Enquanto muitos esperam uma tia rica aparecer, Mihai vai atrás do parente. Eu não esperava que o pai dele fosse justamente o antigo líder da Ordem, mas agora faz sentido o distanciamento.
Agora, Venus, eu vi a senhora preparando terreno aí. A frase "Quem ama conta a verdade..." vinda do Augustus foi um aviso, tenho certeza. Essa família pode quebrar ainda mais, os coitados não tem um segundo de paz e tranquilidade t-t Pode trazer os eventos, tô pronta pros desfechos melancólicos. Tudo culpa da Ordem kkkkkkkkkkkkkkk
Olha aí uma pequena found family. Se vou considerar que o Gus adotou o Digory nesse capítulo? Sim. Chamou de garoto, escutou seus problemas com atenção mesmo que fosse puro drama adolescente e fez o que o Digory pediu no momento que ele precisava. Ah, Augustus teria sido um pai maravilhoso :') O maior coração de manteiga igual a Sienna.
Enfim. Mihai literalmente não pode lidar com peso emocional, tadinho kkkkkkkkkkk risos a parte, fiquei meio preocupada. Parece que foi demais ele descobrir que o crush é um agente da Ordem e que o pai faleceu tem algum tempo. Mas sinto que qualquer coisa que possa acontecer a pressão vai pro chão e ele vai junto. Então fica aqui meu desejo de melhoras. Posso até rir da situação, mas ele ainda é um bebê.
Augustus tomando controle da situação foi lindo demais. Essa família tem os melhores traços de personalidade! Fico feliz em ter visto a determinação dele para proteger o Mihai, e ele pode confiar no Digory por enquanto. Agora na Antigone... está aí uma reação que não consigo prever totalmente. O Digory age mais pelo coração e a Antigone tem barreiras, mais limites e equilíbrio. Mas certeza que por ela ou por qualquer outra coisa deve vir problema por aí :v
Mihai aprendeu que na vida o negócio é ter proatividade. Se você não tem sua herança, vai atrás dela kkkkk! Feliz que a revelação foi impactante, tinham algumas pistas, mas bem sutis. E eu pessoalmente acho que ia ficar meio :/ a identidade do pai do Mihai ser comum depois de tanto drama kkkk!
Menina, toda vez que eu escrevo o Gus ou a Adel cheios de fé e confiança no Ed eu sofro, viu? Acertou que isso é foreshadowing, mas vamos ver do que :v
100% intencional o Gus adotando o Digory. Eu imagino que ele tem um instinto paternal fortíssimo, então é muito natural pra ele assumir esse papel na vida de pessoas mais jovens. Ele realmente teria sido um pai fenomenal :,)
Mihai fez o papel de dama vitoriana/ protagonista de novela e apagou perante fortes emoções. E sinceramente está certíssimo. Eu também ia baixar a pressão depois de um baque desses, coitado. Vejamos como ele vai lidar com essas novas e desagradáveis revelações sobre a vida dele.
Augustus Lockhart é um homão. Tão somente. Ele sabe ser fofo, mas sabe ser sério também quando a situação fica feia. Enfim, Mihai deu muita sorte de trombar com ele. Vejamos se trombar com a Antigone vai ser sorte ou azar… Mas você fez uma análise correta sobre ela. Ela é equilibrada e tem bons limites morais. O que pode trabalhar a favor ou contra o Mihai, depende da situação :v
Muito obrigada pelo comentário, eu amo ver suas reações (leia-se risadas cruéis) perante o sofrimento dos pobres personagens kkkkkk! Até a próxima!
XOXO
—Venus ♥
A
Arrogante
OH MY GOD
Eu literalmente disse isso, em voz alta, no momento do big reveal desse capítulo. Caramba, caramba, caramba. E justo eu, que me julgava um leitor tão atento... Tá, você jogou sujo porque na minha cabeça Chapman era o sobrenome do Lorde Ephraim (e esse tal de Chapman era o líder da Ordem que salvou a Henrietta). Mas ainda assim, que revelação.
Okay, o surto passou. Vamos por partes.
Gostei muito de você finalmente ter mencionado uma questão que, a meu ver, deveria ter sido trabalhada mais cedo: nem todo mundo é gay. Um dos detalhes que mais me incomodou no relacionamento do Digory com o Mihai é como um presumiu que o outro fosse sexualmente inclinado de forma conveniente, sem nunca tirar a dúvida – um detalhe importantíssimo para dois personagens homossexuais que não se encontraram numa boate gay. Nem houve um único momento em que Mihai ou Digory "perceberam" que o outro gostava da fruta, algo pra que não ficasse creepy a amizade com duplos interesses focada em alguém que podia muito bem não corresponder.
O modo como você trabalhou esse detalhe foi delicioso, e finalmente consegui comprar minha passagem no trenzinho do ship Digohai. Ah, o angst adolescente que nunca para de conquistar corações e mentes...
