Comentários em “Arsonist's Lullaby- Interativa”: “XXVII- Hope Is A Dangerous Thing”

Cosmic Madness

Olá, Venus ♥

Esse capítulo foi tão deliciosamente tenso e fluido que eu li quase sem piscar, o capítulo acabou e eu fiquei "Ué, já?" Ele parecia maior antes de eu começar a ler. Ou a leitura fez ele parecer menor do que realmente é. É assim que a gente percebe que realmente está no clímax da história, quando 5.000 palavras dão a sensação de ser metade disso porque você quer consumir tudo logo!

Ah, que ambiente frágil e triste Adel e Gus encontrando a Tig. Eu praticamente conseguir ver as lágrimas nos olhos deles e ouvir o tom de suas vozes. Eu queria muito concretizar isso, mas estou há tanto tempo sem desenhar que sinto que não faria jus à imagem que você pôs na minha cabeça. Queria abraçar a Adel, sei como ela não gosta dessas visões, principalmente as que parecem imutáveis mesmo com o "aviso" da magia. Ela deve ter sentido uma urgência desesperante para chegar a tempo, mas eu confesso que não me lembro de, durante a história, qualquer visão ser realmente um vislumbre do futuro, em vez de algo acontecendo no momento. Parece que os videntes nesse universo são realmente fadados a testemunhar tragédias imutáveis.

"Vamos estar logo atrás de você, minha líder." AI MEU CORAÇÃO, GUS. Um anjo na terra, esse menino.

Admito que apesar do peso da cena, mesmo no dia em que esse capítulo foi postado e eu ainda não tinha superado meu luto, eu achei ligeiramente cômico - de uma forma bizarra, mórbida, profana, terrível e condenável aos olhos de Deus e dos homens... porém cômico - o cavalo levar o corpo da Tig de volta, porque imaginei o pânico e o caos dos servos da casa dela, trabalhando tranquilamente, e do nada o cavalo chega atravessando o pátio com o cadáver carbonizado da patroa deles no lombo. Eu sei. É de extremo mau gosto da minha parte, mas a cena veio imediatamente na minha cabeça, com criadas gritando sem a menor ideia do que tinha acontecido. Felizmente, o cavalo entendia como "casa" um lugar com agentes da Ordem.

Então, chegamos na parte em que eu não entendi direito e demonstrei isso em alguns comentários ao longo do caminho. O Incendiário sempre foi a Hettie, e a efetiva participação do Edward foi apenas em despertar esse lado dela? Ou algumas vezes ele foi o Incendiário também? Eu estou inclinada a entender que o Incendiário que assassinou George e Aaliyah foi a Hettie, porque o Narrador diz que o Ed tomou ciência do ataque por suas fontes, mas o Incendiário que matou o Ron no começo da história era ela também? E o píer foi mesmo a Cecily, não intencionalmente, né? Só para garantir que peguei tudo certo.

Sei que o Narrador está correto sobre os sentimentos que ele descreve dos personagens, e que o próprio Hierofante concorda com ele, mas, meu caro Ed, é muito difícil eu me convencer de que você realmente se apaixonou pela Hettie apenas UM MÍSERO CAPÍTULO DEPOIS de você dar de ombros dizendo: "Eu menti, meu amor. É algo que eu faço muito, mentir para você. [...] Mas você fez um bom trabalho, sempre me deixa orgulhoso." Tivesse tido a decência de parecer em conflito nesse momento, e eu poderia ter me comovido agora, mas NÃO ACONTECEU, foi muito recente e a frase me irritou demais, se eu ouvisse isso de alguém, eu no mínimo seria indiciada por lesão corporal leve kkkkkkkk

Ainda assim, a Hettie precisava tanto de alguma coisa boa na vida dela que eu continuo gostando desse casal ter acontecido, independentemente do motivo inicial dele. E o Coisa Ruim já estava dentro da Hettie mesmo, então, apesar do Ed ter instigado tudo, não tem garantia de que todas as desgraças em volta dela não teriam acontecido mais cedo ou mais tarde, talvez até com o retorno do Hierofante, então alguém precisava encerrar o assunto definitivamente.

