Comentários em “Paralelas”: “Capítulo 11 - Aceitação”

A
Arrogante
Destacado pelo autor

Entendo que é difícil criar conflito quando a história precisa e conseguir isso de forma orgânica, mas essa é a segunda instância de homofobia inserida puramente pra justificar uma cena. Considerando o que aconteceu nesse capítulo, qualquer outra justificativa pra elas se esconderem e se esfregarem uma na outra poderia ser usada. Não uso essa palavra sempre, mas soou forçado.

Dito isso, seu leitor mais chato percebeu que agora está lendo uma história da Max. Não sei explicar o porquê, mas os capítulos com ela são muito mais agradáveis que os da Riley e esse em específico foi incrível. O ar agoniado da Max funcionou perfeitamente com essa sensação de "paixão desesperada" que você criou nos parágrafos finais. Eu cheguei a ficar quentinho lendo o "— Você me confunde", porque combina tanto com a bagunça que Max e Riley são individualmente. Me lembrou muito do tipo de conversa que surgia quando eu tentava me declarar pra alguém, então pontos pra sua habilidade de emular o sentimento adolescente tão bem.

Sei que o foco da história mudou, mas gostei muito dos pequenos avanços no plot geral. Riley e Max se juntando pra entender o que houve cria toda uma gama de possibilidades narrativas (e, realisticamente, beijocas escondido).



O que mais gostei: Paixão adolescente
O que acho que pode melhorar: Crystal Falls, a capital internacional da homofobia
Louie Bee
Louie Bee Autor

Pensando por esse lado, seria interessante abordar alguma outra coisa além da homofobia, apesar que cidade pequena é um pé no saco mesmo. Mas é um ponto que levarei em consideração durante a revisão final, porque o meu único foco desse capítulo (além da proximidade delas), é mostrar o lado impulsivo e inconsequente que a Riley tem e que fica ainda mais claro quando ela está perto da Max.

Seu comentário sobre os capítulos com a Max serem mais agradáveis compreende exatamente o que eu disse na resposta ao seu comentário do capítulo anterior. De um lado você tem o plot da garota sufocada, incompreendida e cheia de dúvidas, em um joguinho de "certo e errado", enquanto, do outro, você encontra alguém que, apesar de todo o caos e da culpa que carrega, só quer viver a vida dela e desbravar essa fase adolescente, fazendo o que gosta e deixando as emoções fluírem