Muito foi dito recentemente sobre como a magia não é flor que se cheire, e por isso fiquei nervosíssimo quando li que Mihai vinha praticando magia às escondidas. Tá, ele acha que sabe o que tá fazendo, mas... Hierofante por aí, esse livro maldito cheio de feitiços proibidões... O que será que a Venus está preparando com isso? Pays to know.
Num emoji, a reação que tive quando o flashback da Henrie começou: :o.
Geralmente sou contra flashbacks diegéticos – eles raramente funcionam de forma natural, e quase sempre abusam da suspensão de descrença de leitores chatos como eu. O uso do feitiço de recuperação de memória do Mihai me ganhou pela forma como você o trabalhou desde muito cedo na história, foi desenvolvendo devagar e, aqui, participou ativamente não só como uma revelação de fatos como também uma explicação de conceitos.
Admito, mas só pra você e em segredo, que fiquei no hype quando vi que íamos aprender mais sobre a Henrie dessa forma.
Um trecho que me incomodou um pouco: "Aquele era o marido dela, constatou, com um pouco de repulsa ao chegar a tal conclusão." A menos que estejamos falando de uma versão alternativa de Londres em que a sociedade se desenvolveu de forma completamente diferente, ninguém acharia estranho o casamento de uma moça jovem demais para os padrões atuais com um homem de meia-idade ou além – isso era uma ocorrência comum, permitida por lei e, quando você dá ao Mihai as opiniões de uma autora do século XXI, você começa a falar através do personagem, e isso é sempre muito perigoso. É bom deixar claro que o casamento entre uma criança e um adulto é, de fato, repulsivo; mas que talvez seria melhor deixar o leitor chegar a essa conclusão, e não dar essa opinião ao Mihai. Soa forçado.
Emendando no assunto dos flashbacks diegéticos, esse capítulo fez muito MESMO pela caracterização da Henrietta. Para além de simplesmente nos contar o que aconteceu com ela, vimos um lado sombrio, uma sequela de fratura em sua mente e uma habilidade de disfarçar isso. As implicações são sombrias, claro [nota pra mim mesmo: pare de acusar todo mundo de ser o Incendiário], mas o que mais me interessou foi ver tanta dor, física e psicológica, na Henrie. Eu poderia jurar que perder o Ephraim era a única tragédia dela. Pobre garota.
Agora, o meu destaque deste capítulo: os efeitos de se usar objetos amaldiçoados. Você mencionou lá atrás que usar fantasmas como testemunhas não era legal, e reconheço um tema constante nessa história: as ferramentas que a magia dá sempre atrapalham mais do que ajudam. Fiquei todo arrepiado lendo sobre como a magia parecia viva, e daí com a maldição assumindo a forma da Henrietta como se fosse uma banshee dos infernos. Simplesmente awesome, e denota um cuidado com certas partes do teu universo que inspira.
Nesse capítulo eu decidi tirar minha carteirinha de Augustofã. Você sabe onde consigo uma? Porque o garoto está QUEIMANDO DE HOT. Adoro a atitude laid back dele ao mesmo tempo em que gosto da seriedade que ele consegue expressar sem ser agressivo ou frio. Ele vem crescendo dentro do próprio elenco de personagens como aquele cara descolado que é amigo de todo mundo, sempre tem um conselho ou um comentário engraçado, e virou a única pessoa que não quero descobrir que tem esqueletos no armário.
...mas é claro que você vai entupir o armário dele de defuntos, te conhecendo como conheço. Argh. Essa promessa de que ele está se voltando contra a Ordem como um eco da morte dos pais, especialmente colocando a Antigone em rota de colisão com a Henrietta quando a notícia do Mihai finalmente vazar... Caramba. Mihai é o filho bruxo do Ephraim, que era mestre da Henrietta (que tá de casinho com o Edward) e da Antigone (que gosta do Gus e está prestes a ajudar outro bruxo). Essas últimas gerações de membros da Ordem estão borrando as linhas entre os lados de cá e os de lá, não?
Prevejo caos, e isso me faz sorrir.
O que mais gostei: Objetos amaldiçoados
O que acho que pode melhorar: Anacronismos ideológicos
É um deleite ter conseguido te enganar pelo menos uma vez kkkkk! Chapman era o chefe do Ephraim Blackburn, seu antecessor na Liderança. Pior que nem foi totalmente intencional que o leitor confundisse o Chapman com o Blackburn, eu estava já 100% crente que você ia descobrir o mistério antes do reveal.
