Bom, literalmente sempre tem por aqui uma parte que me prende e me faz refletir. Mas pelo lado superficial que também nunca falta, sempre tem uma frase muito bonita pra admirar. Se eu fosse de redes sociais e tudo mais, essa aí seria facilmente uma frase que colocaria no perfil xD
Foi até coincidência porque hoje estava caminhando e pensando sobre coisas que preenchem o vazio. Na verdade, o que achamos que preenche e não passa de uma breve ilusão. E agora percebo que foi bom não estar com um cartão na mão pra comprar o que de repente fez os olhos brilharem. Chegou o final do dia e nada mudaria se eu tivesse aquilo ou não, não estaria mais feliz ou menos triste. Só teria algo a mais pra ter na prateleria e usar de vez em quando.
A gente quer o que não tem, e quando tem toda a euforia passa. Passa tão rápido que até me assustei na primeira vez que vivi isso. E surge um espaço vazio de novo aguardando o momento de escolher o que vai querer guardar. Acho que não é fácil manter o valor de algo matetial depois que o tem na mão (a não ser que custe muito caro ou que leve tanto tempo pra obter, quem sabe) e por isso o vazio cresce facilmente.
Pra mim sempre foi muito claro que coisas brilhantes não preenchem a alma. Palavras de uma, cof cof, bela consumista cof cof :) De qualquer maneira nunca pensei muito sobre o vazio e como ele poderia ser verdadeiramente preenchido. Mas cheguei a uma conclusão. Como imagino que o vazio seja preenchido não é fácil, tem muito valor e leva tempo. Tem muito sobre querer e, posteriormente valorizar. E sobre o que é material, me parece que não daria certo mesmo. O que é comprado numa loja será substituído tanto quanto as vontades e caprichos. A única constante é o vazio chamando por algo que seja resistente, que fique ali e não precise ser trocado.
Vou admitir que o título me fez ficar curiosa, mas não esperava que me fizesse parar pra pensar também sobre valor próprio e as influências externas que aumentam o vazio. Daria fácil um documento de word comentar sobre cada ponto dessa poesia, mas vou ficando por aqui.
Primeiramente, fico feliz que tenha gostado da frase em questão kkkk' Acho que sim a poesia tem a questão de refletir e pensar, mas tais colocações de efeito são boas para imprimir certas perguntas mais fortes ao texto.
A proposição do materialismo e tudo isso é deveras interessante para se analisar certamente. Muitas vezes nos deixamos comprar algo que faz nossos "olhos brilharem", apenas pra tentar preencher um vazio e que, como você disse, não passa de uma breve ilusão. É essa ideia de sempre querer algo novo mesmo, como um mote para nos sentirmos satisfeitos, quando muitas vezes não é sequer o que realmente queremos; e muitas vezes, essas ideias são jogadas na nossa cabeça por estímulos externos que sequer nos pertencem.
E, obviamente, daí parte o vazio. Afinal, se comprou algo para te preencher e isso não aconteceu, o que significa? Sobre a sua reflexão sobre como o vazio seria preenchido... eu realmente acredito em algo parecido com o que disse. As coisas materiais que compramos são substituíveis, ou seja, quando aquilo perece ele perde valor. Porém, o que pode substituir o vazio é algo que está além do tempo, do valor... algo que tem significação e verdadeiramente traz um sentido, e só essas coisas podem preencher o vazio. Talvez a maioria desses "itens" não sejam tangíveis de fato, e estejam mais ligadas a sensações esotéricas ou sentimentos.
De toda forma... fico lisonjeado pelo comentário e pela capacidade desse meu humilde poema levar a refletir sobre coisas tão profundas e complexas. Posso dizer que busco sempre isso com a minha escrita, e fico muito feliz em perceber que consigo alcançar isso em algum ponto. Enfim, muito obrigado mais uma vez pelo comentário e por sua primorosa interpretação ^^' Acho que isso é tudo, até a próxima~
R
Romântica Gótica
Esse poema achei bem complexo. Não acho que a alquimia teria se submetido ao mercantilismo, mas isso teria causado uma ruptura no sistema. Imagino que seja na época do senhor feudal, porque ficou um pouco claro nisso, mas ao mesmo tempo o reino pode estar se referindo aos países e as monarquias. Inclusive, as vezes chego a pensar que a figura de Jesus de certa forma tem a ver com a alquimia, sei que é uma questão de fé, mas o fato da Índia ter resistido ao cristianismo inglês não me deixa me sentir mal.
A ligação entre Jesus e a alquimia não é explicitamente discutida na Bíblia. No entanto, alguns estudiosos e místicos encontraram paralelos e simbolismos que associam temas alquímicos com aspectos da vida e dos ensinamentos de Jesus. A alquimia, com seu foco na transformação e purificação, pode ser simbolicamente comparada a conceitos espirituais cristãos.
