O trio passou os dias seguintes avaliando rotas e pensando no que levar. Fizeram uma pequena reunião na cabana de Ahadi para separação das tarefas. A nobre teria que ficar por conta dos mapas. Todos os livros, bússolas, mapas e desenhos seria ela que deveria se lembrar de trazer. O garoto ficaria responsável pela comida e suprimentos, que deveriam durar até chegar à vila mais próxima. Enquanto isso, o mercenário deveria separar as armas, brancas e de fogo, para caça e segurança. Por três dias o mercenário separou as armas, martelando em sua mente se era mesmo o que deveria fazer. Foi quando pensou nos outros companheiros, se já tinham separado suas coisas, mas do jeito que Zeki era miserável e Abellona metida demais para carregar uma bolsa minúscula, Ahadi sabia que tudo ia ficar pra ele.
Decidiu ir até sua irmã. Uru era realmente uma mulher sábia e linda. Era bem alta, mas um pouco menor do que Ahadi, morena de cabelos curtos até um pouco acima do pescoço, que estavam repicados por terem crescido um pouco mais nos últimos anos e decidiu cortá-los para ela. Era mais velha que o irmão, com seus 32 anos e uma aparência juvenil, porém cansada. Não muito magra, mas com algumas curvas acentuadas e era visivelmente forte, devido às diversas missões. Acabou ganhando musculatura. Sua boca era um pouco carnuda e seus olhos, antes de um tom violeta, agora estavam tomados por uma lâmina de cor branca leitosa, evidenciando a cegueira. Ela estava do lado de fora da cabana, com um vestido azul claro leve e com o filho pequeno de três anos, Taú, envolta de alguns bonecos enquanto o filho dava pequenas coisas pra ela sentir a textura.
— Achei que ia pra colocar ele para comer, Uru.
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