Power: The quest
Power: The quest
Chapter 18 min read

Prólogo

Uma noite vazia. Sem vento. Sem nada. Sem ninguém. As casas são estranhas, são sem vida. Há algo estranho nelas, mas não e nada notável só a sensação, uma sensação de frio percorre no ar. Mas não há nada de diferente. São casas normais com pessoas normais, no mais tanto faz, talvez o ar seja só mais lento aqui. As coisas são muito lentas nesse lugar. As pessoas só passam suas vidas sem nada de mais, sem novidades. Mas nessa noite há algo diferente. Alguém diferente. Um bebê

Simples. Os donos da casa verde sem numero tiveram seu primeiro bebe. Um casal jovem. A mulher deve ter cerca de vinte anos no máximo. O homem já beira seus trinta. Mas nada disso importa. O que importa e que essa noite o ar não esta frio.

Não, para esse casal para esse casal é uma noite especial e completamente feliz e não há nada que estrague isso. O bebe é lindo. Uma menininha linda com seus poucos fios de cabelo muito rasos e muito loiros. A menininha nascera há apenas um dia em um hospital próximo. Um hospital pequeno e simples, pois os pais não são ricos o bastante para ela nascer em um hospital de grande porte. A mulher coloca o bebe no colo e se senta em uma cadeira de balanço na sala de estar. Não faz nada. Apenas olha esse bebe dormir. Tão pequeno e já e o maior amor da vida dessa mulher, agora ela entende o que todos diziam, suas amigas, só se sabe como é ser mãe ate ser. E agora ela sabia. O pai foi tomar um banho longo.

O dia foi cansativo, ficar numa sala de espera por horas não é nada confortável. Um homem já maduro loiro de alto porte um homem muito bonito. Dentista. Não é uma enorme profissão, mas dá pra sustentar bem a casa.

Apesar do cansaço a mulher não queria parar de olhar aquele pequeno e tão grande tesouro. Seus olhos brilhavam quanto mais ela olhava aquele pequeno ser dormir. Sorriu. O bebe também estava cansado é claro. Ver um novo lugar estar em um novo lugar, sair de um lugar bom e aconchegante apertadinho para algo tão maior era uma experiência muito cansativa. A mulher tombou a cabeça na cadeira de balanço para escutar o silencio. Que bela noite, ela pensou. Tão silenciosa. É claro que todas as outras também são, mas nessa há algo especial é claro. A mulher sorri, por fim aquela casa naquele bairro estranho e calmo seria um belo lugar para uma criança crescer.

A mulher não queria dormir, só queria ficar olhando-a, mas por fim a exaustão a venceu, e seus olhos se fecharam. Quando acordou, foi suave, com seu outro tesouro a olhando e acariciando seus longos cabelos negros como a noite.

A mulher olhou os olhos do homem pensando, pouco tempo se passara desde que o conhecera, aqueles olhos encantadoramente azuis como o mar em que ela se perdia. Ainda se lembrava daquele dia tão bonito quando ela viu o homem no campo há muitos quilômetros dali... Sua casa, ha pouco tempo saíra de lá, se fechasse os olhos conseguiria sentir o ar puro do campo. Foi difícil, muitos obstáculos para esse amor, mas por fim ele venceu.

__Vá para cama... Precisa descansar -- O homem disse, e ele estava certo então ela foi para o quarto do bebe acompanhada por ele, deixou o bebe no berço e foi dormir.

O homem olhou-a dormir tão serenamente e se sentiu o homem mais feliz do mundo. Foi para a cozinha e preparou algo pra comer: um sanduíche, sorte que estava de férias, voltaria a trabalhar só dali à para cinco dias. O dia seguinte foi melhor ainda, o homem e a mulher não sairão de casa, ao contrario ficaram somente na sala vendo televisão. Porém como havia algo especial foi um dia extremamente feliz e entusiasmante.

Ai esta mais uma coisa a qual os dois combinam ambos nunca foram de festas e farras, ambos preferiam mais um filme a dois ou um programa no parque. Porém também não foi nada fácil para que sua relação pudesse se manter, a mulher era muito nova e seus pais muito antigos. Tinham costumes antigos e uma vida quieta. Nunca soube dizer o que mais lhe atraía na mulher, seus longos cabelos negros, seus olhos verdes, sua extrema bondade e amor. E também nunca pôde entender por que a mulher o escolhera. Um homem até então vazio e sem sentido. A noite foi assim, vendo a mulher amamentar o bebe entre o sono e o não sono. Mas estes podem ser meros detalhes insignificantes. Talvez sim, talvez não. Essa noite que foi tão especial para ambos talvez não tenha feito mover uma palha, uma faísca na vida tão pacata de seus vizinhos. Porém ambos sabiam em seus corações que suas vidas mudaram a partir daquele dia para sempre.