A alquimia também envolve a purificação da matéria. Em Malaquias 3:3, é dito: "Assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; purificará os levitas e os refinará como ouro e prata."
Tem algumas analogias cristas que me remetem muito a alquimia, principalmente a questão do pão e do vinho (sangue/ elixir da vida). Ainda mais que o pão ou a ostea é o corpo. Eu por exemplo me sinto péssima quando eles repartem o pão e o suco de uva ou vinho. Porque eles dizem que representa o corpo e o sangue de Jesus. Eu já me imagino COMENDO UM CORPO E BEBENDO O SANGUE. E fico mal quando isso da até vontade de pedir desculpas.
Depois começo a oferecer sangue por aí e o povo acha esquisito, culpo a igreja. Eu hein.
Sobre Alquimia e Mercantilismo, não sei se realmente seriam correlatas. A proposta era só tergiversar sobre a composição da transmutação de metais, e trazer um paralelo filosófico sobre a nossa ideia social acerca de "enriquecer", o que era a ideia de muitos nobres e burgueses com a alquimia. Mercantilismo era mais pra traçar a época ao qual eu queria relacionar.
Sobre Jesus e a alquimia, não posso dizer com certeza; mas pelo que descreveu, tens bastante experiência e estudo nessa área. Acho que parte dos milagres de Jesus podem ser entendidos como uma extensão das funções da Pedra Filosofal (sobretudo a área cinzenta dos homunculus e a ideia de trazer pessoas de volta à vida, curar doenças etc.). Mas ainda é uma viagem grande para mim; não tenho uma religião definida ainda, porém leio bastante a Bíblia e procuro entender a nuance dessas coisas, de maneira cética, todavia, com certa fé em acontecimentos também.
Acho que há muitas passagens na Bíblia que podem ser interpretadas dentro do conceito da Alquimia, contudo, a maioria vejo como uma extensão metafórica mais dotada de uma analogia do que uma confirmação. A passagem que citou me remete a tanto essa possibilidade como, quem sabe mesmo, um constructo da Alquimia. Porém, tendo a crer que a maioria são analogias, e não uma forma definitiva de sua existência e possibilidade; ainda assim, é muito interessante pesquisar e estudar acerca.
Enfim, agradeço pelo comentário e pela interpretação e ideias acerca. Muito obrigado! Acho que é tudo. Até a próxima~
"És uma pérola brilhante de ostra,
Ou apenas um grão de areia?"
hi.
Bom, literalmente sempre tem por aqui uma parte que me prende e me faz refletir. Mas pelo lado superficial que também nunca falta, sempre tem uma frase muito bonita pra admirar. Se eu fosse de redes sociais e tudo mais, essa aí seria facilmente uma frase que colocaria no perfil xD
Foi até coincidência porque hoje estava caminhando e pensando sobre coisas que preenchem o vazio. Na verdade, o que achamos que preenche e não passa de uma breve ilusão. E agora percebo que foi bom não estar com um cartão na mão pra comprar o que de repente fez os olhos brilharem. Chegou o final do dia e nada mudaria se eu tivesse aquilo ou não, não estaria mais feliz ou menos triste. Só teria algo a mais pra ter na prateleria e usar de vez em quando.
A gente quer o que não tem, e quando tem toda a euforia passa. Passa tão rápido que até me assustei na primeira vez que vivi isso. E surge um espaço vazio de novo aguardando o momento de escolher o que vai querer guardar. Acho que não é fácil manter o valor de algo matetial depois que o tem na mão (a não ser que custe muito caro ou que leve tanto tempo pra obter, quem sabe) e por isso o vazio cresce facilmente.
Pra mim sempre foi muito claro que coisas brilhantes não preenchem a alma. Palavras de uma, cof cof, bela consumista cof cof :) De qualquer maneira nunca pensei muito sobre o vazio e como ele poderia ser verdadeiramente preenchido. Mas cheguei a uma conclusão. Como imagino que o vazio seja preenchido não é fácil, tem muito valor e leva tempo. Tem muito sobre querer e, posteriormente valorizar. E sobre o que é material, me parece que não daria certo mesmo. O que é comprado numa loja será substituído tanto quanto as vontades e caprichos. A única constante é o vazio chamando por algo que seja resistente, que fique ali e não precise ser trocado.
Vou admitir que o título me fez ficar curiosa, mas não esperava que me fizesse parar pra pensar também sobre valor próprio e as influências externas que aumentam o vazio. Daria fácil um documento de word comentar sobre cada ponto dessa poesia, mas vou ficando por aqui.
see you soon.
Heey,
Primeiramente, fico feliz que tenha gostado da frase em questão kkkk' Acho que sim a poesia tem a questão de refletir e pensar, mas tais colocações de efeito são boas para imprimir certas perguntas mais fortes ao texto.
