Meine Shuld
8 Capítulo 8 - Pesadelo 8 - Reconhecendo.
Ofereça vosso coração a vosso povo, pois este é seu tesouro.
(...)
Conforto, uma palavra que ele achou que ele tinha perdido, uma coisa que ele com certeza chegou a acreditar que jamais poderia sentir, algo que ele recebeu poucas vezes na vida, mas quando ele despertou ele começou a sentir isso. Uma sensação confortável sobre seu corpo, e um aperto firme e suave ao mesmo tempo em seu lado, ele grunhiu um pouco de dor, seu corpo parecia dolorido em muitos lugares, mas ele não se importava mais.
Suas últimas memórias, eram de seus pesadelos, aquela coisa estava o matando várias vezes, e seu corpo parecia fazer com que fosse real, estava com dor por toda parte, mas então ele ouviu uma voz na sua cabeça, lhe tirando daquele lugar, ele não se lembrava com clareza, mas ele seguiu a voz em sua cabeça, e foi para um lugar melhor, ele sabia que tinha ido para um lugar melhor, só não conseguia se lembrar aonde era...
Mas aquela voz o salvou, era uma voz suave que chamava pelo seu nome muitas vezes. Se sentiu confiante em seguir isso, então ele sentiu sua própria mente falhar e ele ficou no escuro, mas o escuro nunca pareceu tão confortável antes.
Ele abaixou sua cabeça, uma surpresa enorme varreu seus olhos.
Era Asuka, ela estava ali, colada em seu corpo, um forte aperto em seu pescoço e em seu braço, ela parecia estar grudada a ele, ele tentou se afastar, em um reflexo de medo. Ele tentou ficar o mais longe possível, mas parecia-lhe impossível, a garota estava o puxando para perto dela inconscientemente. Até que ela acordou, e a primeira coisa que ela viu foi o rosto assustado de Shinji, encarando-a com visível medo, ela sentiu o corpo dele tremer um pouco.
— Shinji... — ela olhou para ele com pesar em sua mente, ela havia o transformado em um pessoa assustada com ela, ela havia feito ele se sentir em perigo com ela, ela odiou isso. — Acalme-se... — ela ergueu sua mão lentamente, Shinji se afastou o máximo possível, mas Asuka não ligou, levou sua mão até seu rosto e acariciou lentamente. — Eu... Não irei te machucar, nunca mais...
Shinji a olhou assustado, porém agora ele demonstrava surpresa nos olhos, e o toque de Asuka parecia lhe dizer que era verdade, ela deu um sorriso pequeno pra ele, o que fez ele voltar, se ré encostar em seus travesseiros e tentou não parecer tão assustado, mas o sorriso complacente de Asuka lhe disse que ele estava falhando nisso.
Ocorreu um silêncio muito estranho naquele quarto, e Shinji não estava olhando para Asuka, a mesma suspirou pesadamente e desfez a mão no rosto de Shinji, e agarrou sua mão e deu um aperto leve, fazendo-o o encarar.
— Você.... Se lembra do que aconteceu ontem? — perguntou Asuka lentamente, ela tinha medo de perguntar isso, mas ela precisava, ela tinha vergonha ao mesmo tempo, fazendo-o abrir sua alma pra ela, não sabia se merecia.
Shinji tentou falar lentamente, mas ele não conseguiu falar muito, sua garganta estava doendo. Asuka olhou com pesar, era por causa dos gritos, ele não havia se recuperado e havia forçado sua voz ainda mais.
— Shinji... — começou Asuka novamente. — Você estava gritando, estava tendo um pesadelo muito ruim, e não sabíamos o que fazer. — ela apertou sua mão com força. — Eu não queria te deixar daquele jeito, você não se lembra de nada?
Shinji ficou em silêncio por um momento, ele tentou falar novamente, mas ele não poderia falar em um tom muito alto, Asuka se aproximou um pouco mais.
— Eu... Lembro da dor... — disse Shinji, em um sussurro, Asuka havia colocado seu ouvido perto do rosto de Shinji pra ouvir, ele estava fazendo muito esforço pra falar. — E uma voz... Dizendo para eu acordar... Era uma voz tão boa... Eu segui a voz... E não consigo me lembrar... De mais nada.
Asuka deu um sorriso de canto, talvez fosse sua voz que o ajudou a parar com o pesadelo? Ela queria pensar que sim.
— Entendo... — começou Asuka, se afastando um pouco, puxando uma cadeira e sentando ao lado dele, ainda segurando sua mão. — Que bom, que você conseguiu deixar esses sonhos de lado.
