
(...)
Depois do ocorrido no beco diagonal, Draco e Hermione compartilhavam de uma sensação estranha. Algo que vinha do fundo dos seus corações, os mantendo em alerta. E quando um se afastava do outro, por meras horas, temiam nunca mais se encontrarem.
E por causa dessa sensação, ambos permaneciam mais tempo juntos, na cama, nos braços um do outro, seguros do mundo, que os cercavam. Os beijos continuavam doces, maravilhosos, porém agora continham algo mais; uma necessidade de recordar e de decorar cada sensação, cada toque, cada movimento que um fazia na boca um do outro.
Às vezes, enquanto se olhavam ou observam, um o sorriso do outro, seus corações martelavam “Eu te amo” enquanto suas bocas sentiam o gosto e a vontade de proferir tais palavras, para o outro ouvir, mas se calavam.
Não se sentiam prontos, ou talvez estivessem muito envergonhados, para pronunciar diretamente um ao outro, frente a frente. Olhos nos olhos. Mas tinham certezas, dos seus sentimentos, cada dia mais.
(...)
Draco acordou no outro dia, sentido a cama vazia e se sentando na cama, olhou ao redor, procurando por Hermione, contudo ela não estava em lugar nenhum. Se levantou da cama, apressado e descendo as escadas, parou de súbito, com a visão mais bela que verá na vida.
Hermione de costas, usando um short jeans branco, um pouco curto e com uma blusa azul, sem magas e com os cabelos soltos. Deu um passo e em silêncio, escutou a música que ela cantava enquanto preparava o café da manhã.
A voz dela era doce, serena e combinava com a canção, que vinha do rádio. Outro artefato trouxa, que ela colocou na cozinha e enquanto cozinhava, a mesma escutava as músicas, a deixando mais leve e com um sorriso no rosto. O sonserino adorava vê-la sorrir tão lindamente. E parado no lugar, se deixou escutar a música.
If I told you this was only gonna hurt
If I warned you that the fire's gonna burn
Would you walk in? Would you let me do it first?
Do it all in the name of love
Would you let me lead you even when you're blind
In the darkness, in the middle of the night
In the silence, when there's no one by your side
Would you call in the name of love
Se eu dissesse que isso só iria doer
Se eu te avisasse que o fogo iria queimar
Você andaria nele? Você deixaria eu ir primeiro?
Vou fazer tudo em nome do amor
Você me deixaria guia-lo mesmo se estivesse cego?
No escuro, no meio da noite
No silêncio, quando não há ninguém ao seu lado
Você me chamaria em nome do amor
In the name of love, name of love
In the name of love, name of love
In the name of
Love
In the name, name
Love
In the name, name
Love
Em nome do amor, nome do amor
Em nome do amor, nome do amor
Em nome, nome do
Amor
Em nome, nome do
Amor
Em nome, nome do
Amor
Hermione se virou, interrompendo a canção e em silêncio, ambos apenas escutavam a cantora da continuidade a música. Enquanto os olhos, se mantinham presos e os corações batendo no mesmo ritmo.
If I told you we could bathe in all the lights
Would you rise up, come and meet me in the sky?
Would you trust me
when you're jumping from the heights?
Would you fall in the name of love?
When there's madness
When there's poison in your head
When the sadness leaves you broken in your bed
I will hold you in the depths of your despair
And it's all in the name of love
Se eu dissesse que podíamos nos banhar em todas as luzes
Você se levantaria para vir me encontrar no céu?
Você confiaria em mim
Quando você estivesse pulando do alto?
Você cairia em nome do amor?
Quando há loucura
Quando há veneno em sua cabeça
Quando a tristeza deixa você, destruído na sua cama
Vou abraçá-lo nas profundezas do seu desespero
E é tudo em nome do amor
Aquela canção, os tocou profundamente. Mexeu com eles, na mesma proporção e intensidade. Ambos estavam apostando alto, naquela relação e tudo em nome do amor.
— Bom dia – ele quebrou a quietude, sorrindo a olhando sorrir para ele.
— Bom dia, amor – a grifinória se sentia bastante envergonhada por se referir a ele, de forma carinhosa, mas verdadeiramente gostava de agir assim com Draco – Não fica ai parado, vem. Eu fiz panquecas, suas favoritas – acrescentou, antes de voltar para próximo da mesa.
Ambos se sentaram e em um silêncio confortável, tomaram seu café da manhã e depois seguiram para a primeira aula do dia, que seria com suas casas. Ao adentrarem o professor explicou, que durante uma semana, a dupla que ele sortearia, teriam que trabalhar juntos.
Todas as duplas já estavam quase sorteadas, com duplas variadas; Theodore e Ginny, Blásio e Neville. Ronald e Pansy, Harry e Hermione e infelizmente, Draco e Astória.
O sonserino tentou mudar de dupla, mas o professor se recusou a fazer a separação e se dando por vencido, o sonserino deu um olhar de desculpas a namorada, que não devolveu o olhar, os olhos castanhos estavam fixos em Astória, que a olhava com um sorriso vitorioso nos lábios.
A grifinória estava prestes a ceder a provação, contudo, Harry a conteve e em silêncio, Granger observou Draco ir fazer dupla com Astória, que parecia um cachorro, de tão feliz, com seu parceiro. A sabe-tudo sabia que sua rival, usaria essa oportunidade para se aproximar do seu namorado, mas ela não a daria brechas.