A proposição do materialismo e tudo isso é deveras interessante para se analisar certamente. Muitas vezes nos deixamos comprar algo que faz nossos "olhos brilharem", apenas pra tentar preencher um vazio e que, como você disse, não passa de uma breve ilusão. É essa ideia de sempre querer algo novo mesmo, como um mote para nos sentirmos satisfeitos, quando muitas vezes não é sequer o que realmente queremos; e muitas vezes, essas ideias são jogadas na nossa cabeça por estímulos externos que sequer nos pertencem.
E, obviamente, daí parte o vazio. Afinal, se comprou algo para te preencher e isso não aconteceu, o que significa? Sobre a sua reflexão sobre como o vazio seria preenchido... eu realmente acredito em algo parecido com o que disse. As coisas materiais que compramos são substituíveis, ou seja, quando aquilo perece ele perde valor. Porém, o que pode substituir o vazio é algo que está além do tempo, do valor... algo que tem significação e verdadeiramente traz um sentido, e só essas coisas podem preencher o vazio. Talvez a maioria desses "itens" não sejam tangíveis de fato, e estejam mais ligadas a sensações esotéricas ou sentimentos.
De toda forma... fico lisonjeado pelo comentário e pela capacidade desse meu humilde poema levar a refletir sobre coisas tão profundas e complexas. Posso dizer que busco sempre isso com a minha escrita, e fico muito feliz em perceber que consigo alcançar isso em algum ponto. Enfim, muito obrigado mais uma vez pelo comentário e por sua primorosa interpretação ^^' Acho que isso é tudo, até a próxima~
Esse poema achei bem complexo. Não acho que a alquimia teria se submetido ao mercantilismo, mas isso teria causado uma ruptura no sistema. Imagino que seja na época do senhor feudal, porque ficou um pouco claro nisso, mas ao mesmo tempo o reino pode estar se referindo aos países e as monarquias. Inclusive, as vezes chego a pensar que a figura de Jesus de certa forma tem a ver com a alquimia, sei que é uma questão de fé, mas o fato da Índia ter resistido ao cristianismo inglês não me deixa me sentir mal.
A ligação entre Jesus e a alquimia não é explicitamente discutida na Bíblia. No entanto, alguns estudiosos e místicos encontraram paralelos e simbolismos que associam temas alquímicos com aspectos da vida e dos ensinamentos de Jesus. A alquimia, com seu foco na transformação e purificação, pode ser simbolicamente comparada a conceitos espirituais cristãos.
A alquimia também envolve a purificação da matéria. Em Malaquias 3:3, é dito: "Assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; purificará os levitas e os refinará como ouro e prata."
Tem algumas analogias cristas que me remetem muito a alquimia, principalmente a questão do pão e do vinho (sangue/ elixir da vida). Ainda mais que o pão ou a ostea é o corpo. Eu por exemplo me sinto péssima quando eles repartem o pão e o suco de uva ou vinho. Porque eles dizem que representa o corpo e o sangue de Jesus. Eu já me imagino COMENDO UM CORPO E BEBENDO O SANGUE. E fico mal quando isso da até vontade de pedir desculpas.
Depois começo a oferecer sangue por aí e o povo acha esquisito, culpo a igreja. Eu hein.
Heey,
Sobre Alquimia e Mercantilismo, não sei se realmente seriam correlatas. A proposta era só tergiversar sobre a composição da transmutação de metais, e trazer um paralelo filosófico sobre a nossa ideia social acerca de "enriquecer", o que era a ideia de muitos nobres e burgueses com a alquimia. Mercantilismo era mais pra traçar a época ao qual eu queria relacionar.
Sobre Jesus e a alquimia, não posso dizer com certeza; mas pelo que descreveu, tens bastante experiência e estudo nessa área. Acho que parte dos milagres de Jesus podem ser entendidos como uma extensão das funções da Pedra Filosofal (sobretudo a área cinzenta dos homunculus e a ideia de trazer pessoas de volta à vida, curar doenças etc.). Mas ainda é uma viagem grande para mim; não tenho uma religião definida ainda, porém leio bastante a Bíblia e procuro entender a nuance dessas coisas, de maneira cética, todavia, com certa fé em acontecimentos também.
Acho que há muitas passagens na Bíblia que podem ser interpretadas dentro do conceito da Alquimia, contudo, a maioria vejo como uma extensão metafórica mais dotada de uma analogia do que uma confirmação. A passagem que citou me remete a tanto essa possibilidade como, quem sabe mesmo, um constructo da Alquimia. Porém, tendo a crer que a maioria são analogias, e não uma forma definitiva de sua existência e possibilidade; ainda assim, é muito interessante pesquisar e estudar acerca.
Enfim, agradeço pelo comentário e pela interpretação e ideias acerca. Muito obrigado! Acho que é tudo. Até a próxima~