Bonecas

João Pedro

Bonecas

Sinopse

Poesia inspirada na história mais cruel e genial que já li, Lolita Slave Toys, não recomendo a ninguém que tenha coração fraco ou trauma de estupros. E se as garotas compradas de orfanatos para que os órgãos sejam vendidos terem um destino diferente? Todos os dias mulheres são usadas por homens e tratadas como bonecas, e se alguém realmente as transformassem em bonecas? Ou pior, bonecas sexuais humanas e as vendesse livremente por ai? Infelizmente isso realmente acontece hoje em dia. E então? Alguém ai quer brincar?
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Capítulo 1

113 palavras•~1 min

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Como é o inferno? Alguém aí sabe? Eu só sei que não quero conhecer tão cedo e de preferência nunca, mas, sabia que cada cultura tem sua versão do mundo dos Mortos? Pois é, antes de alguém andar sobre as águas e descer à mansão dos mortos, havia Hades. O grande deus grego que herdou o domínio do mundo inferior. Tenho em minha posse um dos mais antigos pergaminhos gregos traduzidos, doado exclusivamente a mim pela propria Hécate, que conta como ele criou seu mundo e estou disposto a dividir com vocês, espero que gostem.

O verão de 1989 prometia ser o mais um entre tantos. Seis amigos, prestes a deixar a escola para trás, decidem escapar da rotina e das despedidas agridoce com uma viagem improvisada. O destino: uma cabana isolada, cedida pelo tio de Adam, escondida nas profundezas da floresta de Blackwood Hills. Um lugar perfeito para beber, rir e aproveitar a juventude, longe de tudo e de todos. O isolamento parece um paraíso. A van velha de Noah cruza a estrada de terra, o lago reflete a luz do sol poente, e a promessa de dias tranquilos os recebe. Mas a floresta de Blackwood não é apenas um cenário silencioso. Ela é antiga, ciumenta, e tem suas próprias regras.

Durante anos, Lídia Sampaio considerou os cães da rua dos Jacarandás um atentado à convivência civilizada. Por isso, quando uma manhã amanhece sem um único latido, sua primeira reação é agradecer. A gratidão, entretanto, dura pouco. Em Vila Olaria, animais começam a desaparecer, marcas inexplicáveis surgem nas paredes e certas casas passam a abrigar espaços que jamais deveriam existir. Enquanto os moradores procuram explicações suficientemente razoáveis para continuar suas rotinas, Lídia descobre que há inconveniências muito piores do que uma vizinhança barulhenta. Entre o horror sobrenatural, o absurdo cotidiano e a melancolia das pequenas ausências, o conto investiga aquilo que aprendemos a ignorar, sobretudo quando seus avisos se confundem com os ruídos habituais da vida.

Em Santa Amélia, a última viagem da linha 86 atravessa a fronteira entre o mundo conhecido e as existências que, por alguma razão, ficaram à margem dele. Há dezessete anos, Marta Amaral conduz esse percurso, convivendo com passageiros para quem o tempo, a morte e a própria realidade parecem obedecer a regras particulares. Os passageiros que nunca desceram explora a memória, o luto, a maternidade e o desejo de recuperar aquilo que a vida nos retirou. Em um universo onde possibilidades abandonadas continuam existindo, o conto investiga os limites do pertencimento, as consequências de nossas escolhas e a difícil convivência entre o amor e a perda. Entre o absurdo, melancolia e horror sobrenatural, a narrativa encontra nas pequenas intimidades cotidianas algumas das questões mais inquietantes da existência humana.