Shinji acenou com a cabeça, e fez menção de deitar-se novamente, Asuka o ajudou a se inclinar. Mais uma vez, houve um silêncio no quarto, o único som eram das máquinas trabalhando.
Shinji parecia não se incomodar com o silêncio, ele estava olhando para baixo, os olhos meio fechados. E Asuka estava o encarando, com vários pensamentos na cabeça, e várias coisas para dizer.
— Escuta, Shinji. — chamou pelo rapaz, fazendo-o olhar para ela novamente, os olhos ainda um pouco receosos. — Eu sei que você está com medo de mim ainda. — os olhos de Shinji demonstraram isso antes, mesmo que agora o medo talvez tivesse diminuído, ela sentia que Shinji ainda não se sentia totalmente a vontade com ela. — Eu sei disso, quando você acordou você estava com medo de mim, medo que eu iria te machucar de novo.
— Por que... Você estava deitada comigo? — Shinji perguntou tentando manter a voz mais baixa possível. Asuka piscou com isso.
— Você estava gritando de dor Shinji. — ela disse um pouco alarmada. — Você estava sofrendo, e nada parecia te ajudar a relaxar, nem os medicamentos, então eu... Eu resolvi tentar te ajudar.
Shinji piscou um surpreso, era novidade para ele que Asuka o ajuda-se de alguma maneira. — Como... Você me ajudou?
— Eu te abracei, e falei com você. — disse Asuka. — Você estava com uma dor muito grande , seu sonho parecia estar te matando, e eu não podia deixar você daquele jeito. — ela se aproximou dele, e o fez deitar a cabeça no travesseiro, ele parecia surpreso. — Eu sei que é difícil de acreditar, depois... De tudo o que eu fiz com você, mas é a verdade, você pode perguntar para Misato ou qualquer um dos médicos.
Shinji assentiu. — Eu confio em você Asuka. — ele disse quietamente, indicando que queria ficar em silêncio por um tempo, ele virou a cabeça para o teto, mas algo lhe veio a mente.
— Então... A voz na minha cabeça, era você me chamando? — ele perguntou mansamente.
Asuka assentiu. — Sim, era eu, eu estava tentando acordar você... Ou confortar pelo menos. — ela tirou algumas pontas do cabelo, evitando olhar para ele agora. — Eu acho que funcionou, você capotou depois disso, parecia uma criança. — ela disse alegre por lembrar da expressão tranquila dele.
Shinji apenas piscou os olhos, dando um meio sorriso em seu rosto. Era um agradecimento, e Asuka entendeu isso, ela tratou de ficar em silêncio, e lentamente ela observou Shinji voltar ao seu sono, e dessa vez ele não parecia ter nenhum pesadelo, isso era... Bom o bastante pra ela.
Ela se levantou, ela iria pegar alguma coisa para comer, e logo voltaria para ali. Não se sentia confiante em deixar Shinji sozinho por muito tempo, ele não estava em condições de se defender, e ela não queria que ninguém entra-se nesse quarto, muito menos Evaline.
Ela não conseguiu as respostas que queria, por que Evaline estava no quarto de Shinji aquela hora? Ela teria que confrontá-la mais tarde. Mas agora, ela simplesmente saiu do quarto, apenas pra encontrar Misato, com uma bandeja branca nas mãos.
— Eu sabia que você ainda estaria aqui. — disse Misato simplesmente, levando a bandeja até a ela. — Sirva-se, o melhor ensopado do mundo. — comentou a mais velha ironicamente, fazendo o caminho até o quarto de Shinji, Asuka resolveu entrar, já que havia ganhado o que iria buscar.
— Como ele está? — perguntou Misato, de pé ao lado da cama de Shinji, esboçando um sorriso mínimo, ele parecia muito tranquilo.
— Ele não se lembra de muita coisa. — respondeu Asuka se servindo. — Ele disse que estava se sentindo dor, e ele parece se lembrar que eu estava chamando ele no meio do pesadelo. — um sorriso era possível se ver nas feições de Asuka.
Misato a observou por alguns segundos. — Eu fico feliz de que você está se empenhando de concertar os seus erros Asuka. — ela se aproximou da garota pegando um pouco de seus cabelos. — Eu só gostaria de entender... Por que você estava aqui?
Asuka apertou os olhos. Ela tomou um suspiro depois de engolir o liquido flamejante. — Eu não estava me sentindo bem sozinha no apartamento, e nosso mascote não é certamente o melhor tipo de companhia pra mim, então eu resolvi ver como Shinji estava, eu estava com um mau pressentimento... Ou algo parecido.