A questão é que eu vejo principalmente o Digory como inexperiente e ingênuo em quesitos românticos. O Mihai tem um pouquinho mais de experiência, mas também é bem pouca. São dois adolescentes meio bobões. Então o Dig ficava na dúvida se o Mihai estava flertando ou simplesmente sendo amigável. E o Mihai também tinha essa mesma dúvida na maior parte do tempo, embora ele seja menos lerdo e mais consciente da própria atração. Então é meio que aquele trope idiots in love, sabe? Nenhum dos dois tomou nenhuma atitude justamente porque não estavam confiantes de que a atração era recíproca. Mas eu amo um angst, não podia perder a oportunidade de fazer os dois sofrerem um pouquinho kkkk! Feliz que gostou.
Eu até poderia julgar o Mihai por brincar com o perigo, mas quem eu tô querendo enganar? Eu faria o mesmo se achasse um livro de feitiços malucos kkkkk! E aposto que metade dos leitores também. Ele precisou levar um susto pra aprender a lição.
O feitiço de memória já tava planejado para ter esse uso de flashback sem quebrar excessivamente a continuidade da história, embora ele também tenha outros usos dentro do enredo. Então fico bem satisfeita que ficou algo natural e legal, eu também não sou muito fã de quebrar a narrativa pra uma regressão temporal sem uma justificava boa.
Essa é uma questão que eu tava pronta pra debater (de maneira respeitosa e saudável, é claro), mas percebi tarde demais que deixei um detalhe muito importante passar: o Mihai é romani, e não 100% inglês. Então, vou me explicar (já peço desculpas antecipadas pelo rant, mas história em geral é um assunto que me interessa e acabo me empolgando kkkkk): embora a nobreza da Idade Média e Idade Moderna seja notória por se casar em idades muito jovens, isso não era tão comum com plebeus, que não teriam motivos para alianças políticas que justificassem casamentos tão precoces. Além disso, mesmo dentro da nobreza, eles sabiam que os índices de mortalidade materna e fetal eram assustadoramente altos em mães adolescentes, e costumavam esperar alguns anos após a primeira menstruação (que se dava em torno dos 14-16 anos, e não aos 11-13, como hoje em dia. Achei um dado falando que, em 1830, perto da época da história, a idade exata era uma média de 16,5 anos) da noiva para consumar o casamento. Logo, ao escrever a cena, tudo me levou a crer que o Mihai, um plebeu, teria razões para achar estranho um homem de meia idade tendo interesse sexual por uma adolescente, já que supostamente não era muito comum no meio em que ele vivia. Mas aí que eu ignorei completamente que ele cresceu em uma cultura bem diferente. E eu acabei conferindo, e, de fato, os romani não tem muito tabu com noivas e gravidezes na adolescência como um plebeu vitoriano de ascendência inglesa poderia ter. Enfim, tudo isso pra falar que você está certo com a sua observação. Novamente, desculpa pelo rant.
Tem um motivo para Ordem lutar tanto contra a magia: ela é instável, caótica, e pode ter consequências completamente devastadoras em mãos maliciosas ou inexperientes. Fiquei bem feliz com o efeito que essa cena teve em você, foi realmente essa a sensação que eu queria passar!
Eu amo tanto o Augustus. Não querendo ser horny pelo elenco da minha própria história, mas ele é 100% o tipo de pessoa que eu teria um crush ferrado na vida real kkkkkk! Todo mundo nessa história é bonito demais e charmoso demais, Deus nos proteja. Sobre esqueletos do armário dele, vejamos :)
Eu AMEI esse capítulo. O mais curioso é que eu lembrava bem pouco dele, na verdade, eu lembrava mais do comentário de outro leitor sobre anacronismo, pelo Mihai ter estranhado a discrepância de idade entre a Henrietta e o marido dela, e desde esse dia eu tô guardando um comentário. Eu vou ter de personificar o Digory agora e lançar um "actually..." mesmo sem ser especialista (espero não estar falando besteira), mas tudo que li sobre os ciganos, e não só dos romani, falava de como eles casavam cedo, incluindo os meninos. Principalmente em tempos antigos, era coisa de 13-14 anos para as meninas e 15-16 para os meninos, eles não tinham a ideia de namoro, era simplesmente decidido entre as famílias e pronto, vida que segue. Então eu não acho que fere a narrativa o Mihai ter estranhado o marido ser tão velho em comparação com a Henrietta. No mínimo, teria sido inesperado para ele.
Sigh... Segurei um argumento por mais de um ano. Na época eu estava evitando falar da história fora do site para ter mais motivos para ficar em dia com os comentários logo. Sabemos o quão bem a estratégia funcionou kkkkkkk É, acho que não terei problemas em lembrar o que eu quero dizer no último capítulo kkkkk
ENFIM. Eu amei esse capítulo pelo quão imersivo ele foi na magia desse mundo. E também, acho que foi a primeira vez que a magia realmente se mostrou perigosa. *Eu olhando por cima do ombro e vendo a Zoe louca, o Incendiário, o segundo Incendiário, a mulher aleatória que contratou o Joel Aubert e a finada família da Charlotte* Por incrível que pareça, essa galera toda não tinha sido suficiente para me convencer. Os Incendiários estão tacando o terror de propósito (majoritariamente), suponho que o assassino da família da Charlotte também, a Zoe podia muito bem ser da mesma forma sem magia, vai que ela é só esquizofrênica? Não dá para saber. (Sim, eu lancei essa mesmo e já me arrependo, vamos em frente.) E as vezes as pessoas morrem de complicações da gravidez. Acontece.
