Comentários em “Paralelas”: “Capítulo 15 - Fim do dia”

A
Arrogante

Eu não lembro se já disse isso a tu (se sim, desconsidere a crítica), mas o uso de tempos verbais deixa a narração confusa. Você vai do presente para o passado numa questão de parágrafos, e prejudica a consistência da tua prosa.

Com a chatice fora do caminho, COMO EU SENTI FALTA DA MINHA DOSE DE PARALLELS. Injetei o capítulo de hoje direto na veia, nem vi a dosagem – mais um exemplo dos seus recortes de slice of life perfeitinhos, adensados, carregados com aquela atmosfera ansiosa e insegura que me é tão querida.

Foi interessante ver um pouco mais dos amigos da Max, em especial saber o que eles pensam sobre o relacionamento dela com a Riley (e o que pensam da Riley em si). Você fez um ótimo trabalho de ilustrar a "camada social" a que a Max pertence, o tipo de pessoa com que ela se relaciona e como esses amigos reagem aos acontecimentos recentes.

Teve um pouquinho da Louie aqui, também. Deu pra ler algumas de suas opiniões e vontades, e isso foi ótimo no que tange a Parallels como uma história extremamente autoral. Concordo que a tecnologia é uma maldição para os jovens que cresceram com ela em maior expansão do que nunca — diz ele, comentando de um PC enquanto a Smart TV toca Spotfy e o celular tá aberto numa conversa com parentes que moram longe —, e esse senso de nostalgia por épocas idas ressoou bastante em mim.

O ponto alto foi, sem dúvida, quando a Max concluiu que não conhecia a Riley tanto assim. Tô curioso pra ver como tu vai trabalhar isso – se a Max vai tirar o pé do acelerador pra reavaliar o relacionamento de ambas, ou se vai se deixar levar pelo instinto. Ah, isso promete.


O que mais gostei: "Porra. Eu realmente não a conhecia."
O que acho que pode melhorar: Tempos verbais