Meine Shuld
14 Capítulo 14 - Confiança?
Existem momentos, em que confiar é o mais arriscado a se fazer em um momento de crise, é na confiança que mora a decepção.
(...)
— Querida, estou em casa. — disse um homem entrando pela porta com um sorriso enorme no rosto, trajando um chapéu amarelo sobre a cabeça, usando roupas de muito antigamente uma calça que na opinião da ruiva, era muito estranha. — Tenho grandes notícias pra você, esta noite iremos festejar!
A mulher chamada era uma costumeira dona de casa, cabelos amarrados sobre uma fita vermelha e usava um vestido vermelho listrado, usava saltos até mesmo em casa, o filme já estava rodando na televisão fazia mais de uma hora, e Asuka não sabia o por quê de estar olhando isso ainda, o filme era muito antigo, e muito ruim, não fazia sentido para ela, bom, pelo menos ela não teria que olhar nada pior do que isso, já era um começo.
Os programas de televisões agora não passavam de reprises de fitas muito antigas, tendo em vista que todas as gravações foram pelos ares, ela suspirou em um tédio mais do que mortal. Misato com certeza faria mais horas extras, deve ter ficado de papo com Akagi e não venceu a papelada do dia, e agora teria que ficar por lá para cobrir, como ela era madura para seu próprio trabalho.
Ela resolveu olhar para a porta aberta de Shinji, Evaline lhe avisou que ela teria que refazer seus testes, ela não tinha problema em simulações, mas ela não tinha certeza a quanto experiências de lutas reais, ela tinha seus próprios traumas. E ela não tinha mais a mesma confiança na sua própria EVA. Era uma sensação estranha, mas se ela tivesse que voltar para dentro daquela cápsula, ela voltaria.
Porque ela preferia ter que passar por isso de novo, do que deixar Shinji pilotar, a única criança que não merece isso é Shinji, ele não deve nunca mais entrar em uma EVA, ele não merecia estar num lugar tão ruim quanto esse, mesmo que a mãe dele estivesse lá com ele, ela nunca lhe deu nada, além da possibilidade de viver em uma mentira infinita, onde tudo podia ser como ele sempre quis, e no final, Shinji negou isso e mandou a instrumentalidade pro inferno, felizmente Shinji preferiu um lugar onde ele seria machucado, mas que isso pelo menos era real...
Se fosse ela no lugar dele, ela com certeza não teria tal força, ela mandaria o mundo pro inferno e para arder em uma mentira eterna até o fim dos tempos. E faria isso com um sorriso maldito no rosto. Mas ela resolveu deixar isso de lado. Ela tinha mais coisas pra fazer do que pensar em coisas que não aconteceram. Não era justo pensar nisso agora.
Ela se levantou do sofá, ignorando a porcaria do filme e foi em direção ao quarto de Shinji, ele não havia comido nada, e quando pessoas dormem com fome, elas logo acordam, ela tinha deixado mais do que o suficiente pra ele comer caso ele precisasse, Evaline já havia saído a mais de uma hora, ela ficou grata que Harumi não entrou pela porta fazendo um escândalo, ela não sabia o que faria com a garota se ela acordasse ele.
Ele estava totalmente apagado, os remédios com certeza eram muito fortes se usados demais, ele parecia entorpecido. Estava com um semblante tranquilo, como se nada estivesse errado com o mundo, ele parecia o mesmo de sempre, mas ela sabia que por de baixo das cobertas ele estava enfaixado, por sua maldita culpa. Ela não se perdoaria, jamais. Se aproximando suavemente ela se sentou no chão do quarto de Shinji, a cama dele era bem baixa, então ela conseguia vê-lo perfeitamente mesmo no chão, ela fez menção de pegar sua mão por de baixo das cobertas, mas preferiu não fazê-lo, ele precisava dormir por enquanto... Mas ela também estava sentindo um pouco de sono vendo o peito dele subir e descer conforme ele respirava, as batidas do coração de longe, pareciam tão convidativas.
