O quão depende achas que é,

Da moeda que rege esse reino?

Consegues se desprender de seus meios

Em tentar capturar tua atenção em forma e desejo.


Anseios feitos meio sem querer...

Criam objetivos que talvez jamais pensou ter.

Tudo para suprir a necessidade que criaram em você,

Para possuir, deter, ser.


O que achas que é,

Nesse baço mundo que o rodeia?

És uma pérola brilhante de ostra,

Ou apenas um grão de areia?


Imenso é o mar que se dispõe infinito...

Deixem te limitar ao valor de um objeto ficto.

Como pode se alçar ao não visto,

Quando cegam seus olhos com o brilho...

De uma moeda de ferro.


Alquimistas menos nobres estudaram a arte,

De transmutar metais inferiores.

Doces marionetes de uma ciência inexata,

Onde o mais importante é quanto possui,

E não a inata.


Vai ver isso seja o que importa...

Nessa aquarela desbotada que é o mundo.

Onde tudo se resume ao quanto você aporta.


Ou quem sabe haja um caminho...

Em que pode trilhar sozinho,

E encontrar o que pode ser destino.


Questiono-me com frequência sobre o vazio;

Sobre como não se pode preencher a alma em polvorosa,

Com algumas dúzias de pedras preciosas,

Que só significam o que querem que signifique.


O quão disruptivo achas que é,

Para achar que pode viver sem a moeda em seu reino?

Consegues desprender mente e espírito desse plano,

E enxergar além das mentiras, ocultações e enganos?

~Gabriel.