Noite de Halloween
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Sinopse

Um demônio entediado em plena noite de Halloween.
16+História Concluída~14min de leitura

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Não sou normal. Bem, depente do ponto de vista, acho...

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Total: 2,747 palavras
01

Capítulo 1

395 palavras•~2 min
02

Capítulo 2

1,317 palavras•~7 min
03

Capítulo 3

1,035 palavras•~6 min

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Uma casa grande, muito barata, com um passado misterioso e um vendedor desesperado? Com certeza tem coisa aí. Algumas pessoas seguiriam o bom senso e iriam embora sem olhar pra trás. Outras pessoas ignorariam o bom senso pelo senso de aventura e tentariam desvendar o mistério, custe o que custar. E tem as pessoas que não tem senso nenhum pra seguir... Uma casa boa e barata, dentro do orçamento, com apenas um pouquinho de assombração e detalhes macabros? Nada que não se possa ignorar.

Clara dá aulas de português para estrangeiros e faz magia desde pequena. Joana só sabe da primeira parte. Até aparecer para um café dizendo que visitou a escola onde a amiga trabalha, numa cidade que não aparece no mapa. A primeira pista está num material didático: alguém está ensinando pessoas comuns a encontrar lugares mágicos sem explicar o que vão descobrir. Os percursos levam a uma biblioteca fechada, documentos alterados e moradores que não querem ver suas casas transformadas em cenário de exercício. Com a confiança da amiga abalada, Clara precisa descobrir quem está distribuindo aquelas instruções e por quê. E explicar há quanto tempo vinha deixando Joana do lado de fora.

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Durante anos, Lídia Sampaio considerou os cães da rua dos Jacarandás um atentado à convivência civilizada. Por isso, quando uma manhã amanhece sem um único latido, sua primeira reação é agradecer. A gratidão, entretanto, dura pouco. Em Vila Olaria, animais começam a desaparecer, marcas inexplicáveis surgem nas paredes e certas casas passam a abrigar espaços que jamais deveriam existir. Enquanto os moradores procuram explicações suficientemente razoáveis para continuar suas rotinas, Lídia descobre que há inconveniências muito piores do que uma vizinhança barulhenta. Entre o horror sobrenatural, o absurdo cotidiano e a melancolia das pequenas ausências, o conto investiga aquilo que aprendemos a ignorar, sobretudo quando seus avisos se confundem com os ruídos habituais da vida.