Misato sorriu com isso. — E você sabe o que Evaline estava fazendo aqui? — ela observou as feições antes suaves de Asuka se cerrarem em uma raiva.
— Não... — começou a ruiva, colocando a bandeja no chão depois de ter terminado. — Ela estava aqui antes de mim, e quando eu fui questioná-la o que infernos ela fazia aqui, Shinji teve aquele surto. — respondeu Asuka se levantando e indo em direção a cama de Shinji novamente, Misato não tentou impedi-la.
— Honestamente, eu não esperava que você conseguisse fazer ele se acalmar Asuka. — disse Misato observadora. — Mas fico contente que eu estava errada.
Asuka se aconchegou no lado direito de Shinji, tomando cuidado com suas ataduras e seu braço, ela fez o mesmo caminho de antes, ela tomou posse do lado esquerdo dele. — O que quer que seja Misato. — Asuka parecia estar grogue de sono, talvez o rosto de Shinji também lhe desse sono. — Eu só... Quero compensar tudo o que eu fiz, agora eu quero dormir. E deixo essa história da Evaline com você.
Misato observou lentamente os olhos de Asuka se fecharem, e não demorou muito e ela já estava dormindo ao lado de seu pequeno piloto. Ela riu com isso, talvez Asuka realmente tivesse mudado, para melhor.
— Deixe a loira comigo. — disse Misato abrindo a porta e saindo dali. Ela tinha algum trabalho a fazer ainda antes de ser liberada por algumas horas, para a noite ela voltar. — E você fica aqui, com ele!
Asuka faria isso de qualquer jeito, mas ela já estava dormindo tranquilamente ao lado do rapaz. Asuka guardaria seu sonhos também.
Misato tinha uma reunião importante agora com seus acionistas e engenheiros, bem como o pessoal de produção. Precisava acertar os andares dos Evangelions, ela já tinha ciência de que mais pilotos chegariam em breve. Ela saiu do elevador e saiu do hospital. Ela passou pelo Geo Front com seu carro, depois de dirigir quase meia hora pra longe dali.
Ela entrou no elevador que levava ao subterrâneo. Junto com seu carro, a mesma vez que ela conheceu Shinji. Ela ainda conseguia se perder naquele lugar, era muito imenso.
Ela pegou seu caminho com o carro de movimento e passou por porta atrás de porta. Ela tinha que encontrar Akagi na sua sala médica primeiro. Ela deu seus comprimentos aos funcionários que encontrava no caminho. E logo ela entrou na ala médica, que era perto da sala de controle e perto do vestiário. Era um andar no meio dos dois.
Ela não se deu ao trabalho de bater, mas encontrou Akagi vendo testes físicos de Evaline, e estreitou os olhos, esses números eram impressionantes, Akagi devia pensar o mesmo, ela se aproximou da mesa de trabalho da mulher e pegou os papéis impressos.
— Isso é da Evaline? — perguntou Misato apenas pra quebrar o silêncio, a porra do nome estava em cima da folha, em negrito. — Isso é impressionante, devo admitir.
O peso que a sua EVA conseguia levantar era de aproximadamente cinquenta toneladas, ela podia levantar três navios cargueiros um em cima do outro. A força da EVA dela era pelo menos o dobro da força da EVA de Rei. E uma vez mais a força do EVA de Shinji, quando ele pilotava, mesmo que ela ainda estivesse em '' repouso '' o único que a faria se mover, era Shinji, e ela não daria essa EVA para mais ninguém.
A única EVA que estava operante agora, era a EVA de Asuka, e agora a de Evaline. Ela continuou lendo as especificações da garota. Era muito incrível pra dizer que era uma piloto de teste.
— É difícil de acreditar que ela consiga fazer o EVA dela sem atraso nenhum agora. — disse Misato vendo as especificações da sinapse, e analisou o gráfico desenhado na folha sobre o robô orgânico. — Ela realiza o movimento e o EVA acompanha, ela nem precisa mover os controladores, ela consegue realizar as ações só com os botões.
Akagi suspirou pesadamente, ela tinha feito um teste de combate, com o quinto anjo. Evaline conseguiu o superar em poucos minutos, ela teve dificuldades apenas no início, depois conseguiu o abater com a porcaria de um Riffle de alcance. — É difícil acreditar que ela seja uma piloto de treinamento, ela parece ser tão boa quanto Asuka. Talvez até melhor do que Asuka antes dela começar a perder sua taxa de sincronização.
