Eu entendi bem? O diálogo inteiro era só uma imaginação dele? Se sim, muito angustiante essa situação.
Achei engraçado como esse capítulo se assemelhou a diversos momentos meus na casa dos meus pais. Andar de um lado pro outro com palavras embolando na garganta. Palavras que necessitavam serem ditas, mas não encontravam o momento certo para sair e ficavam abafadas entre a fresta dos dentes. Era sufocante como tudo sempre parecia mais importante do que o que eu teria para falar e amedrontador pensar que expor determinados sentimentos poderia ser encarado como ingratidão da minha parte.
Mas, de certa forma, é um ciclo que se repete. Sinceramente, depois da maioridade, passei a compreender muitas coisas que durante a adolescência nem imaginava a complexidade. A paternidade não vem com guia de instrução (e talvez devesse), é uma sequência de tentativa e erro. Alguns erros, relevantes demais para perdoar ou marcantes demais para esquecer.
Esse capítulo foi mais profundo que os outros (na minha opinião). Talvez, ele nunca fale com o pai o que ele realmente pensa, e os dois vivam anos sustentando essa farsa do amor fraternal, ligado pelos laços de sangue. Mas, no fundo, não se amam de verdade, pois não se conhecem. Só é possível haver amor, onde há compreensão mútua, detalhamento de defeitos e aceitação das imperfeições. Tudo que se desvia disso é interesse.
Enfim, acho que já escrevi demais. Continuo esperando atualizações. Até breve.
Agradeço pelo seu comentário e pelo seu acompanhamento. É muito importante para mim.
Sim, infelizmente todos os diálogos aconteceram na mente do personagem.
Devo mencionar que construí o capítulo com base em diversas fontes, tanto as minhas próprias quanto as de pessoas próximas, e quis a conexão aprofundada do leitor com esta obra, através dos personagens. Na realidade, desejei a conexão do leitor desde a primeira palavra digitada. No entanto, neste trecho, eu gostaria que o indivíduo refletisse sobre suas próprias experiências e visse ali uma espécie de "representação". Desse modo, fico extremamente satisfeito com o seu comentário.
Acredito que se faz propício a menção deste trecho bíblico: "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou [...]" (Eclesiastes 3:1,2). Portanto, acrescento que, com o prolongar do tempo, adquirimos, além de outros fatores, mais experiências das quais desenvolvem o nosso campo de visão, seja no presente, para o futuro, como para o passado.
Por fim, desculpe-me pela demora. Tive alguns contratempos, mas estou retornando gradativamente.
Calma, calma, calma...
Eu entendi bem? O diálogo inteiro era só uma imaginação dele? Se sim, muito angustiante essa situação.
Achei engraçado como esse capítulo se assemelhou a diversos momentos meus na casa dos meus pais. Andar de um lado pro outro com palavras embolando na garganta. Palavras que necessitavam serem ditas, mas não encontravam o momento certo para sair e ficavam abafadas entre a fresta dos dentes. Era sufocante como tudo sempre parecia mais importante do que o que eu teria para falar e amedrontador pensar que expor determinados sentimentos poderia ser encarado como ingratidão da minha parte.
Mas, de certa forma, é um ciclo que se repete. Sinceramente, depois da maioridade, passei a compreender muitas coisas que durante a adolescência nem imaginava a complexidade. A paternidade não vem com guia de instrução (e talvez devesse), é uma sequência de tentativa e erro. Alguns erros, relevantes demais para perdoar ou marcantes demais para esquecer.
Esse capítulo foi mais profundo que os outros (na minha opinião). Talvez, ele nunca fale com o pai o que ele realmente pensa, e os dois vivam anos sustentando essa farsa do amor fraternal, ligado pelos laços de sangue. Mas, no fundo, não se amam de verdade, pois não se conhecem. Só é possível haver amor, onde há compreensão mútua, detalhamento de defeitos e aceitação das imperfeições. Tudo que se desvia disso é interesse.
Enfim, acho que já escrevi demais. Continuo esperando atualizações. Até breve.
Olá! Seja bem-vinda novamente.
Agradeço pelo seu comentário e pelo seu acompanhamento. É muito importante para mim.
Sim, infelizmente todos os diálogos aconteceram na mente do personagem.
Devo mencionar que construí o capítulo com base em diversas fontes, tanto as minhas próprias quanto as de pessoas próximas, e quis a conexão aprofundada do leitor com esta obra, através dos personagens. Na realidade, desejei a conexão do leitor desde a primeira palavra digitada. No entanto, neste trecho, eu gostaria que o indivíduo refletisse sobre suas próprias experiências e visse ali uma espécie de "representação". Desse modo, fico extremamente satisfeito com o seu comentário.
Acredito que se faz propício a menção deste trecho bíblico: "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou [...]" (Eclesiastes 3:1,2). Portanto, acrescento que, com o prolongar do tempo, adquirimos, além de outros fatores, mais experiências das quais desenvolvem o nosso campo de visão, seja no presente, para o futuro, como para o passado.
Por fim, desculpe-me pela demora. Tive alguns contratempos, mas estou retornando gradativamente.
Até logo.