Bom, é até engraçado como o Leonard consegue ser o maior manipulador da história e também o que pode ser mais fácil de manipular se pegar nesse ponto do elogio. O ego dele realmente cresce rápido e se pensar bem a Charlotte não precisou de taaanto esforço pra convencer ele a colaborar com os planos dela, foi só ir no ponto de interesse dele. Mas eu gosto do Leonard, então lamentei por ele ter convidado a Henrietta pra dançar. Justo ela, coitado. O jeito que ele quebrou a cara durante a dança e deu no pé depois... xD Bom, vai parecer que eu gosto dele se eu disser que ri internamente?
Foi muito satisfatório ver a Polly e o Dig em uma cena mais de ação. Bem no início da história eles pareciam perdidos como agentes, e o Dig particularmente teve uma evolução interessante de acompanhar desde que ele tem mais inseguranças que a irmã.
Vários mistérios na história, mas admito que estava mais intrigada com o passado da Cecily. Lembro de ter ficado um tanto indignada com o que aconteceu com o noivo dela, ainda mais por ela não ser o tipo de pessoa confiável pra se relacionar. Continua não sendo, mas pela primeira vez deu pra sentir um pouco de empatia por pela Cecily. Realmente parece que ela se sente culpada pelo o que aconteceu ao longo dos anos sem ter controle. De qualquer forma não sei se dá pra considerar tanto o lado dela e acreditar totalmente no choro, mesmo não sabendo do poder que tinha ela desejou de verdade que alguém fechasse os olhos. Talvez agora ela se torne menos egocêntrica.
Uma coisa temos que concordar. Augustus sendo um amorzinho de pessoa, sempre positivo, deve-se suspeitar muito caso ele desgoste de alguém. Então se ele virou a cara pro Leonard, o sujeito é realmente questionável (o que nunca foi segredo para nós leitores, então vou só parar de passar pano pra ele nesse capítulo). Mas enfim, foi engraçado o Augustus detestando o Leonard e talvez pensando "Por que a Henrietta não bate nele? Bate, é só bater. Por que ela não tá batendo?"
Eu também adoro o Leonard! Acho muito divertido de escrever essa dualidade: como ele consegue manipular os outros através do ego, mas ele mesmo tem o ego do tamanho de um planeta kkkk! A cena da dança foi engraçada de escrever, o jeito como ele chega todo pimpão e cheio de expectativas e saiu meio humilhado também me fez rir com respeito kkkk!
Os Pembrook tiveram muito crescimento ao longo da história, também senti orgulho nessa parte :,) O Dig saiu de um garotinho inofensivo e assustado para um jovem assustado, mas que pelo menos faz as coisas, mesmo que com medo kkkkk!
Eu acho que cabe ao leitor decidir se vai ter empatia com a Cecily ou não. Ao mesmo tempo que ela era jovem e imatura, e certamente não sabia que seus desejos sombrios seriam realizados, ainda assim ela tinha esse tipo de pensamento egoísta. Eu também sinto uma leve melhora nela nesse aspecto, mas na relação dela com a Polly ainda fica claro que ela ainda se coloca em primeiro lugar.
Eu ri horrores escrevendo essa cena kkkkk! Realmente, o Gus gosta de todo mundo. Se até ele tá implicando com o Leonard, o sujeito de fato é questionável kkkkk! Acho que que a Henrietta ficou com vontade de aplicar uns safanões sim, mas felizmente (ou infelizmente) ela manteve a compostura kkkk!
Muito obrigada pelo comentário, estou feliz que você esteja gostando! Até a próxima ♥
Hmmm, sinto que vou acabar divagando um pouco na filosofia do parágrafo final dessa vez, mas vamos em ordem. Primeiro, eu acho que devo um ligeiro pedido de desculpas à Henrietta. Apesar do quão assertiva ela foi no início da parceria com o Edward, em grande parte da história ela parecia um tanto... frágil. Nesse capítulo eu vi que talvez estivesse cometendo o mesmo erro de julgamento que a Antigone, pois a Hettie arrasando no manejo da situação com o Leonard no baile me fez ver que ela é muito patroa também. E considerando o quanto ela estava fervendo internamente no capítulo anterior, não dá para ignorar o foco e a força de vontade que ela precisou invocar para lidar com isso. E ela é linda. Isso é importante. Eu sou igualitária, mulheres bonitas, habilidosas, levemente perturbadas e de cabelo escuro têm o mesmo apoio da minha parte que homens bonitos, habilidosos e levemente perturbados de cabelo escuro.