Ela fez um caminho para a cama dele, com todo cuidado possível ela apoiou suas mãos sobre os espaços entre as mãos e as cobertas e fez um caminho pela ponta da cama, ela bateu as costas na parede com isso, Shinji parecia nem ter visto o barulho disso e nem pareceu notar ela do seu lado, ela pegou as cobertas e se tapou ao lado do rapaz. Asuka descobriu que quando ela dormiu com ele enquanto ele estava no hospital, ela adquiriu um vício sobre escutar as batidas do seu coração, se ela não estivesse ouvindo, ela não conseguia dormir, e tinha pesadelos quando tentava, e ela não queria isso.
Além de quê, quando ela escutava isso, ela podia relaxar, significava que ela estava ali, e estava vivo, e isso era tudo o que ela queria pensar antes de dormir. Ela fez um caminho, colocando seu corpo um pouco pra baixo ela agarrou sua cintura com os braços e deixou sua cabeça sobre o peito dele, Shinji nem ao menos havia se mexido, não havia feito nada, ele parecia estar muito calmo.
Ela sabia que ela de fato, não conseguiria dormir, mas ela preferia ficar deitada do que ficar olhando TV... E ela se esqueceu de desligar a porcaria da TV, a conversa das pessoas do filme voltaram aos seus ouvidos quando tudo o que ela queria ouvir eram batidas de um coração. Ela podia ter sido menos densa e ter desligado isso antes de vir pra cama dele.
Ela resmungou e se desprendeu dele, Shinji mais uma vez não havia feito nada. Ela pegou o controle e desligou. E quando ela fez menção de voltar pro quarto, ela viu os olhos abertos de Shinji lhe encarando, olhos de uma pessoa que com certeza estava com sono, ela provavelmente o acordou quando saiu.
— Desculpa Shinji, não queria fazer barulho. — Asuka se desculpou enquanto se escorava na porta do quarto dele. — Está com fome?
Logo após a pergunta, o estômago de Shinji resmungou muito alto, Shinji tentou esconder o rosto nas cobertas, mas isso não pareceu constrangê-la, ela estava na verdade ansiosa pra isso.
— Eu já tinha algo preparado, me dê um momento, já trarei o jantar. — ela saiu e foi para a cozinha, que era na mesma peça que a sala, ela nunca entenderia o pensamento de um arquiteto japonês, eles não gastavam espaço a toa, tudo era feito para não faltar, mas também pra não sobrar nada extra. Ela tinha uma marmita preparada para ele, ela só abriu e colocou para esquentar, ela foi em direção a geladeira e tirou a jarra de suco de uva, e nesse momento ela lembrou que ela não havia tomado o suco também, por isso estava com sede.
Ela pegou tudo e foi em direção ao quarto dele, ele já estava sentado, escorado com um travesseiro sobre a cabeceira da cama.
— Arroz e um pouco de lasanha, eu espero que você goste. — ela mostrou a marmita e pegou uma parte com o garfo e levou até ele, ela estava sentada na borda da cama, Shinji estava grogue de qualquer forma, ela duvidaria muito que ele pudesse sequer segurar isso.
— Obrigado Asuka. — ele disse abrindo a boca e cuidando pra não deixar nada cair, ele ainda se sentia tonto, mas dormir realmente o ajudou, ele não se lembrava de ter comido lasanha antes, ele sabia que eles haviam encontrado quando estava somente os dois no mundo, mas ele preferiu não comer. — Lasanha é realmente bom... Agora entendo porque você quis isso quando invadimos o mercado.
Asuka se lembrou disso também, ela fez com que Shinji arrombasse os vidros e pegasse os pacotes no congelador, tinha mais algumas semanas de garantia, e ela se lembrou que ela comeu mais do que deveria ter comido, então realmente Shinji havia deixado de comer aquele dia, quem sabe até nos outros, ela visível quando ela olhava para seu corpo, Shinji sempre foi magro, mas naquele tempo ele realmente pareceu esquelético.
