De todos os lugares possíveis para levar uma turma de adolescentes prestes a ingressar no mercado de trabalho, um supermercado era, sem dúvida, o mais deprimente. Matheus escondeu o desgosto atrás de um sorriso motivador ao pastorear seus alunos rumo à área administrativa do Supermercado Ibituruna. Não que o trabalho em si fosse uma coisa ruim, mas ele torcia para os garotos conseguirem algo melhor do que a escravidão da escala 6x1 em troca de um salário-mínimo.
Matheus se apresentou na recepção como um dos professores acompanhantes. A recepcionista, uma senhora de cabelos grisalhos, ergueu as sobrancelhas.
— Professor? Com essa carinha de bebê?
Gostando da história?
Crie sua conta gratuita em 15 segundos para desbloquear os próximos capítulos e continuar exatamente de onde você parou, em qualquer aparelho.