Acho engraçado o Narrador dizer que o Leo não é intuitivo, apenas observador. Sou da opinião do Sherlock, uma intuição é uma observação rápida demais para o cérebro registrar em bases lógicas. Mas é, o Leo parece não ser tão rápido, ele parece o tipo que tem um caderninho de chantagens onde anota os resultados das observações para análise.
Lorde Forrest é que nem eu quando crio um hiperfoco novo, o homem só sabe falar das fábricas. Tava numa festa falando dessas benditas dessas fábricas. Se o filho tiver puxado a ele, não me admira ter sido esnobado pela Cecily. Apesar de que provavelmente a Henrietta deu a deixa para o assunto, já que ela tava estranhando o Leo e eles são relacionados por isso.
Leo em dúvida se a Hettie estava ou não flertando com ele e decidindo que sim kkkkkkk A última Coca-Cola do deserto ele é. Mas eu também quando tenho em dúvida sempre respondo da forma mais benéfica para mim, tanto para aliviar minha ansiedade (caso a intenção seja boa) quanto para irritar a pessoa (caso a intenção seja ruim).
"Você sabia dos crimes da Charlotte e não procurou nos contatar." Gus, em defesa do Leonard, eu duvido que tenha o telefone da Ordem na lista telefônica. E vocês são agentes secretos, ele só conhecia a Charlie.
A divagação do Gus sobre o ódio foi muito forte. Demonstra uma pessoa que sabe a diferença entre justiça e vingança. E sabe aonde vamos parar se vingança for a regra. Agentes da Ordem matam Henry e Sienna por supostamente (vi num comentário da Aphrodi que a acusação foi injusta) ferirem inocentes com magia deixando três órfãos destruídos, três feiticeiros ressentidos com a Ordem; Edward mata cada um desses agentes, criando ele mesmo outros órfãos e viúvos, possíveis agentes da Ordem ressentidos com a magia, ambos os lados criando uma profecia autorrealizável. É o que dizem: olho por olho, e o mundo acabará cego. Mas eu falo isso de forma generalizada, quando foca no caso concreto do Edward eu não posso julgar, por que como é possível exigir que alguém ignore ou releve uma injustiça com consequências tão severas como as que ele passou? Eu nem posso ter certeza de como eu reagiria, porque é uma situação que a imaginação não faz jus à realidade, eu falo aqui que vingança é errado e tal, mas é algo que só sabe quem passa por isso.
"É impossível destruir as relíquias..." Ai, Hettie, pensa comigo. E se a gente copiar a parte útil das relíquias, a parte que diz como conter a magia, como impedir a volta do Hierofante. As partes não tão show de bola a gente bota num saco com um monte de pedras dentro. Aí você vai dar um passeio no Novo Mundo e solta o saco no meio do Atlântico. "Impossível", na maioria das vezes, significa "seu método foi pouco criativo". Prisão no fundo do mar é um dos medos que eu teria se fosse imortal. Eu não sei de onde isso surgiu, mas é sempre a minha primeira ideia de como se livrar de algo indestrutível, pelo menos por um bom tempo, até a caixa ou prisão apodrecer ou oxidar o bastante para quebrar.