"A revelação o assustou mais do que gostaria." Eu também ficaria apavorada de descobrir que certos momentos de intimidade aconteceram "a três" sem eu ter ciência. Será que o Hierofante ficava julgando as conversas deles, quando eles estavam flertando ele ficava pensando "Você não disse isso, Ed... Que cantada mais brega. E você tá caindo nessa, Hettie? Então tá, né..."

Eu sei que se existir alguém no mundo que tenha o direito de ser arrogante, esse alguém é o Hierofante. Total direito, arrogância é uma consequência inevitável da situação dele, um resultado quase matemático. E por isso mesmo é tão satisfatório ver ele quebrar a cara. A Hettie lutando contra ele, revelando uma coisa tão fundamental e simples, mas com um peso enorme: O Hierofante não a conhece assim tão bem. E conhecer tudo deveria ser uma prerrogativa para alguém como ele, um requisito obrigatório. Ah, como o carma é lindo.

(Só para não deixar passar em branco, eu também apreciei muito o outro arrogante da história percebendo que não estava no controle do ritual, embora a falta de controle dele pareça ter durado bem pouco.)

Ô, Narrador agourento que só a peste, nem pude ter uma semana de esperança entre esse capítulo e o próximo, porque ele já tinha deixado claro que não ia dar bom.

Até logo,
Cosmic Madness ♥

Venus
Venus Autor

Hello, my dear Cosmic!

Começando minha resposta com um pedido de desculpas pela demora! Espero que não se importe com meu sumiço, essas semanas tem sido bem corridas.

Esse foi um capítulo que eu escrevi de uma só vez, em um borbotão de palavras sofridas. E essa cena em específico me deu essa sensação de estar acontecendo vividamente na minha cabeça, eu senti cada detalhe. As vozes, as expressões, o sofrimento, do qual eu compartilhei. Seria uma absoluta honra ter essa cena desenhada por você, eu ficaria de coração partido por causa do teor da cena, mas muito feliz de servir de inspiração :3 Fiquei feliz que você gostou, e que a cena, assim como o capítulo em geral, fluíram. Eu fico meio insegura quando as coisas começam a ficar muito emotivas e dramáticas, porque nem sempre sinto que estou passando a magnitude das tragédias, dos sentimentos. Então fiquei bem feliz com o seu comentário, muito obrigada :)

A Adel teve uma visão no capítulo 9 sobre o incêndio na casa do Joel, mas durante a história ela realmente teve muitas visões que nem sempre eram presságios, apenas vislumbres de algo (tirando essas vezes, que definitivamente eram sobre um futuro próximo demais). Realmente é algo que gera muita angústia para ela. Ela nem sempre sabe o que elas significam, ou se realmente vão acontecer, e quando elas se passaram de verdade. E se tem algo que pode ser feito para impedir. A magia tem esse péssimo hábito nesse universo, nunca avisa com antecedência o suficiente :,)

Foi um risco fortíssimo que eles correram KKKKKKKKKKK! Pior que minha única preocupação foi se ela caísse do cavalo durante o trajeto, mas eu confirmei com pesquisas que o Google deve ter achado suspeitosamente específicas que uma pessoa desacordada pode ser colocada em um cavalo sem cair de uma maneira correta. Mas eu nunca tinha considerado a reação de absoluto desespero que os trabalhadores da mansão Lascelle teriam se tivessem achado a patroa. Graças a Deus o cavalo foi mais sensato que os agentes da Ordem kkkkk!

