Eros

2 Estrada até Eros


Notas iniciais
Bom, eis. Vamos lá. Tomara que gostem, achei que ficou pequeno, mas dá pro gasto.

Era uma estrada singela até, coberta pela neve alva de janeiro, onde, algumas vezes, passavam um ou dois carros ao lado dos da família Volant.

Houve um enorme incêndio na casa dos Volant, que ficava no sul da Inglaterra, cujo as causas ainda são desconhecidas. Ainda mais, com outros tipos de atentados, porque, haviam vezes em que pedras com hieroglifos estranhos gravados que perfuravam o telhado. "- Já chega! — Gritou a Sra. Volant. — Vamos nos Mudar! -". Esta cena não conseguia sair da mente de Daniel Volant, quinze anos, o primogênito da família, cujo, é sim o protagonista desta história.

– Já estamos chegando? — Justine perguntou, sendo ela a caçula (e segunda filha), de nove anos.

– Estou contando todas as vezes que você perguntou isso ao longo da estrada faz cinco horas. E esta é a décima-sétima vez.

– Não comecem a brigar! — Maudeline Volant, ou Sra. Volant, para outros, interrompeu a resposta de Justine. Ela ainda tinha um pouco de sotaque da França, onde foi criada até os dezenove anos, segundo a mesma.

Daniel virou-se para olhar a paisagem. No fundo haviam enormes colinas difíceis de enxergar por causa da névoa, e, pode-se dizer, que a úncia coisa que não estava velada pelo níveo.

– Que tal uma música? — O Sr. Volant perguntou, no intuito de que o clima chato se quebrasse.

– Tá. — Daniel falou, em um suspiro.

"Born This Way", de Lady GaGa encheu o carro. Daniel adorava a mensagem que aquela música transmitia. Depois de ouví-la, sua auto-estima decolou, e passou a ignorar todos aqueles que o criticavam futilmente, principalmente na escola, e que as pessoas sempre iam procurar um motivo para falar de você... Seu olho puxado, seu nariz grande, sua boca carnuda, suas sardas... Sempre. Cabe a casa um ligar ou não.

Seguiu-se então, na rádio, "Disturbia", de Rihanna.

– Estamos viajando faz um dia. Reservei um hotel para passarmos dois dias até retomar a estrada. Estava na promoção, dois quartos valiam um quarto e meio, e nos outros por aqui, era praticamente o dobro — Explicou ele.

– Como é o nome, Emil? — Perguntou a Sra. Volant.

– Eros.

Era engraçada a sensação que brotava dentro de Daniel este nome, como se o amor despertasse. Eros, era, na mitologia, o filho de Afrodite, um arqueiro, que tinha flechas dotadas do controle dos sentimentos, do amor ao ódio.

– E por que alugou dois quartos, papai? — Justine perguntou.

– Privacidade. — Ele disse, com as mãos firmes na direção do carro — Um é meu e da sua mãe, o outro é seu e de Daniel.

– Eu não gosto de dormir sozinha! — Protestou. — Quero dormir com vocês!

– Daniel, se importa se eu retirar a cama de Justine do quarto? E colocar no nosso?

– Adoraria.

Ele preferia mesmo dormir sozinho, Justine tinha pesadelos constantes e choramingava a noite toda.

Passaram-se voando as duas horas e meia que faltavam para chegar ao hotel. Entre várias músicas e debates. Então o Sr. Volant estacionou e todos desceram do carro, em um gramado incrivelmente verde, onde havia uma piscina ali perto, com um escorregador e uma escada.

O hotel era redondo, parecido com um coliseu, e dava para ver claro as pedras com que parecia ter sido construído, eram bastante alvas, e nem um pouco sujas. Em cima das portas grandes de madeira, um brasão vermelho, escrito com letras douradas: "Eros".

Notas finais
E então... Se você leu, comente sua opinião, ou favorite se desejar. E eu ficaria GRATÍSSIMO se recomendasse.