Mãos sujas de sangue... Esse sempre foi um dilema filosófico muito interessante para mim. Acho fofo que o Narrador tem a opinião de que certo e errado são conceitos concretos. Eu sei que um ou dois capítulos atrás eu estava colocando idoneidade moral num pedestal (aliás, nesse mesmo comentário também, um pouco acima kkkk), mas vez ou outra eu penso sobre isso. Às vezes o desejo em manter as mãos limpas e a consciência tranquila seja também uma forma de egoísmo. Como aquele dilema do bonde. É justo que cinco pessoas morram por que você não quis sujar as mãos com a morte direta de apenas uma? Aliás, a morte das cinco pessoas não seria, de qualquer forma, resultado direto da escolha de se omitir? Bom, como sempre eu acho que a resposta não pode ser objetiva (o que se faz ou deixa de fazer), mas sim subjetiva (por que se faz ou deixa de fazer). Não sujar as mãos por acreditar que erros só provocam novos erros é virtuoso. Não sujar as mãos porque não conseguiria viver com a culpa é egoísmo. Dessa forma, até o contrário pode ser virtuoso às vezes, talvez?? Alguém que sabe que está agindo errado e nunca tentou esconder isso, mas aceita com sinceridade uma condenação moral (ou eterna, se for religioso) sobre si mesmo se isso salvar alguns inocentes.
Eu não sei a que ponto eu quis chegar nem exatamente a que ponto eu cheguei. Mas a culpa é um pouco sua, Venus, por deixar o Narrador dialogar comigo! Se você deixa ele falar, tem que esperar a possibilidade da gente responder! XD
A Henrietta é uma pessoa que consegue transmitir muita competência, quando quer. Acho que pelo fato de em grande parte da história nós termos acesso ao monólogo interno dela, que é bem conturbado; e à visão que o Edward tem dela, nós podemos pensar como a Antigone e assumir que a instabilidade é constante. Mas eu vejo ela como uma personagem que tem uma persona pública cuidadosamente cultivada e polida, que ela usou por muitos anos para esconder seus problemas. E resolver os problemas que apareciam para ela. Sou a favor da igualdade também kkkkkk! Se homens bonitos e duvidosos de cabelo escuro tem as red flags revogadas, mulheres também merecem o pano passado kkkkk!
Eu também acho que intuição muitas vezes são observações inconscientes, mas nesse universo elas podem ser um dom sobrenatural, então acho que o Narrador quis implicar que o Leo não tem uma nem a outra kkkk! De fato, é a cara dele anotar os podres pra usar depois kkkk! Imagina só se alguém acha o caderninho. Lorde Forrest só sabe falar das fábricas porque é a única coisa de "interessante" acontecendo na vida dele. Na minha cabeça tanto o Forrest quanto o filho dele são dois chatos kkkkk :v
Leonard tem o amor próprio mais delirante da história, mas bom pra ele kkkkk! Que nem você disse, há vantagens em agir assim em algumas situações. Nem que seja pra desconcertar alguém.
Eu sou completamente apaixonada pelo Gus, porque ele tinha de TUDO pra acabar como o Edward. O mais engraçado é que a razão dele não ser como o Edward é o próprio Edward, que não queria o sofrimento que é viver com esse rancor para o irmãozinho dele. Mas sim, eu o vejo como uma pessoa que tem uma sabedoria extrema quanto a isso, ele conseguiu perdoar no sentido mais pleno da palavra, embora nunca vá esquecer. Mas o Gus sabe que a vingança apenas geraria mais iniquidades e injustiças, e ele se recusa a perpetuar esse ciclo.
O método de jogar qualquer coisa em um cofre no mar é uma excelente pedida, não vou mentir kkkkk! Ia pelo menos demorar alguns anos até ir encalhar em algum lugar, e o Hierofante ia passar perrengue tentando influenciar alguém para ir buscar kkkk!
Agora que já sabemos a identidade do Narrador, acho que é mais fácil entender esse ponto de vista dele. Eu concordo com você que há situações em que se recusar a escolher o menor dos dois maus pode ser um mau maior em si. Mas acho que na trajetória do Dig escolher o perdão, e combater violência e vingança são temas que ressoam muito para ele. Ele acabou tendo uma visão de mundo muito extrema, pois considera a bondade um ato radical de coragem em si. Justamente porque ele viu bem de perto o que a falta de um certo nível de rigidez moral pode levar as pessoas a fazerem. E como a influência de uma pessoa assim pode distorcer completamente o senso de certo e errado daqueles ao seu redor (olhando para vocês, Ed e Hettie kkkkk).
Muito obrigada pelo comentário! Esse me rendeu reflexões interessantes. Até o próximo!
hi, my beloved!