É isso mesmo: o Incendiário sempre foi a Henrietta, o papel do Edward foi despertar o Hierofante, que estava parcialmente adormecido há alguns anos. Todos os assassinatos foram cometidos pelo Hierofante no corpo da Henrietta, a não ser os que a Charlotte cometeu. Isso inclui o assassinato do Ron. E, infelizmente, até mesmo o assassinato do Barão Blackburn, que a Henrietta admirava como um pai. Ela acabou sendo indiretamente responsável por muito sofrimento, não é à toa que ela vivia com tanta instabilidade, mesmo não estando consciente de nenhum dos crimes. E você entendeu corretamente sobre o píer também: foi a Cecily, também inconscientemente. Que bom que deu pra entender, no final das contas, eu tava com medo de ter ficado muito confuso :v

O problema é que eu também AMO esse casal, mesmo sabendo que o Edward é extremamente tóxico :,) Essa frase deixou até eu engatilhada, o jeito que ele é condescendente e manipulador enquanto destrói a vida dela. E ainda diz que a ama! E o pior é que eu acho que, do jeito distorcido e ferrado dele, ele amou mesmo. Enfim, pelo menos todas sofremos juntas :,)

Isso que você falou é bem verdade: o Edward foi quem descobriu e despertou o Hierofante dentro da Henrietta, mas não tem nenhuma garantia que isso não iria acontecer em algum ponto da vida dela. Ainda mais com o tanto de magia ao qual ela é exposta, e com o Hierofante trabalhando incansavelmente para tentar voltar à vida, mesmo que enfraquecido. Enfim, ela estava condenada desde o começo. Ela nunca teve uma chance, coitada.

KKKKKKKKKKK pior que eu tô rindo horrores imaginando o Hierofante julgando tudo dos bastidores. Ele deve ter se sentido um leitor de fanfic ruim em alguns momentos. Eu amo Edward e Henrietta, mas é inegável que normais eles não são :v

O Hierofante achou que já tinha controlado a Henrietta completamente, mas descobriu da pior maneira que ela pode até ser um pouco trouxa, mas tudo tem limite kkkkkk! Sobre os paralelos entre a arrogância do Edward e do Hierofante, foi um deleite de escrever o controle fugindo das mãos dos dois. Satisfações diferentes, é claro, mas eu vejo o Edward sendo capaz de chegar no nível de poder do Hierofante em um contexto diferente. E eu acho que ele ia ter mais noção da própria falibilidade mesmo que com poder quase ilimitado, isso é algo que é muito próprio dele: um conhecimento muito bem estabelecido dos próprios limites, que o Hierofante acabou perdendo com o passar dos milênios.

Muito obrigada pelo comentário, e até o próximo ♥

—Venus ♥

a
aphrodi

hi.

É delicado ver como Adelaide e Augustus possuem essa inclinação natural a proteção, o desejo sincero de querer proteger os outros, principalmente aqueles que consideram família, e ao mesmo tempo essa vontade não esconde ou superou tanto a fragilidade deles justamente quando o assunto é proteger. Acho que no caso deles a questão da proteção evidencia muito o medo que carregam desde crianças.

Foi bonitinho como Antigone escreveu A. Lockhart e os dois olharam um para o outro. Um momento ainda tenso, claro, mas foi um clarão de luz para dar uma respirada. E para mim não é coincidência que as inicias desse grupinho sem A e L (o que também é meio a abreviação do título da história). O fim do trio de tios da Ordem... :c

Ah, o momento da verdade. Sinceramente não tentei imaginar tanto como aconteceria. De qualquer maneira que fosse o resultado seria esse: Gus e Adel sem palavras, confusos e magoados. Mas eu senti que na forma como reagiram não havia tom de ressentimento e não porque perdoariam por ser da essência deles. E não acho que essa sensação também pudesse vir do fato de que eles perdoariam o irmão depois que tudo se resolvesse. Muito provavelmente me ficou essa interpretação do fato de que os dois tenham entendido a razão. Adelaide continuou crescendo com seus ressentimentos, mas o Augustus teve do mesmo ódio quando menor. Acho que eles compreenderam que nunca ter visto o Edward ter demonstrado instabilidade fosse o maior sinal de que foi ele que ficou sem curar as feridas.

