Dose extra
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Sinopse

Shun trabalha em um telemarketing e já acorda irritado só de lembrar que precisa lidar com gente. Sarcástico, dramático e movido a doses perigosas de café, ele transforma cada atendimento em uma batalha diária contra a própria paciência. Hyoga, seu colega de trabalho, melhor amigo e maior provocação ambulante, parece se divertir demais em cutucar seus nervos. Calmo, charmoso e sempre pronto para um comentário afiado ou um beijo inesperado, ele é uma mistura perigosa de paz e caos na vida de Shun. Entre clientes absurdos, colegas fofoqueiros, crises existenciais no expediente e uma tensão que já passou da amizade faz tempo, os dois vão descobrir que sobreviver ao trabalho pode ser difícil... mas entender o que sentem um pelo outro talvez seja ainda pior.

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Mãos de anjo.

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Eu Sou o Seu Presente.

As sombras do passado e o cansaço dos últimos tempos ainda pesam sobre o peito de Shun e a última coisa que ele deseja é comemorar o próprio aniversário. Hyoga, porém, tem outros planos. Entre cupcakes, panquecas de mel, uma alpaca intrometida e as provocações dos velhos amigos, o russo transforma o dia em um pequeno refúgio. Bastava apenas um empurrãozinho para que dois velhos amigos finalmente percebessem que o amor entre eles sempre esteve ali.

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Ser pai pela primeira vez não vinha com manual de instruções. Shun sabia disso. Hyoga também. Havia as dificuldades, os choros, as fraldas, as noites sem dormir e a insônia. Havia o cansaço e a sensação de não saber exatamente o que estavam fazendo. Mas, no fim, tudo valia a pena. Porque aquele pequeno bebê agora fazia parte do novo universo que os dois haviam criado juntos.

Minha beldade.

Por que será que a grama do vizinho sempre parece mais verde? Ou, no bom linguajar do sertão: por que será que a manga do pé alheio sempre parece mais corada e docinha? A resposta é simples: mulher dos outros é igual manga no quintal vizinho. A gente só acha bonita porque não precisa juntar as folhas que ela derruba, nem varrer o terreiro depois que o vento passa. Para Hyoga, cobiçar a cerca alheia nunca fez sentido. Ele já tinha sua própria beldade esperando em casa. Um xodó que valia mais que chuva de janeiro caindo no sertão, mais que um açude sangrando depois de anos de seca. Porque, no fim das contas, flor bonita não é a que floresce no jardim do vizinho... é a que a gente rega com carinho todos os dias.