— Você gostou? Vou fazer mais vezes. — ela estendeu outra porção, Shinji tomava seu tempo pra mastigar também, ele as vezes ficava uns segundos parado, como se tivesse esquecido de mastigar também. — Shinji, mastigue.
Isso o tirou do que quer que fosse, Asuka não iria mentir, demorou muito tempo pra ele comer toda a marmita, mas ele comeu tudo, foi bom ela ter tido a paciência de ajudá-lo com isso. Ele nem ao menos deu uma segunda palavra assim que viu a marmita vazia e o copo sem suco, ele capotou de novo, e dessa vez Asuka tinha certeza que ele não acordaria. Ela pegou a jarra e levou para a pia, ela tinha o seu próprio prato pra lavar ainda, ela só jogou o pacote da marmita no lixo, não seria mais útil agora.
Ela ficou em silêncio, e ela não gostava de silêncio, dava-lhe a impressão que estava sozinha, se fosse a mesma Asuka de sempre, ela diria que não se importava, mas era uma mentira deslavada, ela nunca gostou de ficar sozinha, e nunca gostou do silêncio, indicava que não havia ninguém com ela.
Mesmo que nesse caso, ela não estivesse sozinha, como manter o barulho e as conversas com o rapaz que dormia agora? Ela não sabia como iniciar uma conversa a qualquer momento com ele, talvez Shinji tenha aprendido um pouco mais sobre ela quando ela lhe contou o que realmente sentia, mas isso não mudaria nada além de uma percepção dos olhos dele sobre ela, todas as suas ações e barbaridades ainda estava sobre o corpo dele, e ela tinha certeza que o clima só estava normal porque Shinji estava praticamente dopado.
Shinji tinha medo dela, um completo e terror absoluto sobre ela, e ela não tinha nem o direito de pensar que talvez não fosse necessário, toda vez que ele demonstrasse o seu medo para ela, iria mostrar o que ela havia feito, ela apenas não sabia como viveria sobre o mesmo teto com a pessoa que você abusou de todas as formas possíveis, não sabia mesmo...
Na época em que ela se esgueirava sobre seu quarto, pegava preservativos e saia pela madrugada, era tudo tão mais fácil, no outro dia Shinji tentaria conversar com ela, e ela nunca lhe daria essa abertura, era tola e orgulhosa demais pra dizer que ela havia apreciado o que haviam feito, e então ela começou a fazer com que ele não a tocasse, e o mandasse ficar em silêncio, ela sentia vergonha disso.
Como Shinji conseguia sequer pensar em ainda sim morar perto dela? Não sabia, mas de certa forma estava grata por isso, significava que ela ainda podia conviver com ele, e isso era o bastante pra ela nesse momento. Ela suspirou infeliz. Mari tinha razão, ela não devia se vitimar com ele, Mari disse que quando ela se sentisse mais uma vez doente com ela mesma, ela teria que procura-la.
Ela tencionou em voltar pro hospital no mesmo instante, já estava se sentindo enojada dela mesma, mas Shinji ficaria sozinho, não era uma opção, pelo menos não agora. Ela não tinha certeza se deveria deixar Shinji sozinho.
— Não sei o que fazer comigo, o que dirá o que fazer com ele? — ela se indagou na frente da pia, guardando os talheres enquanto alterava os olhos sobre o sofá, e sobre a porta, se ela saísse, ela poderia pedir para alguém ficar cuidado de Shinji, e só tinha uma pessoa que ela poderia tentar confiar sobre isso.
Ela queria falar com Mari sobre isso, ela honestamente não tinha mais certeza do que fazer agora que Shinji estava morando com ela, não sabia como agir, e como não fazê-lo se sentir acuado no próprio lugar. E ela precisava desesperadamente ouvir alguém sobre isso, e Mari já havia se prontificado pra isso, então...
