Rose acordou deitada no chão de uma sala empoeirada, sem janelas ou móveis, uma única luz pendurada no teto, tão frágil que parecia que o fio se partiria ao meio a qualquer momento.
* * *
– Comida. — Rose balbuciou, ainda sem forças, permaneceu imóvel após isso, o olhar fixo a frente. Alex aproximou-se dela com um pacote de maçã desidratada que achou no armário da cozinha, por sorte o pacote estava lacrado e sua validade iria até mais cinco dias, abriu o pacote e lhe levantou a cabeça, levou sua mão gelada até o queixo meio caído e movimentou-o abrindo mais sua boca, pôs uma das fatias que mais pareciam chips e ela mastigou, mas ainda estava completamente sem forças, ele sabia disso pois sentia seu fluxo sanguíneo, então continuou dando-lhe na boca.
– Por que está me ajudando? Você poderia já ter me matado. — balbuciou novamente, mas o silêncio no local era intenso e os sentidos de Alex aguçados.
– Quero provar de seu sangue, mas precisa estar nutrida e com força o suficiente para sentir medo e tentar fugir. — Ele sorriu e pela primeira vez Rose notou que ele possuía uma covinha na bochecha esquerda.
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