Misato foi obrigada a concordar, as duas tinham muito em comum pra se ignorar. — Enfim... — ela se levantou. — Deixando isso de lado, eu tenho uma reunião, quando acabar os testes e passar a limpo, coloque na minha mesa, eu quero dar uma olhada melhor nisso, ok?
— Sim, sim. — disse Akagi nem se indagando a olhar pra ela mais. — A noite já estará lá. — Misato assentiu e foi para sair, mas antes de fechar a porta ouviu a loira falar. — Nada de bebidas, estou cansada de trabalhar com você bêbada.
Misato só conseguiu dar um riso apologético, e foi em direção a sua sala, estavam lhe esperando a essa altura.
Quando ela entrou, ela não escondeu a surpresa ao ver que todos estavam ali, mas haviam pessoas que ela não conhecia. Ela não sabiam quem eram.
Ao lado de seus funcionários de sala de comando de testes de EVA, se encontravam uma mulher mais velha, e uma garota, de cabelos rosas claro, com um o que parecia ser um controle neural no topo de sua cabeça, em forma de chifre. A garota não parecia ser tão velha quanto Evaline, mas com certeza era mais velha do que Shinji ao menos. Sua guardiã era uma mulher que parecia ter não mais do que vinte anos, uma mulher morena de olhos verdes, vestindo um uniforme padronizado com o da garota, a única diferença era que o uniforme dela era vermelho.

Misato se apressou e entrou na sala. — Eu tenho a leve impressão de que a informação valiosa de novos pilotos é a última a passar por mim. — disse Misato indo em direção as duas pessoas novas. — Prazer em conhecê-los, meu nome é Misato Katsuragi, atual comandante da NERV do Japão. — estendeu a mão.
A primeira a se apresentar foi a garota, ela parecia muito bem humorada. — Olá Comandante Misato! Meu nome é Harumi Houlyeth, desembargada sobre a jurisdição da NERV da França. — Misato notou que a pronúncia da garota iria precisar de melhoras, mas isso não impediu a garota de lhe dar um sorriso alegre, ela parecia ter muito bom humor. — Estarei sobre seus cuidados durante meu treinamento como piloto! Prazer em te conhecer! — Harumi parecia ser realmente muito bem humorada, sua voz era alta, era como se ela quisesse que todos a ouvissem.
Sua guardiã parecia estar acostumada com essa introdução, pois deu um leve sorriso olhando para a protegida. — Desculpe minha piloto, ela não consegue segurar a voz quando está ansiosa, e ela queria muito vir para cá. — estendeu a mão a mulher morena. — Meu nome é Francesca Houlyeth, sou a irmã mais velha de Harumi. — Misato assentiu com isso, não era incomum os protegidos serem guardados pela própria família, era uma prática até comum em outros países, os pilotos se sentiam mais a vontade com alguma ligação, e seu desempenho sempre melhorava. — Se me permite dizer, o apartamento em que iremos morar, é rodeado de pilotos também, achei que os pilotos tivessem uma moradia separada de qualquer forma.
Misato olhou para sua equipe técnica, todos desviaram o olhar, eles pagaria mais tarde. — Eles podem escolher se quiserem morar em uma área mais afastada, mas recentemente a primeira pilota da Alemanha resolveu morar no apartamento em que estamos também, talvez fosse mais fácil de controlar se todos estivessem em um lugar só, pensamos.
O que Misato não queria dizer, era que ela não queria deixar Shinji sozinho, sem a possibilidade de conhecer seus novos companheiros ou rever seus amigos, ainda haviam muitos apartamentos para serem usados, e eram bons o suficiente depois da reforma que Misato ordenou. Eram como novos, mesmo ele tendo história a sobreviver ao impacto.
A guardiã apenas assentiu segura, era bom o suficiente. Ela também queria que sua piloto conhecesse pessoas novas.
— Muito bom, as apresentações foram feitas. — disse Misato indo em direção a mesa, esperando os relatórios serem derramados. — No entanto, peço que vocês procurem a ala médica, minha Doutora e toda sua equipe irão examinar vocês e lhes serão entregues suas identificações, bem como as chaves e um meio de transporte para sua nova residência, dispensadas.
As duas fizeram uma mesura e saíram, conversando uma com a outra. Elas andaram um pouco, mas logo que desceram um andar encontraram a ala médica.
Estava escrito na frente de uma porta, bem grande. De qualquer forma. Ambas entraram na sala, para encontrarem uma mulher loira, usando óculos e um jaleco muito grande, vestindo uma saia larga preta e saltos vermelhos, ela parecia um pouco absorvida no seu próprio trabalho que não se deu conta no momento em que elas estavam ali.