Ela foi em direção ao quarto de Shinji uma última vez. Ele estava dormindo, perfeitamente, ela foi em direção seu próprio quarto, abriu o armário e se trocou, dobrando as roupas que usava em casa na cama, ela pegou suas meias e pegou um outro sapato que ela tinha, e foi em direção a porta, ela tentaria não demorar muito, o horário de atendimento do Hospital Nerv era até as onze, ela tinha duas horas ainda...
Ela abriu a porta do apartamento, apertou para o elevador chegar e subiu um andar apenas. Ela foi em direção ao apartamento de Evaline, e bateu na porta.
Demorou alguns segundos, e ela foi atendida, por um homem, que não parecia nem um pouco com o guardião careca de Evaline, Himura, este homem era diferente. Era cabeludo, uma versão muito mais velha do que esperava que o namorado de Evaline seria.
— Olá? Posso ajudá-la? — perguntou o homem, amarrando os cabelos negros compridos num rabo de cavalo mal feito, ele parecia não estar muito incomodado com sua repentina aparição na porta, isso era bom pelo menos, menos um para ela odiar.
— Evaline está? — perguntou Asuka sem rodeios, mal olhando para o rosto do mais velho. — Preciso falar com ela, é importante.
O homem a encarou por um momento, até chamar com um grito Evaline, que estava dentro de seu quarto e veio direto para a porta, ela estava com os cabelos molhados, havia com certeza saído do banho agora a pouco. Evaline tomou aparição na frente da ruiva, a olhando confusa e um pouco surpresa, não esperava que o dia que Asuka batesse em sua porta fosse tão cedo de acontecer.
— Oi Asuka, o que houve? Shinji está bem? — com certeza esse era o único motivo plausível para ela aparecer na sua porta, ela com certeza já estava sentindo a preocupação dentro dela aumentar.
— Ele está dormindo, e eu estou aqui pra te pedir um favor. — ela olhou para o homem atrás de Evaline, ele saiu da porta quando Evaline também o encarou. — Quem é esse homem? Não me parece muito velho pra ser seu namorado ou algo do tipo?
Evaline ergueu a sobrancelha com isso. — Ele não é meu namorado, ele é o noivo do Himura. — Asuka entrou em um entendimento repentino, havia interpretado as coisas errados. — Que bom que você não parece chocada, geralmente as pessoas ficam quando descobrem que o Himura é gay.
— Eu preciso sair por uma horas, e eu não quero deixar Shinji sozinho, e tendo em vista que você presa tanto assim por ele, pensei em te pedir pra ficar com ele nessas horas que eu estiver fora...
Evaline deu de ombros. — Não é como se eu fosse recusar isso, só vou me arrumar um pouco e secar os cabelos, já irei para seu apartamento, posso cozinhar alguma coisa pra ele caso ele acorde?
— Ele já jantou, acordou não faz muito tempo e agora apagou de novo, mas pode cozinhar algo pra você, não sei se você já jantou. — ela respondeu, dando as costas e saindo dali. — Não faça nada de estranho com ele quando eu estiver fora.
— Não me compare a uma vadia Asuka. — ela dizia fechado a porta, seus cabelos pingavam no piso, Himura estava sentado com Tobio escorado em seus ombros, ambos lhe encarando, pareciam tão fofos juntos, ela reprimiu a vontade de dizer isso. — Vou pro apartamento de Shinji, vou ficar umas horas por lá, não tranquem a porta.
— Aconteceu alguma coisa com ele? — perguntou Himura, pegando o controle e trocando de canal, o filme ruim finalmente havia acabado. — Você nem jantou, vai sair agora?
— Asuka me deixou cozinhar algo pra mim lá mesmo. — ela dizia pegando o secador de cabelo e olhando pro espelho. — E não é como se eu fosse recusar a oferta de ficar perto dele, você sabe disso.
— Esse rapaz deve ter sorte pra você querer ficar tão perto dele. — disse Tobio, se encostando ainda mais perto de Himura que pareceu gostar muito disso dado ao sorriso.
