Quiromancia

690-min

Quiromancia

Sinopse

O loiro era quase uma perfeição imperfeita viva. Algo entre uma pintura de Leonardo Da Vinci que apresentava suas rachaduras e não perecia em sua beleza e uma Vênus de Milo com seus braços quebrados. Inspiração encontrada nos mais improváveis locais. Na covinha de um sorriso, na curva de um nariz, nos dedos machucados e insensíveis de cordas grossas, nas olheiras de um trabalho estressante, na voz cansada e rouca de cigarros, dentes tortos prontos a serem alinhados, na camisa cheirando a tártaro e perfume masculina—sempre levemente amassada ou nas fotos de pouquíssima resolução do cachorro idoso que o acompanhava. [ Saga x Nao ]
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If Love Lives In Your Heart

As pessoas para o vocalistas eram senão cigarras modernas, de seu andar, apenas pequenos zumbidos podiam ser ouvidos, carros soavam mais como morcegos, repetindo as buzinas como radares e ao fundo ele podia ouvir como a música parecia se entremear, sons diferentes atingindo seus ouvidos... E ele era uma mariposa, atraída a todas aquelas luzes, sons... (SagaxShou)

Naquela realidade em que vivia era um cientista, físico em busca de algo maior, mas que no final seu ciclo de amizades acabava se fechando em dois colegas de trabalho, uma planta e duas inteligências artificiais. E é claro, os almoços de domingo na casa de seus pais, onde ouvia sua mãe falar sobre como seu irmão estava feliz com o emprego bem-sucedido e sua prima havia mandado fotos das duas filhas gêmeas — dois anjinhos, quando vai me dar netos Takashi? — seus olhos estavam fixos na caneca de café com uma estampa boba com dois ratinhos onde se lia “A resposta é 42”. Suspirou ao perceber que havia se perdido em devaneios. Pegou o café entre as mãos, sentindo o aroma, o doce aroma de mais algumas horas acordado sem se sentir uma ameba. Claro que aquele aroma ficava melhor com uma pitada de canela e pimenta caiena. — Perfeito… — sussurrou ao provar o café da maneira que gostava. Melhor que isso só quando estivesse em casa e pudesse colocar uma dose de uísque no café.

I Got You

" Tão bobo, tão irritante, tão grosso, tão imaturo. Ou seja, tão infantil quanto uma criança. Conseguia sentir meu sangue ferver quando escutava qualquer coisa que ele pronunciasse. Mas então, como era possivel não passar um dia sequer sem pensar nele? Alguém tão egoísta que provavelmente não conhece outro termo à não ser o "eu". E acima de tudo isso, eu só estaria perdendo meu tempo. Seria melhor apenas tentar esquecer tudo o que já havia acontecido ou seria muito tarde para isso agora? "