Bom, é até engraçado como o Leonard consegue ser o maior manipulador da história e também o que pode ser mais fácil de manipular se pegar nesse ponto do elogio. O ego dele realmente cresce rápido e se pensar bem a Charlotte não precisou de taaanto esforço pra convencer ele a colaborar com os planos dela, foi só ir no ponto de interesse dele. Mas eu gosto do Leonard, então lamentei por ele ter convidado a Henrietta pra dançar. Justo ela, coitado. O jeito que ele quebrou a cara durante a dança e deu no pé depois... xD Bom, vai parecer que eu gosto dele se eu disser que ri internamente?
Foi muito satisfatório ver a Polly e o Dig em uma cena mais de ação. Bem no início da história eles pareciam perdidos como agentes, e o Dig particularmente teve uma evolução interessante de acompanhar desde que ele tem mais inseguranças que a irmã.
Vários mistérios na história, mas admito que estava mais intrigada com o passado da Cecily. Lembro de ter ficado um tanto indignada com o que aconteceu com o noivo dela, ainda mais por ela não ser o tipo de pessoa confiável pra se relacionar. Continua não sendo, mas pela primeira vez deu pra sentir um pouco de empatia por pela Cecily. Realmente parece que ela se sente culpada pelo o que aconteceu ao longo dos anos sem ter controle. De qualquer forma não sei se dá pra considerar tanto o lado dela e acreditar totalmente no choro, mesmo não sabendo do poder que tinha ela desejou de verdade que alguém fechasse os olhos. Talvez agora ela se torne menos egocêntrica.
Uma coisa temos que concordar. Augustus sendo um amorzinho de pessoa, sempre positivo, deve-se suspeitar muito caso ele desgoste de alguém. Então se ele virou a cara pro Leonard, o sujeito é realmente questionável (o que nunca foi segredo para nós leitores, então vou só parar de passar pano pra ele nesse capítulo). Mas enfim, foi engraçado o Augustus detestando o Leonard e talvez pensando "Por que a Henrietta não bate nele? Bate, é só bater. Por que ela não tá batendo?"
see you soon!
Hello, my dear aphrodi!
Eu também adoro o Leonard! Acho muito divertido de escrever essa dualidade: como ele consegue manipular os outros através do ego, mas ele mesmo tem o ego do tamanho de um planeta kkkk! A cena da dança foi engraçada de escrever, o jeito como ele chega todo pimpão e cheio de expectativas e saiu meio humilhado também me fez rir com respeito kkkk!
Os Pembrook tiveram muito crescimento ao longo da história, também senti orgulho nessa parte :,) O Dig saiu de um garotinho inofensivo e assustado para um jovem assustado, mas que pelo menos faz as coisas, mesmo que com medo kkkkk!
Eu acho que cabe ao leitor decidir se vai ter empatia com a Cecily ou não. Ao mesmo tempo que ela era jovem e imatura, e certamente não sabia que seus desejos sombrios seriam realizados, ainda assim ela tinha esse tipo de pensamento egoísta. Eu também sinto uma leve melhora nela nesse aspecto, mas na relação dela com a Polly ainda fica claro que ela ainda se coloca em primeiro lugar.
Eu ri horrores escrevendo essa cena kkkkk! Realmente, o Gus gosta de todo mundo. Se até ele tá implicando com o Leonard, o sujeito de fato é questionável kkkkk! Acho que que a Henrietta ficou com vontade de aplicar uns safanões sim, mas felizmente (ou infelizmente) ela manteve a compostura kkkk!
Muito obrigada pelo comentário, estou feliz que você esteja gostando! Até a próxima ♥
Olá, Venus ♥
Hmmm, sinto que vou acabar divagando um pouco na filosofia do parágrafo final dessa vez, mas vamos em ordem. Primeiro, eu acho que devo um ligeiro pedido de desculpas à Henrietta. Apesar do quão assertiva ela foi no início da parceria com o Edward, em grande parte da história ela parecia um tanto... frágil. Nesse capítulo eu vi que talvez estivesse cometendo o mesmo erro de julgamento que a Antigone, pois a Hettie arrasando no manejo da situação com o Leonard no baile me fez ver que ela é muito patroa também. E considerando o quanto ela estava fervendo internamente no capítulo anterior, não dá para ignorar o foco e a força de vontade que ela precisou invocar para lidar com isso. E ela é linda. Isso é importante. Eu sou igualitária, mulheres bonitas, habilidosas, levemente perturbadas e de cabelo escuro têm o mesmo apoio da minha parte que homens bonitos, habilidosos e levemente perturbados de cabelo escuro.