Mas aqui. Aqui. Por um momento, um feitiço supostamente tão inocente quando virar as páginas de um álbum de fotos se tornou aterrorizante. "É melhor acordar agora. Antes que esqueça como." Você resgatou meu maior trauma com filmes de terror da vida, aquela porcaria de Sobrenatural (2010). Passei uma semana dormindo com a minha irmã (mais nova!) porque eu estava com muito medo de dormir. Será que eu devia reassistir esse troço? Talvez hoje eu não ache tudo isso kkkkk
Então, foi a primeira vez que os riscos da magia realmente me assustaram. E, roubando a frase do Dr. Estranho, os avisos deviam vir antes do feitiço! Por que raios não tava lá na primeira folha "não usar objetos amaldiçoados", e "como reconhecer objetos amaldiçoados" na segunda folha? Poxa, Barão Blackburn!
A eloquência do Dig me fez rir muito! Esse garoto é muito precioso, sem condições. E como o Augustus conseguiu tirar o exato contexto de tudo aquilo sem nenhum artifício mágico é um mistério.
Não, mas essa cena é maravilhosa como um todo. O Gus acaba de dizer que nem todos os agentes odeiam feiticeiros, porque nem todos fazem coisas ruins e tal... e quando ele dobra a esquina, o amigo feiticeiro do Dig está sendo preso por ter explodido um porão kkkkkkk Imagino o Gus inspirando fundo e pensando "Não julgar sem o contexto, não julgar sem o contexto!" para manter a coerência com a lição de vida que ele tinha acabado de dar para o Dig.
Esse comentário do anacronismo me fez refletir bastante, mas foi uma das críticas construtivas que no final das contas eu decidi que podia ser um anacronismo apenas circunstancialmente. Mesmo que casamentos assim fossem comuns, não é garantido que fosse absolutamente todo mundo que achasse isso ok. Lembro de vários livros da Jane Austen em que alguém faz um comentário sobre uma diferença de idade muito grande (“um casamento desigual”), ou até a própria mocinha do livro fica meio horrorizada com a possibilidade de um homem muito velho estar querendo casar com ela. Então, é claro, não tinha um tabu contra isso, mas as pessoas podiam achar um pouco estranho em âmbito privado. Eu não quis opinar muito sobre a cultura romani na época porque eu sentia que não tinha propriedade, mas sua explicação foi cirúrgica e muito informativa! Obrigada!
Eu queria que esse capítulo fosse um coice no meio do peito do leitor. Porque até esse ponto, os malefícios da magia são citados, mas não ativamente mostrados. Então é muito natural alguns leitores ainda acreditarem que a Ordem está exagerando em querer acabar com a magia. Eu rachei os bicos com esse comentário da Zoe esquizofrênica kkkkkkk! Coitada. Mas passarei um pano para você, é desagradável ter que aceitar que algo tão lindo como a magia também pode ser um perigo danado :,)
Você sabe que eu nunca assisti esse filme? Tá na lista há tempos, mas eu sempre fico com medo de assistir sozinha kkkk! Bom saber que é assustador. Vou assistir apenas acompanhada. E protegida kkkk! Mas é basicamente isso, com magia, ignorância não é uma benção. Se você não for extremamente cuidadoso e meticuloso, muitas coisas podem dar errado e se voltar contra você. Infelizmente o Blackburn ele próprio não tinha magia, então os estudos dele se focavam mais em rituais de proteção. Teria sido muito útil ele saber os detalhes desse feitiço e ter deixado um aviso. Bem, agora o Mihai vai ter que colocar o aviso ele mesmo kkkk!
O Dig é aquele personagem que aparece pouco, mas, quando aparece, sempre é pra ser engraçado de um jeito precioso :,) E o Gus sem dúvidas tem uma vocação imensa pra ser pai, porque o garoto não falou nada com nada, e ele ainda assim captou o cerne do drama kkkk! Para logo depois o próprio conselho dele explodir na sua cara kkkkk! Eu fiquei muito feliz que tenha gostado desse capítulo, foi um dos mais divertidos de escrever! Muito obrigada pelo comentário, e até o próximo ♥
hi.
Enquanto muitos esperam uma tia rica aparecer, Mihai vai atrás do parente. Eu não esperava que o pai dele fosse justamente o antigo líder da Ordem, mas agora faz sentido o distanciamento.
