Meine Shuld
13 Capítulo 13 - Pesadelo 13 - Doce Lar.
Tem vezes que não conseguimos o que queremos da maneira que queremos...
(...)
Misato estava em seu escritório, pensando em tudo o que tinha que fazer para os preparativos futuros de mais uma nova aquisição, ela já havia esclarecido para as NERVS dos demais países que eles não podiam resolver colocar todos os pilotos do mundo sobre a jurisdição Japonesa, era ante ético deixar todos sobre seus cuidados. Mas pelo menos todos estavam reunidos, e eram mais facilmente observados, mesmo com isso todos juntos eram uma enorme dor de cabeça, malditos hormônios adolescentes e suas futuras complicações, ela só esperava que isso não respingasse em Shinji. Mas ela sabia que isso era inútil de pensar agora, antes de tudo, ela levaria Shinji de volta pra casa, e provavelmente iria colocar Mari para morar no mesmo prédio, seria bom se Mari tomasse conta de Shinji, ela era bem mais velha, poderia colocar adolescentes em seus lugares, ou no caso ele poderia tomar as atitudes de Asuka mais forte do que deveria.
— Meu menino vai voltar pra casa, finalmente.
Misato estava falando sozinha sobre sua mesa agora, ela tinha pilhas de papelada para assinar agora, ela atualmente estava lendo muito sobre o novo piloto que estava vindo, seria o primeiro piloto masculino além de Shinji nessa instituição, em uma ala onde havia agora quatro pilotos femininos, malditos hormônios, por que os outros rapazes não podiam ser como Shinji? Mais contidos e reservados. Ela passava os olhos sobre a ficha dele, ele era mais velho do que Shinji também, Shinji faria dezesseis anos em breve. E Asuka faria dezessete no ano que vem, o tempo passava muito rápido.
— Me ligue com a Doutora Akagi do centro Médico, por gentileza. — depois de refletir por um momento, ela sacou o telefone de fio de sua mesa e discou para a secretária do hospital, ela queria falar com Akagi sobre Shinji, já estava na hora dele sair de lá, ela se sentia mal só de deixar ele até amanhã por lá se poderia tirá-lo hoje a noite, tinha certeza que Shinji gostaria disso também. — Akagi?
Pode falar. — respondeu a loira, parada na recepção, com uma leve ideia do que seria isso. — Embora eu já quase saiba o único motivo que você me liga agora. — Misato pôde sentir um pouco de ressentimento nos seus provérbios, ela estava ligeiramente irritada com a falta de atenção que Misato tinha com ela, mesmo que ambas soubessem que agora Misato estava muito mais ocupada.
— Eu prometo que vamos sair na minha próxima folga. — disse Misato. — Mas é sobre Shinji, eu queria saber se ele já pode sair hoje. — ela olhou para o relógio, eram quase sete horas da noite, ela queria pelo menos levar ele pra casa pra jantar por lá, talvez ela pedisse para alguém levar algum lanche pra ele, levá-lo a um restaurante nessas condições não era viável. — Você disse que em duas semanas ele já poderia se desprender dos aparelhos, enfim, já são três semanas agora.
— Você sabe que eu ainda não acho uma boa ideia. — disse Akagi respirando pausadamente. — Não é porque ele está melhorando que significa que ele está bem, você sabe disso. — ela disse solene. — Mas um mês é o suficiente, a camada em suas costelas está fazendo seu papel, a única complicação será como levá-lo para o seu apartamento. O corpo dele vai ser movimentado de uma maneira que não foi movimentado por um tempo, e os médicos vão precisar tocar no corpo dele, eu não preciso nem dizer que isso vai doer.
Misato suspirou profundamente. — Façamos o seguinte, fale com Shinji sobre isso, avise que pode haver algumas complicações, mas que ele já pode sair do hospital e ir pra casa. — ela ouviu apenas a confirmação de Akagi, e foi deixada na linha de espera.
Não demorou muito tempo para que Akagi voltasse com a resposta. — Ele disse que só quer sair daquela cama e ir pra casa. — ela respondeu. — Enfim, vou levá-lo para casa, tem alguém pra ficar com ele?
