Em algumas manhãs, sua memória era como um duraque. Algo macio e resistente, um pulsar fantasma que carregava-a como uma semente ao vento pelo resto do dia.
Em outras, lembrar-se de que perdera seu coração do outro lado do mundo dobrava-a com a força de uma revelação, e nada parecia penetrar naquela cálida escuridão na qual se alojava ao fechar os olhos.
Os primeiros raios de sol entravam pela janela, brindando Joy Widhall com mais um dia o qual ela não havia pedido.
Mas, desta vez, pensou silenciosamente, tocando a superfície da carta que sempre dormia com ela, não estava sozinha.