Agora, Venus, eu vi a senhora preparando terreno aí. A frase "Quem ama conta a verdade..." vinda do Augustus foi um aviso, tenho certeza. Essa família pode quebrar ainda mais, os coitados não tem um segundo de paz e tranquilidade t-t Pode trazer os eventos, tô pronta pros desfechos melancólicos. Tudo culpa da Ordem kkkkkkkkkkkkkkk
Olha aí uma pequena found family. Se vou considerar que o Gus adotou o Digory nesse capítulo? Sim. Chamou de garoto, escutou seus problemas com atenção mesmo que fosse puro drama adolescente e fez o que o Digory pediu no momento que ele precisava. Ah, Augustus teria sido um pai maravilhoso :') O maior coração de manteiga igual a Sienna.
Enfim. Mihai literalmente não pode lidar com peso emocional, tadinho kkkkkkkkkkk risos a parte, fiquei meio preocupada. Parece que foi demais ele descobrir que o crush é um agente da Ordem e que o pai faleceu tem algum tempo. Mas sinto que qualquer coisa que possa acontecer a pressão vai pro chão e ele vai junto. Então fica aqui meu desejo de melhoras. Posso até rir da situação, mas ele ainda é um bebê.
Augustus tomando controle da situação foi lindo demais. Essa família tem os melhores traços de personalidade! Fico feliz em ter visto a determinação dele para proteger o Mihai, e ele pode confiar no Digory por enquanto. Agora na Antigone... está aí uma reação que não consigo prever totalmente. O Digory age mais pelo coração e a Antigone tem barreiras, mais limites e equilíbrio. Mas certeza que por ela ou por qualquer outra coisa deve vir problema por aí :v
see you soon ♥
Hello, saturno ♥
Mihai aprendeu que na vida o negócio é ter proatividade. Se você não tem sua herança, vai atrás dela kkkkk! Feliz que a revelação foi impactante, tinham algumas pistas, mas bem sutis. E eu pessoalmente acho que ia ficar meio :/ a identidade do pai do Mihai ser comum depois de tanto drama kkkk!
Menina, toda vez que eu escrevo o Gus ou a Adel cheios de fé e confiança no Ed eu sofro, viu? Acertou que isso é foreshadowing, mas vamos ver do que :v
100% intencional o Gus adotando o Digory. Eu imagino que ele tem um instinto paternal fortíssimo, então é muito natural pra ele assumir esse papel na vida de pessoas mais jovens. Ele realmente teria sido um pai fenomenal :,)
Mihai fez o papel de dama vitoriana/ protagonista de novela e apagou perante fortes emoções. E sinceramente está certíssimo. Eu também ia baixar a pressão depois de um baque desses, coitado. Vejamos como ele vai lidar com essas novas e desagradáveis revelações sobre a vida dele.
Augustus Lockhart é um homão. Tão somente. Ele sabe ser fofo, mas sabe ser sério também quando a situação fica feia. Enfim, Mihai deu muita sorte de trombar com ele. Vejamos se trombar com a Antigone vai ser sorte ou azar… Mas você fez uma análise correta sobre ela. Ela é equilibrada e tem bons limites morais. O que pode trabalhar a favor ou contra o Mihai, depende da situação :v
Muito obrigada pelo comentário, eu amo ver suas reações (leia-se risadas cruéis) perante o sofrimento dos pobres personagens kkkkkk! Até a próxima!
XOXO
—Venus ♥
OH MY GOD
Eu literalmente disse isso, em voz alta, no momento do big reveal desse capítulo. Caramba, caramba, caramba. E justo eu, que me julgava um leitor tão atento... Tá, você jogou sujo porque na minha cabeça Chapman era o sobrenome do Lorde Ephraim (e esse tal de Chapman era o líder da Ordem que salvou a Henrietta). Mas ainda assim, que revelação.
Okay, o surto passou. Vamos por partes.
Gostei muito de você finalmente ter mencionado uma questão que, a meu ver, deveria ter sido trabalhada mais cedo: nem todo mundo é gay. Um dos detalhes que mais me incomodou no relacionamento do Digory com o Mihai é como um presumiu que o outro fosse sexualmente inclinado de forma conveniente, sem nunca tirar a dúvida – um detalhe importantíssimo para dois personagens homossexuais que não se encontraram numa boate gay. Nem houve um único momento em que Mihai ou Digory "perceberam" que o outro gostava da fruta, algo pra que não ficasse creepy a amizade com duplos interesses focada em alguém que podia muito bem não corresponder.
O modo como você trabalhou esse detalhe foi delicioso, e finalmente consegui comprar minha passagem no trenzinho do ship Digohai. Ah, o angst adolescente que nunca para de conquistar corações e mentes...