— Asuka... — disse Misato. — Asuka está em casa, e também tenho certeza que a Piloto Evaline ficará feliz em vê-lo de volta, provavelmente vou ter que combinar algumas coisas com ela também, obrigado de qualquer forma Akagi, ligo mais tarde.
Ela suspirou na cadeira. — Shinji parece um casa nova dessa maneira rodeado... — ela suspirou novamente, parecia cansada, e estava mesmo, ficar sentada lendo e escrevendo era um tédio, mas um trabalho necessário. — Só mais cinco malditas horas, aguente...
Ela fechou os olhos por um momento, e voltou ao trabalho, desejando que nada de ruim acontecesse na volta de Shinji para casa.
HOSPITAL NERV.
Shinji já havia falado com Akagi, e ele sabia que seria levado para casa, Akagi havia lhe dito que eles teriam que mover seu corpo, com todo o cuidado possível, mas mesmo com todo o cuidado, ele ainda se sentiria mal no caminho. Akagi voltou com alguns pacotes, eram remédios.
Ela colocou os na mesinha e buscou um pequeno recipiente de plástico e o fez tomar os remédios um por um. — Você vai ter que começar a entrar uma dieta de remédios, Shinji. — disse Akagi colocando-os nos bolsos do Jaleco. — Eu te dei um remédio muito especial, que você tem que tomar todos os dias, logo que acordar, mas nesse caso vai ser uma exceção, você vai se movimentar agora. — ela mostrou a pílula azul e entregou com um copo de água. — Esse remédio vai impedir que sua circulação fique estagnada em um ponto de nervo do seu corpo, é como um laxante corporal. Você vai precisar disso todos os dias que levantar, pra não ter nenhuma complicação com um movimento, e você vai receber esses, mas tem termos técnicos demais pra você entender, então apenas tome os demais depois do almoço, compreendido?
Shinji apenas assentiu, e com isso uma equipe médica inteira entrou em seu quarto de novo, alguns eram os mesmos que havia o operado semanas atrás. Ele apenas deu seus comprimentos, ele notou com temor eles tirarem as barras de ferro laterais de sua cama. E com mais temor ainda, ele viu as mãos dos dois médicos irem em encontro a sua cintura, ele pôde sentir um formigamento pelo seu baço quando isso aconteceu, e se sentiu muito zonzo, era um tranquilizante? Não sabia dizer, mas sua cabeça girava. Mesmo assim, no momento em que ele foi colocado nos braços do médico ele sentiu seu lado esquerdo apitar de dor, mas ele não conseguiu reclamar ou esboçar isso, ele parecia zonzo, parecia perdido no próprio corpo, que merda de remédio que ele tomou?
Ele sabia que estava doendo, mas ele não conseguia se manifestar sobre isso, ele só conseguiu visualizar algumas coisas, alguns deslumbres, ele foi retirado do seu quarto, e foi para o elevador, os demais foram pela escada, somente ele carregado foi por ali. Ele nem conseguiu sentir quando os tubos foram desafixados de sua pele, ele viu que havia curativos em seu braço, mas não conseguiu senti-los na pele. Ele torceu o nariz com isso, pelo menos ele estaria sendo retirado daquele lugar. Pelo menos isso... Era o suficiente, era o bastante, ele poderia lidar com isso.
Não demorou muito e ele estava indo em direção ao carro de serviço médico, era uma ambulância na realidade, estava zonzo, não sabia diferenciar. Ele foi colocado na maca provisória, mesmo assim ele sentiu suas costelas torcerem dentro de seu corpo quando foi colocado naquela parte dura, duas enfermeiras estavam com ele. Ele viu com o canto dos olhos antes da porta ser fechada, Akagi discando para um número e ligando pra alguém, ela lhe acenou e as portas se fecharam, ele finalmente estava voltando pra casa.
