Joy encara a carta dobrada por um longo tempo, enquanto nenhum pensamento material conseguia atravessar o interstício de sua consciência. Ela tentara fazer aquele papel – e as palavras dentro dele – terem algum significado, mas descobriu, com crescente desespero, que ele ainda era apenas isso... Apenas um papel.
Em momentos assim, era impossível não tentar abafar o mundo ao cobrir os ouvidos com as mãos. Fechar os olhos na esperança de que a luz se apagasse, como já tinha feito em seu peito.
Mas aquele era só um papel, e estes eram só sonhos.
A realidade a fez levantar-se da cama.