Muito foi dito recentemente sobre como a magia não é flor que se cheire, e por isso fiquei nervosíssimo quando li que Mihai vinha praticando magia às escondidas. Tá, ele acha que sabe o que tá fazendo, mas... Hierofante por aí, esse livro maldito cheio de feitiços proibidões... O que será que a Venus está preparando com isso? Pays to know.
Num emoji, a reação que tive quando o flashback da Henrie começou: :o.
Geralmente sou contra flashbacks diegéticos – eles raramente funcionam de forma natural, e quase sempre abusam da suspensão de descrença de leitores chatos como eu. O uso do feitiço de recuperação de memória do Mihai me ganhou pela forma como você o trabalhou desde muito cedo na história, foi desenvolvendo devagar e, aqui, participou ativamente não só como uma revelação de fatos como também uma explicação de conceitos.
Admito, mas só pra você e em segredo, que fiquei no hype quando vi que íamos aprender mais sobre a Henrie dessa forma.
Um trecho que me incomodou um pouco: "Aquele era o marido dela, constatou, com um pouco de repulsa ao chegar a tal conclusão." A menos que estejamos falando de uma versão alternativa de Londres em que a sociedade se desenvolveu de forma completamente diferente, ninguém acharia estranho o casamento de uma moça jovem demais para os padrões atuais com um homem de meia-idade ou além – isso era uma ocorrência comum, permitida por lei e, quando você dá ao Mihai as opiniões de uma autora do século XXI, você começa a falar através do personagem, e isso é sempre muito perigoso. É bom deixar claro que o casamento entre uma criança e um adulto é, de fato, repulsivo; mas que talvez seria melhor deixar o leitor chegar a essa conclusão, e não dar essa opinião ao Mihai. Soa forçado.
Emendando no assunto dos flashbacks diegéticos, esse capítulo fez muito MESMO pela caracterização da Henrietta. Para além de simplesmente nos contar o que aconteceu com ela, vimos um lado sombrio, uma sequela de fratura em sua mente e uma habilidade de disfarçar isso. As implicações são sombrias, claro [nota pra mim mesmo: pare de acusar todo mundo de ser o Incendiário], mas o que mais me interessou foi ver tanta dor, física e psicológica, na Henrie. Eu poderia jurar que perder o Ephraim era a única tragédia dela. Pobre garota.
Agora, o meu destaque deste capítulo: os efeitos de se usar objetos amaldiçoados. Você mencionou lá atrás que usar fantasmas como testemunhas não era legal, e reconheço um tema constante nessa história: as ferramentas que a magia dá sempre atrapalham mais do que ajudam. Fiquei todo arrepiado lendo sobre como a magia parecia viva, e daí com a maldição assumindo a forma da Henrietta como se fosse uma banshee dos infernos. Simplesmente awesome, e denota um cuidado com certas partes do teu universo que inspira.
Nesse capítulo eu decidi tirar minha carteirinha de Augustofã. Você sabe onde consigo uma? Porque o garoto está QUEIMANDO DE HOT. Adoro a atitude laid back dele ao mesmo tempo em que gosto da seriedade que ele consegue expressar sem ser agressivo ou frio. Ele vem crescendo dentro do próprio elenco de personagens como aquele cara descolado que é amigo de todo mundo, sempre tem um conselho ou um comentário engraçado, e virou a única pessoa que não quero descobrir que tem esqueletos no armário.
...mas é claro que você vai entupir o armário dele de defuntos, te conhecendo como conheço. Argh. Essa promessa de que ele está se voltando contra a Ordem como um eco da morte dos pais, especialmente colocando a Antigone em rota de colisão com a Henrietta quando a notícia do Mihai finalmente vazar... Caramba. Mihai é o filho bruxo do Ephraim, que era mestre da Henrietta (que tá de casinho com o Edward) e da Antigone (que gosta do Gus e está prestes a ajudar outro bruxo). Essas últimas gerações de membros da Ordem estão borrando as linhas entre os lados de cá e os de lá, não?
Prevejo caos, e isso me faz sorrir.
O que mais gostei: Objetos amaldiçoados
O que acho que pode melhorar: Anacronismos ideológicos
Hello!
É um deleite ter conseguido te enganar pelo menos uma vez kkkkk! Chapman era o chefe do Ephraim Blackburn, seu antecessor na Liderança. Pior que nem foi totalmente intencional que o leitor confundisse o Chapman com o Blackburn, eu estava já 100% crente que você ia descobrir o mistério antes do reveal.