Ele não conseguiu pensar em muitas coisas, seu cérebro parecia grogue. E ele não podia fazer nada além de tentar entender o que estava acontecendo ao seu redor. Ele sentiu o carro desviar sobre o trânsito, e depois ele parou, as enfermeiras o seguraram o caminho todo, e novamente, complicações com seu corpo, pelo menos o seu braço não estava tão ruim assim, embora ele com certeza não poderia usá-lo muito. Ele foi pegado no colo novamente, como se fosse uma noiva, e foi retirado dali. Ele conseguiu ver o antigo prédio. Era tão bom vê-lo novamente. Ele foi levado ao elevador, e entrou com o médico que lhe segurava, mas antes disso, de longe, de uma janela de um andar acima de onde ele vivia, ele pôde ver uma cabeleira loira, lhe encarando com os olhos arregalados. Era Evaline? Ele não sabia dizer.
Ele chegou no seu andar, e não escondeu a surpresa ao ver uma Asuka com a porta aberta, com a testa pingando em suor, ela parecia estar em uma crise de nervosismo, o médico a deu os comprimentos rápido e entrou no apartamento, Asuka logo atrás com as enfermeiras, ele foi levado para além da sala de estar e entrou no corredor, seu quarto ainda era a frente ao banheiro, e ele ficou contente ao ver que ele parecia estar limpo e sem poeira, provavelmente limparam, mas Asuka apenas abriu a porta, mas ele foi em direção ao banheiro, e não escondeu a surpresa ao ver que havia sido mudado, parecia uma peça a mais, a banheira estava muito maior do que antes, e estava cheia, ele não conseguiu nem sentir vergonha quando as enfermeiras desfizeram os nós sobre o manto médico de seu corpo e colocaram com muito esforço seu corpo na banheira, era uma água gelada, era tão bom.
As duas haviam fechado a porta, e ele estava com a sensação que estava afundando na banheira, ele pôde sentir elas lavarem seu corpo, era diferente, não poder se manifestar sobre o que sentia, era tão estranho, e tão assustador, se fosse normal, ele estaria morrendo de vergonha. E as duas não pareciam nem ligar pra isso, elas apenas estavam lhe ajudando a banhar. Ele viu que a porta foi aberta, e uma Asuka havia deixado um cesto de roupas pra ele ali. Ela o olhou por um momento, parecia contente que ele estivesse ali, era uma novidade pelo menos.
E novamente a porta foi fechada, e ele se perdeu em pensamentos.
Asuka já havia recebido a notícia de que Shinji estava voltando esta noite, ela não pôde conter a felicidade e o nervosismo em sua mente, aquela maldita voz havia lhe atormentado desde o momento em que soube que ele estava voltando, ela tentou com todas as forças não ouvir sua mente interior, e pareceu afastá-la, por enquanto. Ela viu o médico agarrando Shinji nos braços e o trazendo até a porta, ela queria poder segurá-lo também e ver como ele estava, mas o segundo médico lhe segurou e lhe entregou uma sacola de remédios, as enfermeiras passaram por ela, e Shinji foi colocado na banheira, Akagi havia lhe ligado e pedido para providenciar um banho real, ele parecia zonzo e tonto, olhando para os lados a todo momento, e acima de tudo parecia assustado, ela tentou ao máximo prestar atenção no que o homem estava lhe dizendo.
Shinji a partir de agora teria que tomar quatro remédios diferentes, por um período de tempo indefinido. E ele teria que tomar todos os dias, ele mostrou uma pílula azul, um remédio muito importante, que deixaria ele mais relaxado e impediria ele de sentir dores e sentiria o seu corpo melhor para se locomover. E os demais eram remédios para seu organismo, ela não fingia que entendia o que implicava. Ela apenas viu qual era qual, ela queria ver Shinji, as enfermeiras estavam lhe dando banho... A maldita voz em sua cabeça lhe apitou os ouvidos e ela pegou uma cesta de roupa e abriu a porta para vê-lo.