Acho engraçado o Narrador dizer que o Leo não é intuitivo, apenas observador. Sou da opinião do Sherlock, uma intuição é uma observação rápida demais para o cérebro registrar em bases lógicas. Mas é, o Leo parece não ser tão rápido, ele parece o tipo que tem um caderninho de chantagens onde anota os resultados das observações para análise.
Lorde Forrest é que nem eu quando crio um hiperfoco novo, o homem só sabe falar das fábricas. Tava numa festa falando dessas benditas dessas fábricas. Se o filho tiver puxado a ele, não me admira ter sido esnobado pela Cecily. Apesar de que provavelmente a Henrietta deu a deixa para o assunto, já que ela tava estranhando o Leo e eles são relacionados por isso.
Leo em dúvida se a Hettie estava ou não flertando com ele e decidindo que sim kkkkkkk A última Coca-Cola do deserto ele é. Mas eu também quando tenho em dúvida sempre respondo da forma mais benéfica para mim, tanto para aliviar minha ansiedade (caso a intenção seja boa) quanto para irritar a pessoa (caso a intenção seja ruim).
"Você sabia dos crimes da Charlotte e não procurou nos contatar." Gus, em defesa do Leonard, eu duvido que tenha o telefone da Ordem na lista telefônica. E vocês são agentes secretos, ele só conhecia a Charlie.
A divagação do Gus sobre o ódio foi muito forte. Demonstra uma pessoa que sabe a diferença entre justiça e vingança. E sabe aonde vamos parar se vingança for a regra. Agentes da Ordem matam Henry e Sienna por supostamente (vi num comentário da Aphrodi que a acusação foi injusta) ferirem inocentes com magia deixando três órfãos destruídos, três feiticeiros ressentidos com a Ordem; Edward mata cada um desses agentes, criando ele mesmo outros órfãos e viúvos, possíveis agentes da Ordem ressentidos com a magia, ambos os lados criando uma profecia autorrealizável. É o que dizem: olho por olho, e o mundo acabará cego. Mas eu falo isso de forma generalizada, quando foca no caso concreto do Edward eu não posso julgar, por que como é possível exigir que alguém ignore ou releve uma injustiça com consequências tão severas como as que ele passou? Eu nem posso ter certeza de como eu reagiria, porque é uma situação que a imaginação não faz jus à realidade, eu falo aqui que vingança é errado e tal, mas é algo que só sabe quem passa por isso.
"É impossível destruir as relíquias..." Ai, Hettie, pensa comigo. E se a gente copiar a parte útil das relíquias, a parte que diz como conter a magia, como impedir a volta do Hierofante. As partes não tão show de bola a gente bota num saco com um monte de pedras dentro. Aí você vai dar um passeio no Novo Mundo e solta o saco no meio do Atlântico. "Impossível", na maioria das vezes, significa "seu método foi pouco criativo". Prisão no fundo do mar é um dos medos que eu teria se fosse imortal. Eu não sei de onde isso surgiu, mas é sempre a minha primeira ideia de como se livrar de algo indestrutível, pelo menos por um bom tempo, até a caixa ou prisão apodrecer ou oxidar o bastante para quebrar.