A questão é que eu vejo principalmente o Digory como inexperiente e ingênuo em quesitos românticos. O Mihai tem um pouquinho mais de experiência, mas também é bem pouca. São dois adolescentes meio bobões. Então o Dig ficava na dúvida se o Mihai estava flertando ou simplesmente sendo amigável. E o Mihai também tinha essa mesma dúvida na maior parte do tempo, embora ele seja menos lerdo e mais consciente da própria atração. Então é meio que aquele trope idiots in love, sabe? Nenhum dos dois tomou nenhuma atitude justamente porque não estavam confiantes de que a atração era recíproca. Mas eu amo um angst, não podia perder a oportunidade de fazer os dois sofrerem um pouquinho kkkk! Feliz que gostou.
Eu até poderia julgar o Mihai por brincar com o perigo, mas quem eu tô querendo enganar? Eu faria o mesmo se achasse um livro de feitiços malucos kkkkk! E aposto que metade dos leitores também. Ele precisou levar um susto pra aprender a lição.
O feitiço de memória já tava planejado para ter esse uso de flashback sem quebrar excessivamente a continuidade da história, embora ele também tenha outros usos dentro do enredo. Então fico bem satisfeita que ficou algo natural e legal, eu também não sou muito fã de quebrar a narrativa pra uma regressão temporal sem uma justificava boa.
Essa é uma questão que eu tava pronta pra debater (de maneira respeitosa e saudável, é claro), mas percebi tarde demais que deixei um detalhe muito importante passar: o Mihai é romani, e não 100% inglês. Então, vou me explicar (já peço desculpas antecipadas pelo rant, mas história em geral é um assunto que me interessa e acabo me empolgando kkkkk): embora a nobreza da Idade Média e Idade Moderna seja notória por se casar em idades muito jovens, isso não era tão comum com plebeus, que não teriam motivos para alianças políticas que justificassem casamentos tão precoces. Além disso, mesmo dentro da nobreza, eles sabiam que os índices de mortalidade materna e fetal eram assustadoramente altos em mães adolescentes, e costumavam esperar alguns anos após a primeira menstruação (que se dava em torno dos 14-16 anos, e não aos 11-13, como hoje em dia. Achei um dado falando que, em 1830, perto da época da história, a idade exata era uma média de 16,5 anos) da noiva para consumar o casamento. Logo, ao escrever a cena, tudo me levou a crer que o Mihai, um plebeu, teria razões para achar estranho um homem de meia idade tendo interesse sexual por uma adolescente, já que supostamente não era muito comum no meio em que ele vivia. Mas aí que eu ignorei completamente que ele cresceu em uma cultura bem diferente. E eu acabei conferindo, e, de fato, os romani não tem muito tabu com noivas e gravidezes na adolescência como um plebeu vitoriano de ascendência inglesa poderia ter. Enfim, tudo isso pra falar que você está certo com a sua observação. Novamente, desculpa pelo rant.
Tem um motivo para Ordem lutar tanto contra a magia: ela é instável, caótica, e pode ter consequências completamente devastadoras em mãos maliciosas ou inexperientes. Fiquei bem feliz com o efeito que essa cena teve em você, foi realmente essa a sensação que eu queria passar!
Eu amo tanto o Augustus. Não querendo ser horny pelo elenco da minha própria história, mas ele é 100% o tipo de pessoa que eu teria um crush ferrado na vida real kkkkkk! Todo mundo nessa história é bonito demais e charmoso demais, Deus nos proteja. Sobre esqueletos do armário dele, vejamos :)
Muito obrigada pelo comentário, e até o próximo!
—Venus ♥
Olá, Venus ♥
Eu AMEI esse capítulo. O mais curioso é que eu lembrava bem pouco dele, na verdade, eu lembrava mais do comentário de outro leitor sobre anacronismo, pelo Mihai ter estranhado a discrepância de idade entre a Henrietta e o marido dela, e desde esse dia eu tô guardando um comentário. Eu vou ter de personificar o Digory agora e lançar um "actually..." mesmo sem ser especialista (espero não estar falando besteira), mas tudo que li sobre os ciganos, e não só dos romani, falava de como eles casavam cedo, incluindo os meninos. Principalmente em tempos antigos, era coisa de 13-14 anos para as meninas e 15-16 para os meninos, eles não tinham a ideia de namoro, era simplesmente decidido entre as famílias e pronto, vida que segue. Então eu não acho que fere a narrativa o Mihai ter estranhado o marido ser tão velho em comparação com a Henrietta. No mínimo, teria sido inesperado para ele.
Sigh... Segurei um argumento por mais de um ano. Na época eu estava evitando falar da história fora do site para ter mais motivos para ficar em dia com os comentários logo. Sabemos o quão bem a estratégia funcionou kkkkkkk É, acho que não terei problemas em lembrar o que eu quero dizer no último capítulo kkkkk
ENFIM. Eu amei esse capítulo pelo quão imersivo ele foi na magia desse mundo. E também, acho que foi a primeira vez que a magia realmente se mostrou perigosa. *Eu olhando por cima do ombro e vendo a Zoe louca, o Incendiário, o segundo Incendiário, a mulher aleatória que contratou o Joel Aubert e a finada família da Charlotte* Por incrível que pareça, essa galera toda não tinha sido suficiente para me convencer. Os Incendiários estão tacando o terror de propósito (majoritariamente), suponho que o assassino da família da Charlotte também, a Zoe podia muito bem ser da mesma forma sem magia, vai que ela é só esquizofrênica? Não dá para saber. (Sim, eu lancei essa mesmo e já me arrependo, vamos em frente.) E as vezes as pessoas morrem de complicações da gravidez. Acontece.