— Quem tem sorte sou eu Tobio. — ela desligou e foi em direção ao quarto, colocou um short amarelo, ela não tinha apenas calças, embora gostasse, estava quente, e ela ficaria suada agora depois de um banho. — E vocês dois, nada de transarem no sofá, eu quero usar isso quando eu chegar, sejam responsáveis, senhores...
A facilidade com que Evaline dizia isso era o que mais assustou os dois, eles tentaram esconder suas atividades quando Evaline saia para o treino, a qual ela pedia para ir sozinha, e Himura agradecia por ela deixá-lo livre com Tobio. Bom, era Evaline de qualquer forma, não é como se fosse bom em esconder alguma coisa dela de qualquer forma.
Evaline saiu pela porta, e encontrou a guardiã de Harumi olhando para baixo, ela usava um cigarro agora, ela não tinha a aparência de uma fumante, ela apenas lhe deu os comprimentos, a mais velha tinha algumas marcas vermelhas nos olhos, nada que fosse da conta dela de qualquer maneira.
Ela pegou o elevador e desceu, Asuka estava na porta lhe esperando, com um nervo nos olhos, ela parecia incomodada com alguma coisa? Não sabia dizer.
— Duas horas no máximo eu vou me ausentar. — ela dizia quando Evaline entrava pela porta. — Sinta-se em casa, apenas tome conta dele enquanto eu estiver fora.
— Entendido... — ela dizia olhando fixamente para a porta aberta do quarto de Shinji. — Bom, eu vou fazer algo pra mim comer, tudo bem?
— Claro, faça o que quiser. — ela disse se virando e saindo fechando a porta, Evaline ouviu o barulho dela descendo os andares, e agora era o silêncio. Shinji dormia, Evaline estava o encarando no seu sono, ele ainda dormia do mesmo jeito que quando eram crianças...
O rosto em uma completa paz, ela o deixou assim e foi verificar seus remédios novamente, ela queria comprar alguns pacotes, pra ter certeza que não faltariam para ele. Ela com certeza já esperava que pelo menos a pílula, ela precisaria de uma receita pra comprar, nada que ela não pudesse falsificar se assim quisesse. Ela soltou a sacola na mesa e voltou para o quarto dele, ela estava com fome, realmente, mas não sentia vontade de comer agora...
Ela queria ficar perto dele, o máximo que ela podia.
E foi o que ela fez, Asuka lhe disse que voltaria em duas horas, duas horas era o suficiente pra ela poder se aproximar dele. Ela sabia que isso provavelmente seria estranho para explicar, caso ele acordasse, mas ela daria um jeito.
Não resistiria, ela queria se deitar perto dele, sentir o seu corpo rente ao seu, ela precisava, ansiava por isso.
E foi o que fez, ela tateou na ponta dos pés até a beira da cama e se apoiou, com todo o cuidado possível do mundo, ela fez a volta sobre o corpo dele, e se deitou...
O rosto dele, a centímetros do rosto dela, a respiração suave, porém dificultosa, lhe chamando a atenção, a boca entreaberta, parecia um aviso de perigo, que ela estava disposta a ignorar... Não, isso era errado...
Ela não levaria isso assim... Shinji agora não sabia quem ela era, além de uma colega piloto, e isso era o suficiente por enquanto.
Com todo o cuidado possível, ela pegou sua mão por dentro das cobertas e colou na sua, ele nem reagiu, e pareceu dormir ainda mais pesadamente. Ela tateou novamente, se aproximou com seu dorso para frente, ela podia sentir a respiração dela mover seus fios de cabelo. Com todo o cuidado possível, ela reivindicou a sua cintura para seu braço, Shinji não havia reagido a isso, parecia imerso em seu próprio mundo.
— Como eu senti falta disso. — disse Evaline no ouvido dele, ele pareceu não ter ouvido. — Já dormimos assim, algumas vezes, que bom que eu consegui fazer isso de novo...
Eram só duas horas, não era como se ela fosse se render ao sono, dormir, e acordar com uma colega piloto ruiva os encarando enquanto ela claramente estava agarrada no corpo dele... Pensava.
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