Foi de partir o coração quando o Augustus falou o nome dela. Principalmente porque os dois personagens com mais potencial para nos fazer ver uma Antigone mais feliz eram Zoe e Augustus. Era perceptível como os dois tiravam algo de diferente dela, um lado mais suave que era muito agradável de presenciar.

Os significados nesse capítulo... O texto do comentário só aumenta xD

Não se esse detalhe foi intencional, como certamente outros foram. Mas em Tears of Gold uma coisa que Edward desejou muito, apesar de depois perceber que não faria bem, era um abraço de despedida dos pais. Na minha ideia ele queria um abraço para tentar aliviar a dor da perda, como uma forma de amenizar tanto a tristeza quando o ódio, mas ele mesmo sabia que não seria eficiente para diminuir qualquer sentimento. Então logo após essa informação de que ele tinha a idade exata da mãe quando ela partiu, eu lembrei da questão do abraço.

Não posso discordar da questão do orgulho, principalmente porque no início de criação das fichas ou das histórias de capítulo único eu não tinha uma visão totalmente formada sobre os Waldford ou definido exatamente como eram. Mas depois de um tempo vi que os esforços deles em serem os melhores feiticeiros era consequência de verem perigo na magia e serem cautelosos quanto a manipulação para não serem controlados. E um dia os esforços para simplesmente não perderem o controle o transformaram numa família a se temer pelo poder que tinham alcançado. E acho que os integrantes podem ter usado a magia tanto para o bem quanto para o mal. Mas ironicamente o Edward pode ser agora o mais poderoso que a família teve, mas também o primeiro que não fez nada por orgulho. Ou pelo menos que não buscou essa sensação específica no final, de ficar satisfeito com o próprio valor. Sobre ser presunçoso temos que admitir, Ed realmente tem confiança excessiva em si mesmo e não sei o quanto pode ser bom ou ruim.

Uma das coisas que me fez pensar que o outro vilão iria perder, foi o fato dele jogar sal na ferida. Dizer que o Edward não foi capaz de proteger a família, que era orgulhoso demais como os outros... Não se provoca um cara que está apostando todas as cartas em algo tão arriscado e que já demonstrou a frieza até para com quem diz que ama. Não se pode confiar muito e nem mesmo provocar. O problema não está em subestimar, mas querer humilhar.

"Olhos analíticos e frios de ambos", essa semelhança entre os dois não me surpreendeu. Os dois passaram anos da vida procurando conhecimento e poder. E acabei de lembrar. Nosso vilão misterioso não foi quem queria poder pra ficar cada vez mais acima dos outros? Hein, hein? Vejam só quem justamente estava acusando alguém de ser orgulhoso xD Mas enfim. A diferença entre os dois é justamente essa, o Edward buscou poder pelo sentimento humano mais egoísta. Entretanto sua obstinação o coloca bem equilibrado diante do outro vilão.

Não sei se deveria ser uma preocupação. Mas nossa. Se ele estava o tempo todo com a Henrietta e até cuidando para os dois pombinhos se apaixonarem, ele ficou assistindo coisa até demais. Que ele seria pervertido, essa sim é uma surpresa desagradável.

see you soon ♡

Venus
Venus Autor

Hello, my dear aphrodi!

Vou começar essa resposta igual a da Cosmic: pedindo desculpas pela demora! Tenho passado por umas semanas bem corridas, mas responder os comentários de vocês sempre me deixa mais feliz e animada!

Eu também enxergo isso de maneira muito forte no Gus e na Adel: por não terem sido protegidos, eles sentem uma necessidade enorme de proteger os outros. De evitar que o sofrimento que eles passaram aconteça a outras pessoas. Mas, ao mesmo tempo, isso é uma fonte de muita angústia para os dois, porque, nas atuais circunstâncias, eles não conseguem proteger nem a si mesmos, imagine os outros.

