O celular vibrou repetidamente sobre a mesa de Pérola a cada nova mensagem de Rubi. Seja lá o que sua irmã mais nova estivesse falando, decidiu enviar um áudio por frase.
Pérola afastou os óculos de leitura das vistas cansadas e pegou o aparelho temendo o motivo da enxurrada de mensagens. Com Rubi, sempre se esperava o inesperado. Uma viagem de moto pelo Deserto do Atacama, um curso de ourivesaria em Lisboa, um tórrido romance com o artista do momento; as possibilidades eram várias, e todas acrescentavam um item à longa lista de razões para se preocupar com a Paz e Guerra do meio.
Doze mensagens de voz até que eram uma média aceitável — se tratando de Rubi. Indicava que nenhum desastre aconteceu ou estava para acontecer.
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