No dia seguinte o homem cochilou um pouco e disse à mulher que iria visitar os vizinhos, eram ha apenas umas cinco casas adiante, onde morava um casal de velhos. Enquanto o homem caminhava, olhou aquela rua, não parecia fria e sem vida agora, tudo parecia bom e bonito, ele estava completo. A casa onde os velhos moravam era antiga ainda toda de madeira com um lindo jardim de flores muito raras azuis com o caule de um preto fosco chamadas Mary, se chamavam assim porque o velho as achou anos atrás perto de um riacho muito longe dali, e essas flores tão lindas não existiam em outro lugar e nem haviam sido descobertas por ninguém antes, ele não sabia como, mas as flores resistiram a viajem e ao serem plantadas, se multiplicaram, o velho as achou tão lindas e encantadoras que as chamou de Mary como sua esposa.

O homem só havia feito amizade com os velhos desde que se mudara e, não pensava em ser amigo de mais ninguém. Foram as melhores pessoas que ele já conhecera na vida.

Ao chegar à porta dos velhos parou e respirou fundo, a casa tinha cheiro de torta de amoras, e isso lembrava ao homem da sua infância. Ele amava aquele cheiro. O velho atendeu a porta e convidou o homem para entrar, sua mulher estava acabando de fazer um café, então assim que ele chegou ela veio à sala de estar e se sentou ao lado do velho. O homem contou as boas novas, e os velhos quiseram ir ver o bebe, o homem os levou ate sua casa. A mulher estava com o bebe nos braços e ela estava chorando, a mulher estava meio confusa olhando para o bebe, e a velha chegou dando-lhe os parabéns, a mulher gostou, pois a velha era sua melhor amiga, então a velha perguntou se podia ajudar a mulher logo disse que sim e a velha pegou o bebe e se sentou e logo o bebe parou de chorar. Logo apos de tomarem um chá, a velha se ofereceu para sempre ajudar a mulher no que precisasse e ela aceitou.

Logo o homem voltou a trabalhar e a mulher ficou em casa, cuidando do bebe. O nome foi um tanto difícil de escolher, pois ambos discordavam, mas por fim chegaram à uma decisão. A menina se chamaria Katherine como a mãe da mulher. Kete era um bebe muito saudável e não chorava muito. Foram dias muito felizes, a velha sempre ia ajudar a mulher no que ela precisasse. O homem estava muito feliz e tudo ia bem.

Naquela semana tudo correu bem, o homem e a mulher estavam felizes e depois que o homem voltou pro trabalho as coisas se normalizaram, a velha sempre ajudava a mulher no que ela precisasse, já que a velha e o velho eram aposentados e estavam sempre em casa. Todos estavam muito felizes. Os dias foram se passando e as coisas seguiram seu rumo. A rotina chegou, mas com uma mudança já que tinha uma nova alegria na casa, Katherine era uma bebe muito sorridente e mal chorava, fora ao medico para consultas de rotina, mas era um bebe com a saúde muito forte. A velha era como uma avó para o bebe e como uma mãe para a mulher, uma mãe e uma amiga e o velho como um pai para o homem, sempre lhe aconselhava quando pedia. Certo dia o homem estava voltando do trabalho e viu um homem estranho na rua, nada de mais só que o homem achou intrigante, pois era uma rua calma e o estranho parecia bem confuso, com cabelo e barba longos parecia ter uns cinquenta anos de idade. O homem parecia andar sem rumo, e suas vestes era um tanto estranhas: vestia uma calça rasgada com uma blusa que lhe mostrava o peito e luvas de couro, o homem ainda usava um tipo de chapéu em forma redonda com vários furos. O homem passou por ele e foi para casa, mas ficou intrigado com aquilo. Os dias foram passando, passando muito rápido, tanto que quando o homem percebeu o Katherine já completava um ano de idade. Fizeram para ela uma festinha com muitos doces e brincadeiras, foi algo intimo então não haviam muitos convidados. A mulher decidiu então nesse dia que queria voltar a trabalhar. Seu oficio era criar roupas, e ela gostava muito disso. Passou então a fazer roupas para Katherine depois para ela. Com o tempo a mulher pegou uma virose, o marido ficou preocupado, mas a mulher logo ficou bem...

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