Eu amo o fato de que as iniciais dos três são as mesmas! E que também sejam as iniciais da história. Eles sem dúvidas carregaram boa parte do enredo nas costas, e são provavelmente os três adultos mais idôneos e responsáveis da história. Eu precisava escrever esse último momento de conexão entre os três. Doeu muito, porque foi uma despedida. Mas eles foram TÃO importantes para o desenvolvimento um do outro, que eu queria deixar esse último paralelo. E deixar claro que eles foram luz um para o outro, mesmo que tudo tenha acabado de um modo tão trágico.

Você falou tudo. Eu também não interpreto a reação deles como um perdão incondicional, mas como uma compreensão dos motivos do Edward. De certa forma, foi o momento que eles finalmente abriram os olhos e enxergaram que o irmão deles, que sempre transmitiu tanta força, e que sempre pregou o perdão, também tinha o mesmo ressentimento contra o qual eles tiveram que lutar dentro dele. Foi um tipo distorcido e doloroso de espelhamento, eles de certa forma reconheceram que todos os três Waldford tiveram que lidar com um tipo muito semelhante de dor. E que não eram capazes de condenar totalmente o Ed.

Esse capítulo foi cheio de despedidas dolorosas, tô ficando com os olhos marejados só de lembrar :,) Eu amo explorar esses pequenos significados, por mais que eu quase morra de sofrimento aqui kkkk!

Eu li Tears of Gold várias vezes para escrever os sentimentos do Edward da maneira mais fiel o possível nesse momento tão sensível e pessoal dele. Então eu fiquei insanamente feliz que você tenha gostado, e que tenha conseguido tirar tantas das interpretações e insinuações que eu queria passar! Grande parte das cenas remetem a detalhes das fichas ou das histórias que você escreveu, eu queria que fosse o mais fiel o possível aos personagens que você tão lindamente criou. Então eu estou bem contente que essa cena do abraço tenha te lembrado desse detalhe, eu queria que fosse reminiscente sim desse desejo dele.

Eu vejo um certo traço de orgulho no Edward e no Henry, mas vejo um traço maior ainda de responsabilidade. Eles querem controlar a magia pois sabem que ela é perigosa. Isso não impede que eles a usem para mal, mas estar no controle é algo importante não apenas por orgulho, mas porque eles entendem bem demais o que o fracasso causaria. Eu concordo plenamente que no final nada do que o Edward fez foi pra satisfação própria. E eu acho que ele é um dos personagens que, por mais presunçoso que possa parecer, é um dos que mais tem consciência dos próprios limites. Ele e o Henry tem isso em comum: eles conhecem muito bem a extensão do próprio poder. E eu acho que, no final, isso foi o que o permitiu fazer o que ele achava que precisava ser feito.

O Hierofante é TÃO babaca kkkkkk! Ele fez o Edward parecer um cara super humilde e bondoso em comparação. E é exatamente isso: o orgulho precede a queda, não subestime seu inimigo, porque ele ainda pode te surpreender.

Eu enxergo sim muitos paralelos entre o Hierofante e o Edward, mas eles tem diferenças dramáticas. O Edward tem uma consciência muito forte dos próprios limites e capacidades. Ele sabe muito bem que é humano, e que pode falhar. Ele se esforça tanto justamente porque sabe que falhar é uma possibilidade, e que isso poderia destruí-lo. O Hierofante, por outro lado, não consegue enxergar as próprias fraquezas, justamente porque um poder quase ilimitado o tornou arrogante. O erro dele foi subestimar as outras pessoas, e achar que estava acima da necessidade de precisar conhecer os próprios limites e capacidades.

O Hierofante, além de babaca, talvez seja voyeur?? KKKKKKK prefiro não refletir muito sobre isso! Mas que dá um medo, dá sim. Cara esquisito kkkkkk!

Muito obrigada pelo comentário, e até o próximo ♥

—Venus ♥