Ele estava grogue, deitado na banheira, sendo amparado pelos braços por uma mulher enquanto a outra o esfregava e tirava o Shampoo de seus cabelos, ela colocou a cesta ali e fechou a porta, se mantendo logo a frente do quarto dele, ela estava feliz que ele havia voltado, eles o colocariam na cama e provavelmente ele iria dormir como uma pedra, ela não sabia se ele havia comido alguma coisa, de qualquer forma ela estava cozinhando um pouco de lasanha e arroz solto, algo que Shinji sempre queria, arroz. Mais tarde, se ele acordasse ela o serviria e ajudaria ele a comer, pelo que o médico lhe contou, Akagi lhe deu três dessas pílulas, e então era um efeito muito maior do que o normal. Era como se ele estivesse drogado.
Ela ficou um tempo ali, e logo a porta se abriu, e as enfermeiras chamaram pelo homem para levar Shinji até seu quarto. Ele foi carregado até a cama, o médico lhe entregou todos os remédios e as notas para ela não cometer erros. Ela agradeceu e viu eles indo embora.
Ela varreu seus olhos sobre Shinji, com todo o cuidado possível, ela ergueu suas pernas agora sobre calças e o tapou em sua coberta, ela havia lavado seu jogo de cama a uns dias, ainda estava perfumado o bastante. Shinji estava sonolento, quase dormindo, ele passou os olhos para seu rosto, Asuka se encontrava de joelhos sobre o chão para encará-lo mais ou menos na mesma altura.
— Eu me sinto tonto... — era tudo o que Shinji conseguiu dizer, sua voz ainda estava em migalhas, e a culpa dentro dela pareceu voltar ainda mais, porém, ela se lembrou do que Mari havia lhe dito, ela cometeu barbaridades com ele, sim, e ela nunca iria fugir e nem se perdoar, mas se fazer de vitima não ajudaria, Shinji precisava de ajuda. — Parece que eu estou chapado, ou algo assim...
Asuka deu uma risada baixa com isso. — Pode se dizer que você parece mesmo estar sobre isso. — ela ergueu o travesseiro dele um pouco, ele parecia baixo demais. — Acho melhor você dormir, que tal? — não era surpresa, os olhos de Shinji piscavam, a cama estava lhe dando sono, e logo Shinji dormiu em sua frente, ele literalmente capotou. Ela com todo o cuidado possível, se aproximou de seu peito, e colocou o ouvido o mais perto possível... Estava tudo bem com seu coração, podia relaxar.
Ela suspirou contente e se ergueu com o maior cuidado possível, ela não manteria a porta fechada, não seria bom tirar os olhos dele agora, no canto do sofá central, dava para vê-lo perfeitamente, ela deixou a TV ligada e foi em direção ao forno. Mas antes disso, ela ouviu uma batida na porta. Ela imaginava quem seria, se fosse a situação contrária, ela também bateria.
— Pode entrar Evaline. — disse Asuka, pegando seu prato pronto e indo pro sofá, nem dando os olhos pra loira, que entrou ofegante no apartamento. — Ele está no quarto, a porta está aberta, não ouse o acordar... — seu tom de voz indicava que se ela o acordasse, a hospitalidade morreria ali.
Evaline apenas assentiu em agradecimento e foi até a porta, ela colocou a mão sobre o peito ao vê-lo relaxado deitado, a respiração sem ajuda de nenhum aparelho, era maravilha para seus ouvidos. Ela ficou o admirando por alguns instantes, o único som era da TV e das garfadas de Asuka. Ela ouviu Evaline murmurar alguma coisa, mas não conseguiu entender o que era.
— Deixe-o dormir... — Evaline saiu imediatamente de perto da porta, e olhou para ele uma última vez. — Ele vai se recuperar melhor agora, só precisa tomar alguns remédios.
Evaline foi em direção a sacola e examinou os medicamentos, ela compraria todos que fossem necessários. Diocéptico, Insulina? Existia um remédio de Insulina? Ela tomou o pacote de umas pílulas, que vinha com uma nota, dizendo que Shinji tinha que pegar uma quando acordasse, todos os dias. E o outro era uma pra contaminação, acelerava a circulação interna do corpo na região da virilha, estavam com medo de que ele se tornasse infértil?
— Por que ele está tomando um remédio que aumenta a produção de hormônios? — perguntou Evaline para Asuka. — Isso não faz nenhum sentido...