— Com licença? Senhorita... Akagi. — apertou os olhos Francesca para ler o nome no crachá preso no peito de Akagi. — Essa é a nova piloto, Harumi. — apontou para a irmã. — E eu serei sua guardiã, meu nome é Francesca, Misato nos pediu para virmos aqui e conversarmos com você, ela disse que deveríamos fazer um exame médico, e pegarmos a chave do apartamento, se importa?
Akagi a olhou por um breve momento e suspirou cansada, ela só queria trabalhar em paz. — Peço desculpas pela minha falta de educação. — ela se levantou e cumprimentou as duas. — Eu irei apenas tirar uma amostra de sangue de vocês e lhes entrarei a chave, não podem fazer nenhuma cópia para outra pessoa além de vocês duas, é uma ordem da Comandante, e é claro, não podem entrar no apartamento de outro piloto, sem serem convidados explicitamente, são regras que terão que seguir. — Akagi explicou, vendo que as duas aceitaram bem, ela pediu para que Harumi fosse a cama que estava um pouco afastada e se deita-se.
Akagi tirou um pouco das mangas da garota para poder injetar a agulha e tirar uma amostra de sangue, ela colocou em uma pequena máquina e começou a digitar loucamente a ficha de Harumi, exportando seus dados e colocando em seu próprio servidor.
— Harumi Houlyeth. — disse Akagi lendo tudo o que mostrava sobre a garota, ela não parecia nem um pouco incomodada com isso. — Bom, tem algumas coisas interessantes sobre você. — ela observou a tela. — Teste de sincronização em EVAS protótipo, taxa de aceitação em mais de 45% em testes simulados, são bons números. — ela terminou, e puxou uma gaveta, tirando um pequeno plástico com uma chave coberta, e entregando a Francesca. — Essa é a chave do seu apartamento. — ela pegou um bloco de notes e rabiscou rapidamente. — Essa é a localização.
Depois de Francesca passar pelo mesmo teste, ambas foram dispensadas, Akagi queria terminar o que estava fazendo, e muitas pessoas pareciam interessadas em entrar na sua sala de qualquer maneira.
As duas novas integrantes da NERV cumprimentaram as pessoas que passavam por elas, e logo saíram do GEO Front e foram para a superfície. Francesca já havia feito a compra de um carro de qualquer forma, um carro de viagens, uma camionete RT LX da Osurus, era uma camionete que ela havia comprado e trazido junto com ela. Ela podia de qualquer forma.
— Foi um dia bem interessante, né? — Francesca perguntou para Harumi, que havia aberto o porta luva, e estava cheio de besteiras, Harumi estava comendo um doce. — Para de comer chocolate! — repreendeu a mais nova. Que lhe deu apenas um sorriso, com chocolate no canto dos lábios. — Eu não sei o que eu faço com você Harumi.
— Morreria solteira se eu não te ajuda-se a achar um homem. — disse Harumi saltando pro banco de trás antes que a mão da sua irmão voasse em seu pescoço. — Brincando... Brincando... Easy Easy. — mesmo assustada o sorriso da garota parecia ser sua marca registrada.
— Você me tira do sério pequenina. — disse Francesca. — Bom, pelo menos estamos chegando por agora, acha que já vamos encontrar algumas pessoas por lá? A comandante disse que agora é praticamente uma moradia dos pilotos. Vamos fazer novos amigos, sim?
— É o que eu pretendo fazer. — disse Harumi lambendo os dedos. — Eu também quero tirar algum proveito disso, você me tirou de uns garotos bem agradáveis no meu país.
— Tenho certeza que deve ter algum piloto legal por aqui. — disse Francesca de qualquer forma. — Eu soube que antigamente havia dois rapazes. E nós vimos as gravações de um deles.
Harumi cresceu seus olhos. — É VERDADE! — ela disse alegre. — Tem esse garoto, eu tinha me esquecido dele, Shinji não era o nome dele? Ele parecia tão delicado pra um menino, parecia que quebraria ao menor toque.
— Ele é o protegido da Comandante, então não faça nada de engraçado com ele. — explicou Francesca, a irmã tinha manias de provocar as pessoas. — Não quero problemas com minha chefe por você estar se passando com um colega piloto, ou uma colega...
Harumi lhe deu um sorriso alegre. — Se tiver alguma garota bonita eu não me responsabilizo.
A irmã só pôde suspirar com pesar, era complicado conviver com Harumi, mas valia a pena, a alegria dela contagiava muitas coisas.
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