Mas aqui. Aqui. Por um momento, um feitiço supostamente tão inocente quando virar as páginas de um álbum de fotos se tornou aterrorizante. "É melhor acordar agora. Antes que esqueça como." Você resgatou meu maior trauma com filmes de terror da vida, aquela porcaria de Sobrenatural (2010). Passei uma semana dormindo com a minha irmã (mais nova!) porque eu estava com muito medo de dormir. Será que eu devia reassistir esse troço? Talvez hoje eu não ache tudo isso kkkkk
Então, foi a primeira vez que os riscos da magia realmente me assustaram. E, roubando a frase do Dr. Estranho, os avisos deviam vir antes do feitiço! Por que raios não tava lá na primeira folha "não usar objetos amaldiçoados", e "como reconhecer objetos amaldiçoados" na segunda folha? Poxa, Barão Blackburn!
A eloquência do Dig me fez rir muito! Esse garoto é muito precioso, sem condições. E como o Augustus conseguiu tirar o exato contexto de tudo aquilo sem nenhum artifício mágico é um mistério.
Não, mas essa cena é maravilhosa como um todo. O Gus acaba de dizer que nem todos os agentes odeiam feiticeiros, porque nem todos fazem coisas ruins e tal... e quando ele dobra a esquina, o amigo feiticeiro do Dig está sendo preso por ter explodido um porão kkkkkkk Imagino o Gus inspirando fundo e pensando "Não julgar sem o contexto, não julgar sem o contexto!" para manter a coerência com a lição de vida que ele tinha acabado de dar para o Dig.
Esse capítulo foi uma obra de arte.
Até breve,
Cosmic Madness ♥
Hello, my dear Cosmic ♥
Esse comentário do anacronismo me fez refletir bastante, mas foi uma das críticas construtivas que no final das contas eu decidi que podia ser um anacronismo apenas circunstancialmente. Mesmo que casamentos assim fossem comuns, não é garantido que fosse absolutamente todo mundo que achasse isso ok. Lembro de vários livros da Jane Austen em que alguém faz um comentário sobre uma diferença de idade muito grande (“um casamento desigual”), ou até a própria mocinha do livro fica meio horrorizada com a possibilidade de um homem muito velho estar querendo casar com ela. Então, é claro, não tinha um tabu contra isso, mas as pessoas podiam achar um pouco estranho em âmbito privado. Eu não quis opinar muito sobre a cultura romani na época porque eu sentia que não tinha propriedade, mas sua explicação foi cirúrgica e muito informativa! Obrigada!
Eu queria que esse capítulo fosse um coice no meio do peito do leitor. Porque até esse ponto, os malefícios da magia são citados, mas não ativamente mostrados. Então é muito natural alguns leitores ainda acreditarem que a Ordem está exagerando em querer acabar com a magia. Eu rachei os bicos com esse comentário da Zoe esquizofrênica kkkkkkk! Coitada. Mas passarei um pano para você, é desagradável ter que aceitar que algo tão lindo como a magia também pode ser um perigo danado :,)
Você sabe que eu nunca assisti esse filme? Tá na lista há tempos, mas eu sempre fico com medo de assistir sozinha kkkk! Bom saber que é assustador. Vou assistir apenas acompanhada. E protegida kkkk! Mas é basicamente isso, com magia, ignorância não é uma benção. Se você não for extremamente cuidadoso e meticuloso, muitas coisas podem dar errado e se voltar contra você. Infelizmente o Blackburn ele próprio não tinha magia, então os estudos dele se focavam mais em rituais de proteção. Teria sido muito útil ele saber os detalhes desse feitiço e ter deixado um aviso. Bem, agora o Mihai vai ter que colocar o aviso ele mesmo kkkk!
O Dig é aquele personagem que aparece pouco, mas, quando aparece, sempre é pra ser engraçado de um jeito precioso :,) E o Gus sem dúvidas tem uma vocação imensa pra ser pai, porque o garoto não falou nada com nada, e ele ainda assim captou o cerne do drama kkkk! Para logo depois o próprio conselho dele explodir na sua cara kkkkk! Eu fiquei muito feliz que tenha gostado desse capítulo, foi um dos mais divertidos de escrever! Muito obrigada pelo comentário, e até o próximo ♥
—Venus ♥