Você quer brincar comigo?

Claire Thousands

Você quer brincar comigo?

Sinopse

Um grupo de amigos fazem uma viagem a Roma que literalmene iria mudar o rumo de suas vidas.
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Você quer brincar comigo?

778 palavras•~4 min

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O verão de 1989 prometia ser o mais um entre tantos. Seis amigos, prestes a deixar a escola para trás, decidem escapar da rotina e das despedidas agridoce com uma viagem improvisada. O destino: uma cabana isolada, cedida pelo tio de Adam, escondida nas profundezas da floresta de Blackwood Hills. Um lugar perfeito para beber, rir e aproveitar a juventude, longe de tudo e de todos. O isolamento parece um paraíso. A van velha de Noah cruza a estrada de terra, o lago reflete a luz do sol poente, e a promessa de dias tranquilos os recebe. Mas a floresta de Blackwood não é apenas um cenário silencioso. Ela é antiga, ciumenta, e tem suas próprias regras.

Durante anos, Lídia Sampaio considerou os cães da rua dos Jacarandás um atentado à convivência civilizada. Por isso, quando uma manhã amanhece sem um único latido, sua primeira reação é agradecer. A gratidão, entretanto, dura pouco. Em Vila Olaria, animais começam a desaparecer, marcas inexplicáveis surgem nas paredes e certas casas passam a abrigar espaços que jamais deveriam existir. Enquanto os moradores procuram explicações suficientemente razoáveis para continuar suas rotinas, Lídia descobre que há inconveniências muito piores do que uma vizinhança barulhenta. Entre o horror sobrenatural, o absurdo cotidiano e a melancolia das pequenas ausências, o conto investiga aquilo que aprendemos a ignorar, sobretudo quando seus avisos se confundem com os ruídos habituais da vida.

Em Santa Amélia, a última viagem da linha 86 atravessa a fronteira entre o mundo conhecido e as existências que, por alguma razão, ficaram à margem dele. Há dezessete anos, Marta Amaral conduz esse percurso, convivendo com passageiros para quem o tempo, a morte e a própria realidade parecem obedecer a regras particulares. Os passageiros que nunca desceram explora a memória, o luto, a maternidade e o desejo de recuperar aquilo que a vida nos retirou. Em um universo onde possibilidades abandonadas continuam existindo, o conto investiga os limites do pertencimento, as consequências de nossas escolhas e a difícil convivência entre o amor e a perda. Entre o absurdo, melancolia e horror sobrenatural, a narrativa encontra nas pequenas intimidades cotidianas algumas das questões mais inquietantes da existência humana.