Asuka deu de ombros. — Akagi não me explicou sobre isso, você pode perguntar pra ela quando tiver a chance, embora. Ele só precisa tomar os remédios... Apenas isso. — ela olhou para o relógio, eram oito horas da noite, com certeza hoje seria um dia que ela não dormiria cedo.
— Quando eu o vi saindo da ambulância não acreditei que fosse ele. — disse Evaline. — Eu esperava poder preparara alguma coisa de boas vindas quando ele voltasse pra cá, mas fui pega de surpresa, mesmo eu dizendo pra ele que talvez ele pudesse vir hoje, eu não esperava que ele viesse mesmo...
Os olhos de Asuka se apertaram logo no final da sentença. — Você falou com ele?
Evalien a encarou seriamente. — Eu me apresentei pra ele, sim, se você quer saber sobre isso. — ela foi em direção a porta dele novamente, andando lentamente. — E ele com certeza, continua a mesma pessoa de quando era criança...
— O que você falou pra ele?
— Isso não é da sua conta, acredito.
— A partir do momento em que você se relaciona com meu colega, é da minha conta. — disse Asuka erguendo a voz, mas se arrependendo no mesmo instante que ouviu um resmungo do quarto. — Eu não confio em você perto dele, quando eu não estou por perto, vocês podem ser amigos de infância, mas isso não significa que ele quer você por perto, ele deve ter reagido como se você fosse uma estranha.
Evaline apenas a ouviu até responder.
— Não, ele apenas ouviu tudo e quando eu mostrei a foto em que estávamos juntos, ele acreditou em mim. — ela puxou para provar seu ponto, ela sentiu os olhos de Asuka se fixarem no retrato. — Você sempre esbugalha os olhos quando vê essa foto, interessada?
Era obviamente, uma provocação.
— Eu quero fazer uma cópia disso. — ela pediu honestamente. — Shinji não tem fotos dele mesmo hoje, quanto mais quando criança, Misato me contou que Gendou queimou tudo...
Era obvio que a menção do nome do pai dele fazia o sangue das duas ferver.
— Eu sabia que você ia pedir isso uma hora ou outra. — ela retirou mais cópia da foto, colorida ainda por cima, apenas um pouco mais desfocada, mas o rosto de Shinji e o pequeno sorriso ainda eram perfeitamente visíveis, Evaline entregou a foto. — É uma troca, não pense que isso vai ser tão simples.
— Eu sei o que você vai me pedir, e eu não sou aquela que pode te responder sobre isso. — Asuka recitou pegando a foto e olhando pra ela. — Se ele assim quiser, você perto dele, eu não serei aquela que irá te negar, mas se ele não se sentir a vontade com você, você pode ter certeza que você não respirar o mesmo ar que ele...
— Justo o suficiente. — ela deu as costas e foi em direção a porta, parando a frente — Temos um treino amanhã, não que eu espere que você vá, mas ainda sim, Akagi pediu para que eu te avisasse, que você não pode ficar em casa todo santo dia, e que você precisa refazer seus testes...
— O que quer que seja . — ela descartou. — Eu vou falar com ela amanhã...
— Eu vou vir aqui, algumas vezes, apenas... Pra verificar... Se você está fazendo o seu trabalho de cuidar dele.
— Pro inferno com suas desculpas profissionais. — disse a ruiva em um nervo. — Não precisa tentar esconder que você se importa com ele tanto quanto eu me importo, apenas se certifique de não fazer nada de estranho com ele! Isso é o suficiente!
— Como quiser... — Evaline fechou a porta e Asuka ouviu seus passos até o elevador e subiu um andar.
Shinji ainda estava dormindo, e Asuka já havia jantando, ela não estava com humor pra ver nada do que passava, agora ela estava apenas olhando para a foto... Olhando pra Shinji quando criança. Ela suspirou agora.
— Preciso de mais recordações de você, Shinji... — ela não disse isso pra ninguém, tudo o que havia agora em seus ouvidos eram o silêncio, mas um silencio reconfortante, Shinji estava em casa novamente, e isso era bom o bastante pra ela agora.
Mas com certeza, ela não dormiria hoje.
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