Mãos sujas de sangue... Esse sempre foi um dilema filosófico muito interessante para mim. Acho fofo que o Narrador tem a opinião de que certo e errado são conceitos concretos. Eu sei que um ou dois capítulos atrás eu estava colocando idoneidade moral num pedestal (aliás, nesse mesmo comentário também, um pouco acima kkkk), mas vez ou outra eu penso sobre isso. Às vezes o desejo em manter as mãos limpas e a consciência tranquila seja também uma forma de egoísmo. Como aquele dilema do bonde. É justo que cinco pessoas morram por que você não quis sujar as mãos com a morte direta de apenas uma? Aliás, a morte das cinco pessoas não seria, de qualquer forma, resultado direto da escolha de se omitir? Bom, como sempre eu acho que a resposta não pode ser objetiva (o que se faz ou deixa de fazer), mas sim subjetiva (por que se faz ou deixa de fazer). Não sujar as mãos por acreditar que erros só provocam novos erros é virtuoso. Não sujar as mãos porque não conseguiria viver com a culpa é egoísmo. Dessa forma, até o contrário pode ser virtuoso às vezes, talvez?? Alguém que sabe que está agindo errado e nunca tentou esconder isso, mas aceita com sinceridade uma condenação moral (ou eterna, se for religioso) sobre si mesmo se isso salvar alguns inocentes.
Eu não sei a que ponto eu quis chegar nem exatamente a que ponto eu cheguei. Mas a culpa é um pouco sua, Venus, por deixar o Narrador dialogar comigo! Se você deixa ele falar, tem que esperar a possibilidade da gente responder! XD
Até logo,
Cosmic Madness ♥
Hello, my dear Cosmic!
A Henrietta é uma pessoa que consegue transmitir muita competência, quando quer. Acho que pelo fato de em grande parte da história nós termos acesso ao monólogo interno dela, que é bem conturbado; e à visão que o Edward tem dela, nós podemos pensar como a Antigone e assumir que a instabilidade é constante. Mas eu vejo ela como uma personagem que tem uma persona pública cuidadosamente cultivada e polida, que ela usou por muitos anos para esconder seus problemas. E resolver os problemas que apareciam para ela. Sou a favor da igualdade também kkkkkk! Se homens bonitos e duvidosos de cabelo escuro tem as red flags revogadas, mulheres também merecem o pano passado kkkkk!
Eu também acho que intuição muitas vezes são observações inconscientes, mas nesse universo elas podem ser um dom sobrenatural, então acho que o Narrador quis implicar que o Leo não tem uma nem a outra kkkk! De fato, é a cara dele anotar os podres pra usar depois kkkk! Imagina só se alguém acha o caderninho. Lorde Forrest só sabe falar das fábricas porque é a única coisa de "interessante" acontecendo na vida dele. Na minha cabeça tanto o Forrest quanto o filho dele são dois chatos kkkkk :v
Leonard tem o amor próprio mais delirante da história, mas bom pra ele kkkkk! Que nem você disse, há vantagens em agir assim em algumas situações. Nem que seja pra desconcertar alguém.
Eu sou completamente apaixonada pelo Gus, porque ele tinha de TUDO pra acabar como o Edward. O mais engraçado é que a razão dele não ser como o Edward é o próprio Edward, que não queria o sofrimento que é viver com esse rancor para o irmãozinho dele. Mas sim, eu o vejo como uma pessoa que tem uma sabedoria extrema quanto a isso, ele conseguiu perdoar no sentido mais pleno da palavra, embora nunca vá esquecer. Mas o Gus sabe que a vingança apenas geraria mais iniquidades e injustiças, e ele se recusa a perpetuar esse ciclo.
O método de jogar qualquer coisa em um cofre no mar é uma excelente pedida, não vou mentir kkkkk! Ia pelo menos demorar alguns anos até ir encalhar em algum lugar, e o Hierofante ia passar perrengue tentando influenciar alguém para ir buscar kkkk!
Agora que já sabemos a identidade do Narrador, acho que é mais fácil entender esse ponto de vista dele. Eu concordo com você que há situações em que se recusar a escolher o menor dos dois maus pode ser um mau maior em si. Mas acho que na trajetória do Dig escolher o perdão, e combater violência e vingança são temas que ressoam muito para ele. Ele acabou tendo uma visão de mundo muito extrema, pois considera a bondade um ato radical de coragem em si. Justamente porque ele viu bem de perto o que a falta de um certo nível de rigidez moral pode levar as pessoas a fazerem. E como a influência de uma pessoa assim pode distorcer completamente o senso de certo e errado daqueles ao seu redor (olhando para vocês, Ed e Hettie kkkkk).
Muito obrigada pelo comentário! Esse me rendeu reflexões interessantes. Até o próximo!
—Venus ♥