“Eu vou matá-la” – pensou enquanto se voltava para Harry e juntos, ambos abriram o livro, lendo sobre o que precisavam fazer, mas sempre como o olhar atento, a cada movimento de Astória em Draco. E a contra gosto, observou ela se aproximar mais do que necessário do sonserino, o tocando e ainda colocando a boca próxima ao ouvido do mesmo.
Quando a aula acabou, Hermione deu graças a Deus e suspirando forte, entrelaçou seus dedos, a mão do namorado e ambos seguiram pelo corredor.
— Você está bem? – o loiro perguntou, a observando, atentamente. Esperava que ela, surtasse, gritasse ou xingasse Astória, mas ela se manteve em silêncio, o tempo inteiro.
— Não – respondeu sincera, se voltando para ele, o olhando nos olhos – Vai ser a pior semana da minha vida – admitiu, suspirando forte – E hoje ainda é segunda-feira – murmurou, antes de passar os braços ao redor da cintura do namorado, o abraçando forte.
Precisava de muito carinho, para conseguir suportar essa situação, a semana inteira. Draco beijou os cabelos da namorada, garantindo que nada que Astória fizesse, o faria deixa-la. Hermione sorriu, bobamente, o abraçando com força. Mesmo o namorado, a tranquilizando, a grifinória não conseguia esconder o temor que a perseguia, desde o momento que abria os olhos e ia deitar.
(...)
Três dias já tinham se passado, desde as duplas escolhidas e durante esses três dias, Astória fazia questão de canta-lo em todo momento, contudo o loiro ignorava qualquer aproximação da sangue-puro.
— Astória – Malfoy chamou a atenção dela, quando ela se aproximou mais do que necessário – Não importa o que você faça, meus sentimentos não vão mudar – explicou firme, a olhando nos olhos, tentando fazer a bruxa entender de uma vez por todas.
— Draco – o chamou com mágoa, tristeza e puro desespero na voz. O loiro a interrompeu, a olhando sério.
— Aos meus olhos, só existe Hermione – afirmou – E isso não vai mudar, Astória – garantiu, quando ela tentou falar mais uma vez, consigo – Pare de insistir – pediu, se levantando da mesa, indo encontrar a namorada, que o esperava.
E dando as mãos, ambos saíram da sala, deixando a sonserina para trás, que tentava lutar contra as lágrimas, que queriam escorrer por seus olhos. Olhava para um ponto fixo, evitando chorar quando a porta foi aberta e uma jovem de pelo menos 20 anos, adentrou na sala, a olhando fixamente.
— Astória, não é? – perguntou se aproximando, parando em frente a jovem bruxa.
— Sim, sou eu. E você, quem é? – perguntou ciente de que nunca vira essa garota em Hogwarts.
— Eu me chamo, Lary – respondeu com a voz fria, mesmo estando tremendo por dentro – Não pude deixar de ouvir sua conversa com Malfoy – acrescentou, a olhando nos olhos.
Astória se levantou, pronta para virar as costas, ciente de que a garota debocharia dela. Já era humilhante demais ser trocada por uma nascida trouxa e ainda mais humilhante era ver que alguém, viu o fora que levará de Draco Malfoy.
— Eu posso ajudá-la a tê-lo para si – a jovem de 20 anos, disse firme e com confiança, fazendo a morena parar os passos e ouvi-la atentamente – Podemos separara-los – completou, parando em frente a bruxa, a olhando nos olhos, sorrindo, vendo que mexeu com a morena.
— E como podemos fazer isso? – perguntou interessada, se perguntando quem era essa jovem.
— Granger dará o fora nele e quando isso acontecer; você terá sua chance de se aproximar dele. Se aproveite da situação de fraqueza que Malfoy terá – acrescentou, firme – Será sua chance – completou.
— E por que a Granger daria o fora no Draco? Pelo que vejo ela é apaixonada por ele e ele por ela também – garantiu, bufando de raiva.
— Tem outra pessoa, por quem ela é mais apaixonada, do que pelo Malfoy – assegurou, relembrando de Anthony – Granger fará qualquer coisa para proteger essa pessoa – finalizou, sorrindo triste.
Mas Astória estava tão empolgada com a possibilidade de ter Draco, que não notou, a angústia que se apoderava dos olhos e do coração da jovem por fazer tal coisa.
— Se você diz – disse ainda, com o pensamento longe, pensando no que poderia fazer para tirar Malfoy das garras e da vista de Hermione Granger para sempre. Não podia negar a atração que ele sentia pela Granger, mas se o leva-se para longe, o conquistaria mais rápido.
— O mantenha o mais longe possível, dela – sugeriu, com a voz firme – Lhe direi o momento certo de se aproximar dele. O levando para longe – completou e mandando Astória embora, a jovem caiu, sentada na cadeira, apoiando o a cabeça no braço estirado sobre a mesa, e finalmente deixou vim em forma de lágrimas, a culpa.
A culpa, o remorso, a dor e a falta de ar e colocando a mão no coração, tentava conter suas lágrimas, mas não conseguia. Simplesmente não conseguia; se sentia suja, um monstro.
“Eu sinto muito, Granger” murmurava baixinho, como se ela pudesse ouvi-la e perdoa-la. “Eu sinto muito, Draco. Sinto muito por quebrar você, literalmente, quando a tirar de você” repetia essas palavras, diversas e diversas vezes. E naquela sala escura e solitária, Lary só queria ouvir um “tudo bem” “Eu te desculpo” daquele casal que estava prestes a separar.
Fale com o autor